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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Livro: Preparados para trabalhar?




Um Estudo com Diplomados do Ensino Superior e Empregadores
Edição Forum Estudante Consórcio Maior Empregabilidade

Autores: Diana Aguiar Vieira Ana Paula Marques

Prefácio: Roberto Carneiro

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Empregabilidade entre alunos do Ensino e Formação Profissional é mais elevada


Em 2017 a taxa de emprego dos jovens entre os 18-34 anos que frequentaram estas vias de ensino atingiu os 75,8%, mais 4,7 p.p. do que os formandos do ensino científico-humanístico.
Esta é uma das conclusões do relatório VET in Europe - 2018, publicado em julho deste ano, onde consta o country profile de Portugal.

O Relatório: 

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Estatísticas do Emprego -1.º Trimestre de 2019



Resumo 
No 1.º trimestre de 2019, a taxa de desemprego foi 6,8%, superior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) à do trimestre anterior e inferior em 1,1 p.p. à do 1.º trimestre de 2018.
A população desempregada, estimada em 353,6 mil pessoas, aumentou 1,3% (4,5 mil) em comparação com o trimestre anterior e diminuiu 13,8% (56,5 mil) em relação ao trimestre homólogo de 2018.
Na população empregada, 4 880,2 mil pessoas, foi observado um decréscimo trimestral de 0,1% (2,8 mil) e um acréscimo homólogo de 1,5% (73,5 mil).
A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 17,6%, o valor mais baixo da série iniciada em 2011, tendo diminuído 2,3 p.p. e 4,3 p.p., respetivamente, em relação aos trimestres anterior e homólogo. A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) foi 46,8%, menos 1,0 p.p. do que no trimestre anterior e menos 7,0 p.p. do que no homólogo.
Aceder: https://www.ine.pt/

(...)

O INE dá conta de 64,4 mil jovens desempregados no primeiro trimestre de 2019, menos 18,5% do que no primeiro trimestre de 2018 (período homólogo) e 13,4% face ao trimestre anterior. Este recuo pode estar relacionado com o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos, como adianta ao PÚBLICO o economista e professor da Universidade do Minho João Cerejeira. “Começamos a ver que a participação no mercado de trabalho até aos 25 anos tem vindo a diminuir”, nota, acrescentando que a taxa de jovens entre os 15 e os 24 anos que não estão empregados, na escola ou em formação (os chamados NEET) também tem vindo a cair. No primeiro trimestre, foi de 8,1%, abaixo dos 8,4% registados no final de 2018 e dos 8,7%  do trimestre homólogo.
Por outro lado, a diminuição do desemprego dos jovens resulta também do facto de o emprego nesta faixa etária ter registado um aumento bastante expressivo nos três primeiros meses de 2019. A população empregada até aos 24 anos aproximou-se das 302 mil pessoas, uma subida em cadeia de 0,8% e homóloga de 6,6%. João Cerejeira diz que esta evolução pode encontrar explicação no facto de, no primeiro trimestre, o trabalho a meio tempo ter aumentado (1,5% e 1,3% em comparação com o trimestre anterior e com 2018).
(...)
Fonte: Artigo de RaqueL Martins Jornal Publico de 9.5.19

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Relatório “Pessoas com Deficiência em Portugal – Indicadores de Direitos Humanos 2018”




O relatório “Pessoas com Deficiência em Portugal – Indicadores de Direitos Humanos 2018” pretende disponibilizar indicadores que permitam aferir o progresso alcançado na realização dos direitos humanos das pessoas com deficiência em Portugal em três áreas - Educação, Trabalho e Emprego e Condições de Vida e Proteção Social. Recorre-se, para o efeito, a fontes secundárias de informação, nacionais e internacionais (relatório integralmente disponível no final desta página).
Continuar a ler: http://oddh.iscsp.ulisboa.pt

Na comunicação social: https://www.dn.pt/

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Relatório sobre previsão de competências 2018 – Portugal

http://cite.gov.pt/pt/ (em inglês)

Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional – CEDEFOP

O relatório sobre previsão de competências resume as principais tendências futuras em termos de empregos e competências para Portugal até 2030, perspetivando as tendências do emprego por sectores, grupos profissionais e níveis de ensino, bem como a evolução da idade ativa da população.
Uma metodologia comum e dados harmonizados foram adotados, garantindo uma comparabilidade de resultados entre os Estados membros.
As estimativas estão em linha com as previsões económicas oficiais da UE e as projeções em termos de população.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

O emprego no mundo e perspetivas sociais – Tendências 2018


ou


Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT)

(Disponível em inglês)


A Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera que ter emprego não é garantia de ter condições de vida dignas, pois em 2018 a maioria dos 3.300 milhões de empregados no mundo não tinha bem estar material nem segurança económica
Segundo um relatório que a OIT apresenta esta quarta-feira em Genebra, esta situação decorre do facto de muitos trabalhadores terem de aceitar postos de trabalho que não correspondem ao padrão de trabalho digno, muitos deles precários, mal remunerados e sem proteção social ou direitos laborais.
A OIT refere ainda, como indício de má qualidade de muitos empregos, que em 2018 cerca de um quarto dos trabalhadores viviam em situação de pobreza extrema ou moderada.
No relatório, a OIT considera que "o progresso na redução do desemprego a nível mundial não se refletiu na melhoria da qualidade do emprego", o que torna irrealista a meta de trabalho digno para todas as pessoas, enquanto base do desenvolvimento sustentável.
O documento salienta ainda a falta de progresso quanto às diferenças entre mulheres e homens no acesso ao emprego.
A nível mundial, apenas 48% das mulheres fazem parte da população ativa em comparação com 75% dos homens.
As mulheres também estão em maioria na situação de subemprego.
Para a OIT, esta diferença percentual é alarmante e, por isso, defendeu a necessidade de medidas políticas para a reduzir.
Continua a ser uma preocupação para a OIT que um em cada cinco jovens com menos de 25 anos não trabalhe, não estude, nem esteja em formação, comprometendo as suas perspetivas futuras de emprego.
O relatório salienta, no entanto, alguns sinais positivos no mercado laboral, prevendo que o desemprego continue a diminuir em muitos países, se se evitar uma desaceleração significativa da economia.
Reconheceu também que se registou uma grande diminuição da pobreza no trabalho nos últimos 30 anos, especialmente em países de rendimento médio e um aumento no número de pessoas com formação escolar e/ou profissional.
Cem anos após a sua fundação, a OIT reafirma neste relatório, sobre as "Perspetivas Sociais e do Emprego no Mundo", a sua intenção de ajudar a solucionar os problemas detetados e de promover um debate fundamentado sobre as recomendações da Comissão Mundial sobre o Futuro do Trabalho.
Fonte: Agencia Lusa

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Orçamento do Estado para 2019

Lei n.º 71/2018 - Diário da República n.º 251/2018, Série I de 2018-12-31117537583 Assembleia da República 
Orçamento do Estado para 2019

Grandes Opções do Plano para 2019

Lei n.º 70/2018 - Diário da República n.º 251/2018, Série I de 2018-12-31117537582 Assembleia da República 
Grandes Opções do Plano para 2019
Aceder: https://dre.pt/

Relatório sobre Emprego e Formação Profissional relativo ao 1º semestre de 2018




Relatório sobre Emprego e Formação Profissional relativo ao 1º semestre de 2018

Já se encontra disponível para consulta o Relatório sobre Emprego e Formação Profissional relativo ao 1º semestre de 2018, realizado pelo Centro de Relações Laborais.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Previsões do CEDEFOP: Menos músculos e mais cérebro para os trabalhadores do futuro


Menos músculos e mais cérebro para os trabalhadores do futuro:
http://www.cedefop.europa.eu/files/9130_pt.pdf
"As competências exigidas pelo mercado laboral deverão alterar-se, tendo os trabalhadores de oferecer novas competências para satisfazer necessidades diferentes". Este é o ponto de partida para a mais recente nota informativa do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP), intitulada Menos músculos e mais cérebro para os trabalhadores do futuro.
Tendo por base a previsão do CEDEFOP em matéria de competências, o documento aponta alguns "factos relevantes": por exemplo, cerca de 4 em 5 novas vagas de emprego estarão relacionadas com profissões altamente especializadas.
De acordo com estas projeções (que abrangem os 28 Estados-Membros da UE, a Islândia e Suíça), prevê-se uma crescente polarização do emprego "com o aumento de novos empregos, tanto nas profissões que exigem um elevado nível de competências, como naquelas que exigem um baixo nível de competências, a par de uma redução dos empregos que exigem níveis médios de qualificações".
Outra tendência que irá marcar os próximos anos será a substituição dos trabalhadores que se reformam, representando estae "a maioria das vagas na economia europeia".
A diminuição do trabalho rotineiro e, em sentido contrário, o aumento do relevo das Tecnologias de Informação e Comunicação são outros dos elementos focados neste documento. "As projeções apontam para uma redução generalizada das tarefas físicas e um aumento das tarefas intelectuais e sociais", refere o estudo do CEDEFOP. Por isso mesmo, competências ligadas à comunicação, ao empreendedorismo e outras competências essenciais (em domínios como o das vendas/capacidade de persuasão e da interação/atendimento/prestação de cuidados) terão um papel de relevo.

Fonte: anqep

https://www.ilo.org/ The Future of Work: A Literature Review

segunda-feira, 23 de julho de 2018

LIVRO “Work in the Digital Age. Challenges of the Fourth Industrial Revolution"



No passado mês de junho, foi lançado o livro “Work in the Digital Age. Challenges of the Fourth Industrial Revolution“, uma obra da autoria do think tank alemão, Das Progressive Zentrum.
O livro reune análises de mais de 50 profissionais de políticas públicas do mundo que discutem sobre os efeitos da automatização, da produtividade estagnada, do crescimento das disparidades regionais e dos crescentes níveis de desigualdade entre e dentro de países.
“No desenrolar da revolução digital, foram proporcionadas oportunidades de crescimento na produtividade o que resultou no melhoramento considerável da vida das pessoas. Mas este crescimento provocou mudanças sociais e políticas significativas como também um aumento no risco de desigualdades”.
Disponibilizamos aqui, o link para o pdf do livro que é gratuito, mas também é possível adquiri-lo nas livrarias.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

RETRATO DE PORTUGAL - Edição 2018



Esta nova edição actualiza os indicadores apresentados em anos anteriores, mas não só. Estão também aqui representados novos indicadores e gráficos que enriquecem a “fotografia” do país através de novas perspectivas. A inclusão do tema da Agricultura e Pescas é outra das novidades deste retrato.
O Retrato de Portugal, Edição 2018, apresenta assim mais de 100 gráficos, organizados em 17 temas:
POPULAÇÃO
CONDIÇÕES DE VIDA E RENDIMENTOS FAMILIARES
EDUCAÇÃO
SAÚDE
PROTECÇÃO SOCIAL
JUSTIÇA E SEGURANÇA
CONTAS PÚBLICAS
MACROECONOMIA
EMPREGO E MERCADO DE TRABALHO
EMPRESAS
AMBIENTE, ENERGIA E TERRITÓRIO
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
CULTURA E DESPORTO
PARTICIPAÇÃO ELEITORAL
TURISMO
TRANSPORTES
AGRICULTURA E PESCAS

segunda-feira, 2 de julho de 2018

PORTUGAL: Previsões para o emprego e competências até 2025

emprego passado e emprego previsto até 2025


Por país - edição de 2015
Country forecasts - skill supply and demand up to 2025

Atuar perante as tendências de futuro
As previsões anunciadas este mês, em Bruxelas, pelo Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP), considerando o período até 2013, voltam a reforçar a necessidade de se repensar o ensino e a formação profissional, perante as tendências que já é possível antecipar relativas às mudanças que a força de trabalho irá enfrentar nestes próximos anos.
O instrumento Skills Forecast, que concilia os estudos prospetivos do CEDEFOP com os dados do Monitor de Empregos Europeu, antevê um crescimento moderado dos empregos, mas com uma aceleração das tendências que já eram conhecidas, salientando-se o peso dos empregos associados a serviços e uma polarização ainda maior no que diz respeito ao emprego. Esta polarização traduzir-se-á num crescimento do emprego para as ocupações que exigem qualificações mais elevadas, em contrabalanço com os empregos relativos às baixas qualificações. Para além disso, haverá um esvaziamento das ocupações inerentes às qualificações médias, à medida que a automação for ganhando terreno.
Outro aspeto crítico que não deverá ser descurado, associado a esta polarização, prende-se com a redução dos empregos considerados "bons e bem pagos" com um crescendo dos empregos mal remunerados e tidos por "inferiores".
Tudo isto são desafios com impactos significativos na definição do que deve ser hoje o ensino e a formação profissional, não havendo muito tempo para se refletir e implementar soluções que respondam a estes cenários de futuro. Que novos perfis profissionais têm de ser criados? Que competências deverão ser incorporadas nos referenciais? Precisamos de perfis de banda mais larga ou, pelo contrário, mais estreita, focados no efetivo desempenho de uma determinada ocupação? E, não menos importante, como garantir que as empresas se envolvam rapidamente nestes processos de reflexão, ajudando a criar respostas para estes desafios?
Ao nível deste envolvimento há já algum caminho percorrido. Em Portugal temos, por exemplo, a constituição dos Conselhos Setoriais para a Qualificação, que envolvem empresas nos trabalhos de atualização do Catálogo Nacional de Qualificações, bem como o contributo dos empresários na identificação das necessidades de qualificações, a médio e curto prazo, para a definição da rede de ofertas formativas destinadas aos jovens, através do modelo de funcionamento do Sistema de Antecipação de Necessidades de Qualificação. Mas é preciso ir mais além. O envolvimento das empresas tem de ser muito superior, pelo que se olha agora com grande entusiasmo para as iniciativas que começam a surgir ao abrigo da Iniciativa Portugal INCoDe.2030. Nalguns setores, como o do calçado, quando se compara o passado recente com o que está a ser feito neste momento, a mudança é surpreendente. As empresas começaram a reagir pró-ativamente na captação de talento jovem e na qualificação e requalificação dos seus futuros e atuais colaboradores.
Esperamos agora que exemplos como este alastrem a muitos outros domínios, levando-nos a acelerar o passo na preparação de um futuro que, sendo incerto, tem no ensino e na formação profissional a única saída viável para o controlo dos gritantes desequilíbrios que os cenários do futuro identificam se nada for feito.
Gonçalo Xufre Silva
Presidente do Conselho Diretivo da ANQEP

segunda-feira, 25 de junho de 2018

A ameaça de um futuro sem emprego



Aceder: AQUI

Sessão Especial no âmbito das XIII Semana da gestão - 2018 - A Ameaça de Um futuro Sem Emprego de Martin Ford
Sérgio Leal  - Coordenação

CIAEGT - Instituto Politécnico de Tomar


Imagem: http://www.olaserragaucha.com.br/

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Desemprego jovem cresce apesar da recuperação do mercado de trabalho



Taxa de desemprego jovem

Artigo de Raquel Martins no Jornal Publico de ontem, com o título “Desemprego jovem cresce apesar da recuperação do mercado de trabalho”, com base nos dados estatísticos do INE (https://www.ine.pt/ ) do documento: A taxa de desemprego de outubro foi de 8,4% - Novembro de 2017  de novembro de 2017 publicada a 8 de janeiro de 2018.
Formação desadequada às necessidades das empresas, retoma do emprego em sectores pouco qualificados ou as alterações às regras dos estágios ajudam a explicar que um quarto dos jovens portugueses continue desempregado.

Portugal foi o país da União Europeia onde o desemprego jovem mais cresceu entre Setembro e Outubro do ano passado (de 24,6% para 25,6%), em contraciclo com a tendência de descida registada na maioria dos países. Ainda é cedo para dizer se esta tendência veio para ficar ou se estamos perante uma subida pontual — algo que o Instituto Nacional de Estatística (INE) ajudará a explicar com os dados mensais que serão divulgados nesta segunda-feira. Há, porém, um conjunto de factores que podem justificar que um terço dos jovens continue desempregado: a desadequação entre a formação e as necessidades das empresas, a retoma do emprego em sectores que não valorizam as qualificações mais elevadas ou a reformulação dos estágios apoiados pelo Estado.
Já no terceiro trimestre de 2017, contrastando com a redução da taxa de desemprego global e com a melhoria generalizada do mercado de trabalho, se tinha verificado um agravamento do desemprego na população jovem em comparação com o trimestre anterior, interrompendo a descida em cadeia verificada desde o arranque no ano.
O Governo não vê na evolução mais recente do desemprego jovem uma tendência consolidada, por considerar que na comparação homóloga este indicador continua a recuar. “Tenho alguma dificuldade em acompanhar a leitura de que o desemprego jovem esteja a evoluir em contraciclo com a evolução global do mercado de emprego”, diz ao PÚBLICO o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita. “Se olharmos para os últimos dois anos tínhamos uma taxa de desemprego jovem que estava acima dos 30% e no terceiro trimestre de 2017 tínhamos 24,2%, em linha com a evolução da taxa de desemprego global. Houve nalguns meses uma evolução em cadeia positiva, mas é normal que aconteça”, justifica.
Além disso, nota, com a redução do número de inactivos desencorajados, muitas pessoas poderão ter passado para o emprego e outras terão voltado a procurar trabalho, passando à categoria de desempregados no inquérito do INE, algo que poderá influenciar as estatísticas. Miguel Cabrita não nega, porém, que a taxa de desemprego jovem “ainda é elevada” e “uma preocupação”.
Já o economista João Cerejeira atribui alguma relevância à subida recente em contraciclo com a melhoria generalizada do mercado de trabalho. “Continuamos a ter uma taxa muito elevada de desemprego jovem e inverteu-se a tendência de descida deste agregado. Nesse sentido é preocupante”, alerta.
E adianta algumas hipóteses para o que está a acontecer: "Há que destrinçar se esta evolução tem mais a ver com a estrutura da economia, ou se decorre de outros factores como a alteração das regras dos estágios profissionais em meados de 2017".

Formação desadequada

A adequação entre a formação que é dada aos jovens e as necessidades das empresas é, para João Cerejeira, outro aspecto relevante que pode explicar parte da “não descida do desemprego jovem”.

Esse problema é, segundo o economista, muito visível na indústria transformadora que, a par da restauração e do turismo, está entre os sectores que mais têm criado emprego. “Só não está a criar mais, porque não tem encontrado na oferta de trabalho jovem o perfil adequado para as funções de que precisa”, nota.
Vários factores contribuem para esta dificuldade – que não é exclusiva da indústria. Por um lado, frisa o investigador da Universidade do Minho, “é bastante difícil fazer a adequação entre a formação profissional e as necessidades das empresas porque há problemas de escala”, obrigando a abrir cursos para 20 cozinheiros, por exemplo, quando as empresas de determinada região só necessitariam de dez, mas depois precisam ainda de cinco torneiros mecânicos e de cinco electricistas.
Por outro lado, a formação profissional feita nas escolas de ensino regular não dá resposta à procura das empresas que está a crescer mais.
Finalmente, a disponibilidade de mão-de-obra para determinadas actividades tem a ver com a própria escolha dos jovens. E, actualmente, “olhar para o trabalho na indústria é um pouco como as gerações anteriores olhavam para o trabalho na agricultura”, destaca o investigador.
O secretário de Estado do Emprego alerta que no sector industrial, “mais dependente de uma geração de trabalhadores formados nas antigas escolas industriais” é preciso garantir que a renovação geracional não leve a um esvaziamento de competências.  Enquanto noutros sectores, em particular quando se trata de empresas com práticas de trabalho inovadoras, há efectiva escassez.

Retoma pouco qualificada

José Reis, economista e investigador do Centro de Estudos Sociais, concorda que há alguma desadequação, mas alerta que é preciso olhar para outros factores, em particular a qualidade do emprego disponível e a crescente terciarização da economia.
“Ainda esta semana ouvimos a restauração e o alojamento queixar-se de que faltam 40 mil trabalhadores. A pergunta seguinte devia ser: que salários e que emprego se está a oferecer e, infelizmente, sabemos a resposta sem grande margem de erro. São sectores que oferecem salários baixos e precariedade”, destaca.
É certo que o mercado de trabalho tem registado melhorias assinaláveis, “mas temos um problema persistente relacionado com o sistema de emprego pouco qualificado e precário”. E essa questão está, para o economista da Universidade de Coimbra, relacionada com os sectores que mais têm criado emprego e “que não são os mais tranquilizadores” do ponto das qualificações. E isso, reforça, “tem um impacto específico nos jovens”.
O facto de o desemprego jovem continuar elevado não significa que os mais novos estejam a ficar à margem da recuperação do emprego. Pelo contrário, tanto em termos homólogos como em cadeia, o emprego da população dos 15 aos 24 anos aumentou. Só do segundo para o terceiro trimestre registou-se uma subida de 16 mil novos postos de trabalho. A questão a que se refere José Reis prende-se com o tipo de emprego que está a ser criado e que, de acordo com os registos nos fundos de compensação do trabalho (uma maneira fiável de avaliar o novo emprego) apontam para trabalhos precários.

Estágios e confiança na escola

O economista João Cerejeira também não descarta que as mudanças no programa de estágios apoiados pelo Estado, em vigor desde meados de 2017, tornaram esta medida mais selectiva e reduziram o número de abrangidos.
“A diminuição dos estágios concedidos fez com que o preço relativo de contratar um jovem tenha aumentado mais do que o dos outros grupos. É natural que tenha havido uma recomposição no perfil das contratações”, destaca.
O secretário de Estado do Emprego descarta essa hipótese: “Terminámos 2016 com cerca de 46 mil estágios aprovados e vamos terminar 2017 com 43 mil estágios”. Este são os dados mais recentes que diferem de forma significativa dos disponíveis no site do Instituto do Emprego e Formação Profissional que dão conta de uma redução de 7600 estágios entre Outubro de 2016 e de 2017.
Além dos apoios públicos, há outra questão que João Cerejeira destaca como preocupante, que é o aumento do abandono escolar. Mas por que razão os jovens não concluem o secundário? Podia haver uma razão “positiva”, responde o economista, “como o mercado de trabalho está a recuperar e como há mais oportunidades de emprego as pessoas deixam de estudar e vão trabalhar”. Isso não parecer estar a acontecer e “há claramente uma dificuldade de o sistema de ensino mostrar que tem valor”.



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ESTUDO: Benefícios do Ensino Superior



ou

Um estudo da FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS

Hugo Figueiredo e al, 2017
Quais são os benefícios económicos e não económicos do Ensino Superior? Que retorno tem a conclusão de um curso superior no investimento familiar?

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

RETRATO DOS JOVENS - Edição 2017




Resumo de indicadores que retratam os Jovens em seis áreas essenciais: população, família, protecção social e pobreza, educação, mercado de trabalho, digital

Fundação Francisco Manuel dos Santos
Título: Retrato dos Jovens PORDATA, 
Edição 2017 1ª Edição: Abril 2017 
Dados publicados a 31 Março 2017


terça-feira, 4 de julho de 2017

Jovens NEET: Apresentação Pública da Estratégia Nacional

Decorreu, a 27 deste mês, na sede do IEFP, a sessão de Apresentação da Estratégia Nacional de Sinalização de Jovens que não trabalham, não estudam nem frequentam formação profissional (NEET).
A estratégia visa, sinalizar os jovens inativos, "afastados do sistema formal de educação, formação e emprego, não registados no serviço público de emprego". Para este efeito, Portugal contou com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a realização de um trabalho de definição de uma estratégia integrada de sinalização e apoio aos jovens NEET – jovens que não estudam, não trabalham nem frequentam qualquer formação.
Segundo declarações do Vice-Presidente do CD do IEFP, Paulo Feliciano, no decorrer da sessão, "a estratégia tem como meta sinalizar 30.000 jovens dos 67.500 que não estudam, não trabalham, não frequentam formação profissional, nem procuram respostas nestes domínios".
Para este trabalho o IEFP através da iniciativa Garantia Jovem, propõe-se alargar a rede de parceiros (cerca de 1500 em todo o território continental) que, no terreno, dão um importante contributo para a sinalização e atendimento dos jovens mais "afastados do sistema", nomeadamente autarquias, associações de juventude e instituições particulares de solidariedade social.
A sessão contou com a presença do Secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, do Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Rebelo e do representante da OIT, Gianni Rosas.  
IEFP lança nova campanha "FAZ-TE AO FUTURO" que tenta combater o fenómeno NEET