CONSELHO NACIONAL de EDUCAÇÃO
Edição 2019
Relatório Publicado na 3ª feira
Na primeira parte, apresenta-se a evolução da situação do País relativamente a um conjunto de indicadores, tendo como referência as metas da Estratégia para a Educação e Formação 2020 e os objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da ONU.
Na segunda parte, descrevem-se oito casos inspiradores de escolas e outras instituições educativas que têm contribuído, por serem exemplificativas de estratégias de mudança, para que todos − crianças, jovens e adultos − possam aprender.
A terceira parte "Olhares para o Futuro" inclui textos de diferentes autores que alertam para áreas e problemas a que urge atender.
Artigo do Jornal Publico de 26/11/2019: com o título :Positivo e negativo. Um retrato
da educação em seis pontos"
Evoluções positivas
- O
número de estudantes do ensino superior que estiveram em formação noutro
país, no âmbito dos programas Erasmus, subiu de 26.570 em 2013/2014 para
44.405 em 2017/2018
- Ao
contrário do que se passa no ensino básico e secundário, onde o número de alunos continua a diminuir devido
aos efeitos da baixa de natalidade, o ensino
superior ainda não foi afectado por este fenómeno. O número de
inscritos passou de 361.943 em 2016/2017 para 372.753 em 2017/2018.
- As
taxas de retenção continuam a descer no ensino básico e no secundário. No
primeiro nível passaram de 8,4 em 2008/2009 para 5,3% em 2017/2018. O
declínio mais acentuado registou-se no 3.º ciclo, tendo esta proporção
descido de 14% para 7,8%. No ensino secundário o peso dos chumbos diminuiu, no mesmo
período, de 21,4% para 15,7%.
Evoluções negativas
- Apesar
da redução dos chumbos, o número de alunos cuja idade é superior em dois
ou mais anos à idade média da turma (desfasamento etário) continua a ser
muito elevado no ensino básico. Em 2017/2018 estavam nesta situação, que é
devida às retenções, cerca de 66 mil alunos do ensino básico.
- A idade
média dos alunos que concluem o ensino secundário em Portugal é mais
elevada do que a média registada na União Europeia e na Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Económico. Por cá, também devido aos chumbos,
este limiar está nos 19,8 anos enquanto a média internacional é de 18,5.
Portugal em conjunto com a Polónia são os países onde os alunos terminam
mais tarde o ensino secundário.
- Por
comparação ao universo total de crianças entre os 3 e os 5 anos, a
proporção das que frequentam a educação pré-escolar voltou a
descer de 90,8% em 2017 para 90,1% em 2018.









