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quarta-feira, 27 de março de 2019

Programa LER+Qualifica



O Plano Nacional de Leitura 2027 (PNL2027) lança, em parceria com a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP, IP), o programa LER+Qualifica, programa de leitura e escrita para adultos que frequentam os Centros Qualifica e as escolas a eles associadas. Este programa tem como objetivo desenvolver e reforçar hábitos de leitura e escrita na população adulta promovendo, além das competências de compreensão leitora funcional e instrumental, também a literária, essencial para a prática de uma cidadania informada e ativa e para a inclusão social.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Livro: FALAR, LER e ESCREVER




Falar, Ler e Escrever de Fernanda Leopoldina Viana 

Falar, Ler e Escrever apresenta um conjunto de estratégias pedagógicas que promovem o desenvolvimento da linguagem e a descoberta da leitura e da escrita enquanto meios de comunicação e de acesso ao conhecimento fundamentais para a construção sólida dos pilares da literacia nas crianças em idade pré-escolar. É nesse pressuposto que esta obra se constitui como um importante recurso didático que poderá apoiar os educadores numa prática pedagógica estruturada e estruturante decisiva para a formação das crianças que dela beneficiarem.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Publicação: " Aprender com a biblioteca escolar [2017]"





Aprender com a biblioteca escolar [2017]
Referencial de aprendizagens associadas ao trabalho das bibliotecas escolares na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário. 2.ª edição, revista e aumentada. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Investigadores criam jogos para se aprender com dispositivos inteligentes


Uma equipa multidisciplinar de investigadores de Coimbra desenvolveu jogos para se estudar literatura, história ou matemática, através de smartphones ou tablets, proporcionando uma aprendizagem “muito mais aliciante e interactiva”, anunciou a Universidade de Coimbra (UC), nesta segunda-feira.
“A partir de um smartphone ou tablet, já é possível estudar Os Maias, através de um desafio semelhante ao concurso Quem Quer Ser Milionário e completar uma caderneta de cromos virtuais”, explica a nota à imprensa. Os jogos também permitem aprender história “durante uma aventura que implica ser jornalista”, resolver polinómios, para se “avançar nos níveis de um templo”, ou explicar “a evolução da comunicação humana com recurso a um extraterrestre”, exemplifica a UC.
Desenvolvidos para serem utilizados em contexto escolar, a partir de dispositivos móveis, em diferentes níveis de ensino (2.º e 3.º ciclos do ensino básico, secundário e superior), os jogos foram previamente testados, “com sucesso, em estabelecimentos de ensino” das regiões Centro e Norte do país, onde os seus autores “foram perceber, junto dos alunos, quais as suas preferências relativamente aos jogos em dispositivos móveis”. 
De acordo com Ana Amélia Carvalho, coordenadora do projecto financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e professora catedrática da Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação de Coimbra, a reacção dos alunos e professores “tem sido muito positiva”. O objectivo é “rentabilizar os dispositivos mais populares entre as gerações mais novas”para “implementar uma aprendizagem muito mais aliciante e interactiva”, explica. 
“É necessário alterar as práticas de ensino, ir além da aula expositiva tradicional”, sustenta a especialista, considerando que, para isso, “nada melhor do que recorrer às tecnologias que os estudantes mais usam”. Se os alunos gostam de jogos e levam os dispositivos para a escola, “então há que os aproveitar para ensinar e aprender, contribuindo também desta forma para o combate ao insucesso escolar”, defende Ana Amélia Carvalho, citada pela UC.
Apenas disponíveis, para já, para o sistema operativo Android, os jogos vão ser lançados oficialmente a 7 de Maio, no terceiro encontro sobre jogos e mobile-learning, em Coimbra, na Faculdade de Psicologia e Ciências da  Educação. Disponibilizados a todas as escolas interessadas, os quatro jogos já desenvolvidos pela equipa multidisciplinar de investigadores da UC, em colaboração com um programador e um grupo de designers, são Os Maias. Becoming an expert!, 1910, Tempoly e Konnecting, O homem, ser comunicante.
Destinado essencialmente a estudantes do 11.º ano, o primeiro destes jogos é composto por 448 perguntas com respostas de escolha múltipla, divididas por vários níveis, e inclui um desafio semelhante ao concurso televisivo Quem Quer Ser Milionário. O segundo, 1910, cujos principais destinatários são alunos entre o 6.º e o 9.º ano de escolaridade, é “um jogo de aventura" em que o jogador é “convidado a auxiliar um jornalista enquanto se desenrolam vários episódios que levaram à implantação da República em Portugal”.
Dirigido a estudantes do 7.º ao 12.º anos, Tempoly envolve a resolução de vários quebra-cabeças, enquanto Konnecting, O Homem, ser comunicante, para alunos de licenciatura em Ciências da Educação, “retrata a evolução da comunicação humana desde a pré-história”, mas cabendo a um extraterrestre “reportar o modo como os seres terrestres comunicam”. 
Fonte: JORNAL PÚBLICO/LUSA; 15. 2. 2015


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Portal Aula Aberta



O Aula Aberta é um portal para divulgar boas práticas educativas em escolas secundárias e colégios de referência do país. Escolas que apresentam consistentemente excelentes resultados nacionais nas disciplinas de Matemática e de Português são convidadas a “abrir as suas aulas”. São convidadas a mostrar como trabalham diariamente com as suas turmas e com os seus alunos. 
A nossa escola, integra o Portal, por Mérito: Alunos com progressão excecional; a Matemática e a Português entre os exames do 9º ano e do 12º ano (ver http://www.aula-aberta.pt/escolas ).


No portal Aula Aberta pode encontrar os testes, os trabalhos de casa, as fichas de trabalho e o material didático dados aos alunos de uma turma em cada uma das escolas participantes. Pode ver gravações vídeo de uma sequência de aulas completas. Pode ler entrevistas aprofundadas onde os professores e o diretor da escola refletem sobre o seu trabalho. 
Toda esta informação está disponível online em regime aberto. Qualquer professor, trabalhando em qualquer outra escola, poderá observar diretamente algumas das práticas educativas implementadas nas escolas participantes.
Esperamos que o Aula Aberta seja um ponto de partida útil para fomentar a partilha de informação e de experiências entre escolas, para estimular a comunicação entre professores e para enriquecer o debate sobre boas práticas no ensino.
O Aula Aberta é um projeto promovido pela Sociedade Portuguesa de Matemática e pela Fundação Calouste Gulbenkian.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Ensino da leitura no 1.º ciclo do ensino básico


Título: Ensino da leitura no 1.º ciclo do ensino básico: Crenças, conhecimentos e formação dos professores 

Autores: João A. Lopes, Louise Spear -Swerling, Célia R. Gomes de Oliveira, Maria Gabriela Velasquez Leandro S. Almeida Luísa Araújo (Investigadores principais) Jamie Zibulsky Elaine Cheesman (Investigadoras associadas)
© Fundação Francisco Manuel dos Santos Agosto de 2014

Como se ensinam as nossas crianças a ler? Os professores têm conhecimentos que lhes permitam ensinar as crianças de acordo com o que sabem serem as melhores práticas?


quarta-feira, 25 de março de 2015

TurmaMais 1º Ciclo - Desenvolver as suas aptidões de escrita e de leitura


Como proceder para que os alunos desenvolvam no tempo certo as suas aptidões de escrita e de leitura? A partir do 3.º ano de escolaridade os alunos que frequentam o ensino regular e não tenham o domínio suficiente da escrita e da leitura da língua materna enfrentam grandes problemas nas aprendizagens das outras áreas. Estes alunos vão demonstrar também dificuldades nas aprendizagens no 2.º e 3.º ciclos. Pretende-se, neste webinar, mostrar como a tecnologia organizacional TurmaMais orienta os apoios educativos a todos os aluno, logo a partir do 1.º período do 1.º ano, por forma a que todos os alunos adquiram a aprendizagem da escrita e da leitura até ao final do 2.º ano de escolaridade.
Com Teodolinda Magro

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ensino da Leitura no 1º Ciclo


Assista aqui ao lançamento do Livro "O Ensino da Leitura no 1º Ciclo do ensino Básico" com a participação de João Lopes, Célia Oliveira e Helena Buescu,que decorreu no passado dia 22 de Outubro, que decorreu no Instituto camões


domingo, 23 de novembro de 2014

Projeto IDEA: Ginásio de leitura

Este Encontro deseja reunir profissionais, jornalistas, pais e estudantes, e está aberto

Nos dias 21 e 22 de novembro de 2014, o Projeto IDEA, com o apoio da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, realizou o II Encontro IDEA – “Dificuldades para aprender: acreditar, monitorizar e evoluir” que se centrou em ideias de intervenção em dificuldades para promover a evolução da aprendizagem.
No primeiro dia decorreu o Fórum dos Parceiros IDEA. Foram apresentados projetos educativos inovadores, experiências de sucesso e novas IDEA's.
O GINÁSIO de LEITURA  - Projeto para desenvolvimento e promoção das competências leitoras dos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico, foi um dos projetos apresentados:

Ginásio de leitura


segunda-feira, 7 de abril de 2014

ÁGUA FORTE

Quantas imagens
Tens registadas nos teus olhos
A paisagem que lavras
Sinceramente

As fores que te despertam
No teu sorriso de pequena grande teimosia
Criança

Os teus olhos gigantes
Amam a memória
De algum amor
(sempre algum amor)

Que nos percorre como água
Forte

É a água forte

Os teus olhos com toda a
Humanidade de Guerra
De Re-inocência

Quando quiseres o silêncio
Final
Dí-lo
Para ti mesmo

Os teus olhos no rosto
Único
Recebe essa grande mão
De apoio de doçura:

Esta nossa beleza
Completa
Em solidão

O conforto da nossa lágrima
Comovida

O cigarro que se desliza
Em leito de cinzas

Essa nossa beleza
(sempre alguma beleza)

Verídica.

Carlos N. (20-12-13)

TENHA uma ÓTIMA SEMANA


quarta-feira, 19 de março de 2014

Projeto IDEA: como promover a evolução da aprendizagem


Conferência de Maria Dulce Gonçalves - Professora de Psicologia da Educação e da Orientação da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, com o título "Projeto ideia:do diagnóstico ao prognóstico. Como investigar..."

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Publique o seu livro gratuitamente





- O GRUPO EDITORIAL LeYa apresentou, esta terça-feira, a plataforma digital Escrytos (http://www.escrytos.com/ ) que dá a qualquer falante de língua portuguesa a possibilidade de publicar e vender a respetiva obra literária, quer se trate de um ensaio, de um livro de ficção ou de poesia. A plataforma disponibiliza gratuitamente um conjunto de serviços e ferramentas que permite aos autores a autopublicação online.

Para a semana a plataforma estará disponível no Brasil.

SABER MAIS aqui

- A Bubok editou mais de sete mil livros em Portugal. Alexandre Lemos, “country manager” da plataforma de auto-publicação, não consegue tipificar, com precisão, quem os procura. “Se falarmos de investimento na carreira, de assumir a publicação de um livro como uma actividade profissional, aí sim, encontramos cada vez mais gente a fazer percursos ambiciosos e muito sólidos, cada vez mais cedo e sem esperarem por ninguém", refere.






quarta-feira, 9 de maio de 2012

Capítulo 4 – Exploradores de Sótão

Foi preciso muito jeitinho e paciência para abrir a porta daquela sala. A chave original estava danificada, mas era a única que tinham. Desse por onde desse, ela tinha que abrir e lá conseguiram entrar.
O que encontraram foi um cenário pouco aconselhável a pessoas alérgicas ao pó, que abundava em cima de mesas, mobílias antigas, sofás…
- Eish, mas que raio de pirâmide egípcia é esta?!
- Realmente… dava mesmo muito jeito era uma limpezazinha aqui!
- Vou abrir aquela janela grande ali à frente, a ver se isto areja um bocado. – Disse Mari pisando corajosamente no que se podia chamar de carpete de pó. – Muito melhor agora… Wow!
Quando se voltou para trás, viu toda a sala iluminada. Era na verdade um cenário de luxo… Argh, isto se não tivesse o raio do pó!
- Teresinha, faça-me um grande favor. Pegue naquele aparelhinho que eu comprei para assoprar as folhas do pátio e use-o aqui! Abra as duas janelas para o pó sair melhor. E já agora, boa sorte! Mari, anda lá para fora um bocado enquanto a Teresinha trata do assunto aqui.
Nada lhes soube tão bem nos últimos tempos que ir à rua respirar uma vez mais aquele ar maravilhoso depois de terem experienciado entrar naquele poço de mofo. Quando olharam para a janela daquela sala tiveram mesmo que se rir da autêntica nuvem de sujidade que de lá saía. Passado algum tempo, apareceu Teresinha com o soprador de folhas.
- Ai minha senhora, aquilo estava uma javardice, era só pó a cada canto… ATCHIM! Fiquei neste lindo estado que a senhora vê, que mais pareço um bibelot da casa da minha avozinha! ATCHIM! Mas agora já está mais limpinho, já pode ir lá fazer as suas investigaçõezinhas todas que eu vou trocar de roupa e tratar do meu serviço… ATCHIM!
- Bem, parece que já temos o caminho livre, vamos lá, malta jovem!
Mais uma vez a porta abriu-se, lentamente para causar suspense.
- Muito melhor agora! – Exclamou Kris. – Bora procurar coisas interessantes!
Seguiu-se um intenso trabalho de busca do desconhecido. Gavetas foram abertas, móveis inspeccionados, as almofadas dos sofás foram tiradas…
- Vejam o que encontrei! Mais uma chave! Alguém quer tentar usar esta?
- Nem por isso, eu já encontrei algo para me entreter, provavelmente, o resto do fim-de-semana. – Disse Mari.
- O que foi? O que encontraste?
- Este livro… Deixa cá ver… “Os Mistérios Incríveis da Floresta”. Parece que conta coisas fantásticas sobre uma floresta qualquer.
- A sério Mari, queres levar o fim-de-semana a ler?!
- “E foi na esquina daquele caminho que a encontraram. Oferecia-lhes nozes e…” E falta uma página. Logo agora que a história estava a ficar interessante!
- E sobre o que é que era a história?
- Era uma história muito estranha… Talvez fosse menos se eu pudesse lê-la toda, mas enfim. Tratava de um grupo de cavaleiros que regressavam da guerra e a aldeia onde tencionavam parar para reabastecer tinha sido destruída. Como estavam esfomeados e cansados, decidiram tomar um caminho que lhes serviria de atalho para a localidade mais próxima. O enredo complica-se quando percebem que esse atalho os levava por uma floresta, a mesma floresta mencionada nas outras histórias deste livro, sobre a qual várias lendas recaíam. Eu estava a ler a parte em que eles chegam a uma esquina e estava o que subentendi ser uma rapariga que lhes ofereceu nozes… E a página seguinte está rasgada.
- Acho perfeitamente normal, querida. Os livros que aqui podemos encontrar devem ter décadas de existência, se não mesmo séculos! O que não devem faltar são páginas rasgadas por aí! Mas eu estava a ficar interessada… Pode ser que ainda a encontremos. – Respondeu-lhe Adelaide.
Um estrondo enorme levou todos os presentes na sala a voltarem-se para um dos cantos, onde Kris se encontrava.
- Ups… - Sussurrou o mesmo.
Um escadote tinha caído do tecto depois de Kris ter puxado um interruptor na parede. Ao que parecia, este caminho levaria a um sótão cuja entrada ainda não tinham descoberto. Kris foi encorajado pelos restantes a subir pelo escadote e qual o seu espanto quando viu que num compartimento com altura suficiente para andar livremente lá dentro estavam toneladas de livros em nada com aspecto de serem velhos. Na verdade, alguns pareciam ser bastante recentes ou teriam estado em perfeitas condições de preservação. Pouco bastou até Mari, Catarina e Adelaide subirem também e começarem a folhear os livros.
- É inacreditável, parece que estes livros são antigos… Mas vejam a qualidade do papel! Peguem nalguns e levem-nos para os lermos, de certeza que são interessantes.
- Oh não, tia! Também você quer passar o fim-de-semana a ler?!
- Catarina, tu ainda não conheces as noites aqui no palácio! Eu adoro ir para o pátio ler, é extremamente relaxante e agradável! De certeza que vais gostar.
- Bem… Se for à noite TALVEZ eu até me entretenha um bocado. Enfim, o que vamos fazer a seguir?
- Por acaso… Explorar isto é muito divertido mas não quando temos um dia maravilhoso lá fora! Bora passear! – Sugeriu Kris.
- Boa ideia, vamos.

LUIS FILIPE R.C.LEÃO


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Capítulo 3 – Conversas de Almoço

Depois de um longo passeio turístico pelo palácio, eram finalmente horas de almoçar. Estavam todos reunidos à mesa quando Maria Amélia, a simpática e gorducha cozinheira entrou com uma enorme travessa de frango assado que colocou na mesa, sentando-se de seguida.

- Então, contem-me! Que tal vai a escola?

- Oh tia, por favor… Nós viemos para cá para ver se nos esquecíamos um bocado da escola! Não vamos estar agora a falar nela! – Protestou Catarina.

- Hmm… Bem visto, Catarina. Vamos fazer planos para esta tarde. A área deste terreno é enorme! Há um lago com água límpida aqui perto, podemos ir lá. Ou isso ou ver onde nasce o rio que vai ter a esse lago. Estou curiosa acerca de onde fica a nascente.

- Como é que conseguiu comprar isto tudo Dona Adelaide? – Interrompeu Kris. Mari deu-lhe um toque debaixo da mesa.

- Bem Kris, sabes, uma parente minha que faleceu há pouco tempo deixou-me em mãos parte da sua imensa fortuna e eu andava à procura de uma casa de campo. Foi quando encontrei este palácio aqui, escondido da civilização, para venda há anos!

- Mas que fixe, ele pertencia a algum rei?

- Bem, que eu saiba não! Mas também podemos investigar por nós mesmos! Aliás, eu ainda só estive a arranjar melhor as partes principais do edifício, há salas onde ainda nem entrei e podemos encontrar lá coisas interessantes! Se estiverem com espírito aventureiro pode ser que se divirtam bastante com isto.

- É isso mesmo, tia! Eu aprovo. – Disse Mari.

- Oh meu Deus! Eu apanho rede aqui! – Gritou Catarina ao verificar o seu telemóvel.

- É claro que apanhas! Eu controlo todas as minhas acções na bolsa desde aqui desde que nos mudamos! Só vou à cidade quando é mesmo preciso. A minha operadora deu-me uma proposta interessante e tenho internet rapidíssima aqui. Se precisarem, estão à vontade.

- Perfeito, eu trouxe a minha câmara pelo que quero tirar imensas fotos e meter no meu Facebook. Podemos usar o seu computador tia?

- Podem, mas só quando acabarmos de comer, é claro! Depois não se esqueçam que temos a nossa investigação para fazer!

Nesse momento, um dos copos derramou todo e seu conteúdo pela mesa, rebolou por esta e caiu no meio do chão, partindo-se em vários pedaços.

- Ai jesus que estou a fazer asneira outra vez! – Levantou-se de imediato Teresinha, que logo pegou num pano e tentou evitar que o sumo começasse a cair para o chão.

- Teresinha! É sempre a mesma coisa! Vá lá buscar a vassoura… e a esfregona também talvez… antes que alguém se corte nos vidros! Ai esta empregada…

Luis Filipe R. C. Leão

segunda-feira, 19 de março de 2012

Capítulo 2 – A Chegada

- Mari! Mari, minha querida!

A chegada das suas sobrinhas logo de madrugada fez Adelaide descer a infinidade de escadas que levavam à entrada principal do palácio que lhe pertencia. O sol agradável da manhã erguia-se por entre a magnífica paisagem de montanhas cobertas de branco próximas da floresta que rodeava a formação rochosa de onde o palácio se erguia.

Ao abrir a porta do carro, Mari foi abraçada por uma brisa fresca que a arrepiou.

- Brrr… Está mais frio aqui que na cidade!

Mari era uma rapariga de 17 anos, alta tal como a sua tia, de longos cabelos loiros e ondulados. Os seus olhos eram de um verde que se confundia com as folhas de uma planta e a sua pequena boca exibia quase sempre um discreto sorriso. Andava sempre com uma fita cor-de-rosa em volta da cabeça e usava brincos em forma de coração. Mas por detrás da sua aparência doce e ingénua estava uma rapariga bastante inteligente que avaliava sempre a situação em que se encontrava e penetrava nas mentes dos outros conseguindo saber o que sentiam e o que pensavam.

- Bom dia menina, fez boa viagem?

- Oh sim, Abdalónimo, obrigada! Que bom ver-te novamente!

- Igualmente, menina. Com licença, vou retirar as suas malas do carro.

Depois de Mari, saíram Catarina e Kris do carro, respectivamente a sua prima e o seu vizinho, também seu afilhado no clube em que os três andavam na escola. Catarina tinha a mesma idade de Mari e eram fisicamente parecidas, mudando apenas cor de cabelo, sendo ele castanho, e cor de olhos, estes mais parecidos com a sua tia Adelaide. Catarina era muito arrogante e convencida e talvez fosse esse o motivo pela sua lista de amigos ser mais reduzida e apesar de estes traços ser uma referência nela, não o demonstrava com os mais próximos.

- Obrigado por também me teres cumprimentado, Abdalónimo! Estou bem, obrigada! Bah!

- Peço desculpa, menina Catarina, eu estava só a tirar as malas e já a ia cumprimentar! – Sussurrando. – Insolente!

Por fim, Kris era o mais novo do trio, com apenas 14 anos. A sua alcunha deve-se ao seu primeiro nome, provavelmente único, ser excessivamente grande: Kristopheryan. Kris tinha cerca de metade do tamanho das suas amigas e cabelo escuro. Os seus olhos eram azuis-claros e lembravam mesmo os de um cão husky. Era um rapaz quase sempre bem-disposto e que se dava estranhamente bem com Catarina.

- Uau… Aquela é que é a casa da vossa tia?! É enorme!

- Não, aquilo não é a casa da nossa tia, é o palácio da nossa tia! – Riu Mari.

- Então este é que é o vosso colega… Meninas? – Perguntava Abdalónimo dirigindo-se na direcção de Kris.

- Sim, é! Kris, este é o Abdalónimo, o mordomo da minha tia. E algures ali… Oh, lá está ela, a nossa tia! – Respondeu Mari, olhando depois para a tia que finalmente descera todas as escadas e se aproximava delas apressadamente.

- Minhas sobrinhas! Que saudades! Estão boas? Fizeram boa viagem? Que acham da floresta? Não é tão agradável o ar fresco vindo das montanhas? Ai é tão bom ter-vos cá! – Cumprimentava entre muitos beijinhos e abraços.

- Senhora, eu já tenho as malas todas, subimos?

- Ai seu chato, se alguma das minhas malas lindas e maravilhosas ficarem amachucadas dessas mãos, obrigo-o a comprar umas novas! – Resmungou Catarina.

Depois de subir as mais de duzentas escadas que levavam a um pátio que dava entrada ao palácio puderam contemplar a paisagem de pinheiros que tingiam de verde a longa planície que se estendia desde o sopé da serra. Em volta do pátio várias colunas clássicas erguiam-se, segurando o entablamento onde se podiam ver figuras interessantes esculpidas. Todo este cenário criava um ambiente de espaço infinito onde a Natureza se apoderava das emoções de quem o observava.

- Este vai ser o melhor fim-de-semana de sempre! – Disse Kris para si próprio.

Luis Filipe R. C. Leão

quinta-feira, 8 de março de 2012

Capítulo 1 – O Telefonema

    A leitura da sua revista preferida fora interrompida pelo som do telefone. Adelaide Monique levantou-se então da sua confortável cadeira e apressou-se a atender. Descrevendo Adelaide, era uma mulher alta e magra, de cabelo ruivo, curto e liso com olhos cor-de-mel. Raramente era vista malvestida e não para menos, dada a sua vasta fortuna. Usava habitualmente um batom vermelho que adorava exagerar e na sua roupa justa, mal se mexia.

    - Estou sim? – Perguntou com a sua voz de tom médio e forte.

    A entrar na grande sala com uma cara preocupada estava Abdalónimo, mordomo de Adelaide que percebera que uma vez mais não tinha cumprido o seu objectivo de atender o telefone para que este não incomodasse a leitura da sua patroa. Abdalónimo pode descrever-se como o clássico mordomo velho que serve a família há mais de 3 gerações, mas talvez não tão velho de aspecto, uma vez que se apresentava de cabelo escuro, relativamente poucas rugas para a sua idade e uma saúde impecável.

    - Xô! Estou a falar! – Abanava-lhe a mão Adelaide para que lhe desse alguma privacidade.

    Abdalónimo saiu.

    - Mas isso era uma excelente ideia! Claro, claro que estou disponível! Não, não há problema nenhum! Eu vou esperar por cá então. Sim, por mim é perfeito. Vá, adeus. Beijinho para todos.

    Logo após a chamada terminar, Abdalónimo entrou na sala, seguido por Teresa, a criada (mas mais conhecida por Teresinha), dirigindo-se à patroa.

    - Oh! Abdalónimo! A escutar atrás da porta?! E a Teresinha também?!

    - Ai não patroazinha, eu não fiz nada, juro-lhe! Eu só vi o Abdalónimo entrar e vim…

    - Pois! Veio coscuvilhar!

    - Não, não! Eu vinha limpar aqui o pó – enquanto sacudia com o espanador vários móveis irregularmente – e então…

    - Não diga mais, não é preciso! Querem saber o que era a chamada não é? Pois bem, preparem-se. – Depois, abriu bem os braços no ar e rasgou um grande sorriso na cara. – As minhas ricas sobrinhas vêm cá passar o fim-de-semana!

    - Ai jesus! E quando é que elas vêm? – Perguntava Teresinha aflita, pensado no trabalho que os hóspedes lhe trariam.

    - Amanhã bem cedo, pois claro. Quero mostrar-lhes as vistas e arredores do palácio! Ou comprei eu esta pechincha para nada? Era o que mais faltava! Vamos dar um passeio por aí… Ai! Já tenho tudo pensado!

    - Mas… Mas ó senhora, então e os…

    - “Então e os”, nada! Vá mas é arrumar o quarto de hóspedes! AH! E elas trazem aquele amigo… O “coisinho”… Bem, não interessa. Trazem um amigo.

    - Ai e senhora, então eles ficam todos no mesmo quarto?

   - Mas o que é que essa mente já está aí a pensar Teresinha?! O quarto é enorme, tem três camas! Pare lá de me arranjar problemas e vá trabalhar que é para isso que eu lhe pago e dou habitação e alimentação!

   - Com certeza senhora! Vou já, já estou a ir. Estou a ir.

    Teresinha não era uma criada apenas, mas sim a única criada de Adelaide. Tinha sempre um ar muito atrapalhado e era muito desastrada. Era nova, digamos que por volta dos 20 anos, com cabelos castanho-escuros encaracolados mas quase nunca penteados e tinha um sotaque muito típico da aldeia onde nascera. Parecia estar sempre com receio de algo e era comum deixar um prato ir parar ao chão por culpa disto, mas não era por isso que a sua patroa se mostrava incomodada. Na verdade, Adelaide sempre achou imensa piada à rapariga.

    - E tu Abdalónimo? O que é que ainda aí estás a fazer?! Está a ficar tarde e eu quero que a Maria Amélia faça algo divinal para o jantar, vai-lhe dar a ordem, vá…

   - Com certeza, senhora. – E saiu.

Luis Filipe R. C. Leão
(continua)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Redigir com Clareza


Redigir com Clareza é um guia que embora se destine aos funcionários da Comissão Europeia, pode interessar a todos os que pretendem melhorar a qualidade dos seus textos não literários como sejam cartas, relatórios ou notas informativas. Aceder aqui. ou AQUI

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Luísa Silva

28 de Novembro de 2010

Querido Diário,

   Hoje é o meu dia de aniversário e recebi-te como prenda. Neste primeiro dia quero fazer-te uma descrição minha e por isso aqui vai…
   Sou uma pessoa, mais precisamente uma rapariga.
   Tenho os meus dentes todos! Tenho olhos, boca e nariz…tenho pernas e braços…tenho cabelo e unhas quer das mãos como dos pés…sou diferente em tudo e igual a todos…tenho juízo…apesar de às vezes não ser bom…
   Fui muito sonhadora de tal maneira que sonhei e caí bem fundo onde só tinha água , água e mais água …Mas agora estou cá em cima onde vejo a realidade…
   Já fui um golfinho ou talvez uma baleia!...mas agora sou uma sereia : sou uma estrela e um anjo que não brilha e nem tem asas, sou uma concha sem pérola!
   Sou uma pessoa que vive apenas a sua vida de uma forma bem descontraída!
   Agora tenho auto-estima e muito bom humor; gosto de me divertir e sorrir…adoro brincar, mas tenho consciência que também é preciso estudar!
   Sou sensível, basta uma palavra ou um toque para sorrir ou me emocionar para ficar a pensar e a chorar…sou simples por vezes sofisticada, sou directa mas por vezes gosto de puxara as pessoas; sou confiável e de confiança …sou calma mas imperativa, sou simpática e rebelde, sou aventureira e pouco sonhadora, vivo a realidade e penso no futuro; relembro o passado e construo o presente sou apenas uma rapariga normal que pensa em aproveitar o que tem trabalhar para conseguir o que não tem; sou muito exigente comigo própria e gosto de dar o meu melhor, seja para mim como para os outros; tenho de fazê-lo sempre bem, senão luto e luto até conseguir o que quero, ou seja, sou ambiciosa não de tal forma que isso seja mau para mim mas sim de tal forma que só penso em conseguir o que quero com força e muita luta e não a passar por cima dos outros; gosto de fazer o que tenho a fazer de uma forma digna e honesta de forma que todos admirem e de uma forma que também eu admire e me sinta bem!
   Sentar-me numas escadas, acompanhada “contigo” e com a caneta na mão e vou escrevendo, escrevendo e escrevendo; Olho à minha volta …olho para o céu e para o chão; Olho para a folha e penso que não sei o que digo; não! Quando dou por mim, lendo o que escrevo só penso como o fiz! Vejo as palavras a se formarem em grandes frases e as frases a desencantarem um bonito texto!
   E ao ler o que escrevo e o que escrevi acabo por concluir e de ficar por aqui!
Da tua amiga, Luísa Silva!


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Natércia

Quando o Sol se liberta
Das amaras da noite
Prende-me a mim
dimitando-me à condição humana
Prende-me a esta realidade

Quando nasce o dia
Morro eu.
Nesse momento, tão curto
o mundo cai em mim
e deixo de ser eu
Para ser quem ele quer
Que eu seja

Quando surge a noite
Encobre com a sua escuridão
A maldade da humanidade
E então volto a viver
sendo guiada pelas estrelas
que iluminam meu coração

NATÉRCIA
12º ano

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Marta Rebolo

AMOR

Amar. Amar é tornar-se submisso e fiel ao amor, é entregar-se
de olhos fechados e braços abertos, é mergulhar de cabeça
sem olhar para o fundo.
O amor intoxica-nos, envolve-nos e isola-nos. Lança fragrâncias
ao ar, transforma o frio em calor e embeleza tudo à sua volta.
Muitos dizem que nos cega, mas o que ele faz é apenas
elucidar-nos. Faz-nos ver as coisas como elas são de verdade
 e não o que as aparências mostram. Faz-nos reparar nos
pormenores mais medíocres e respiramos de forma diferente.
Faz-nos ver em vez de apenas olhar. Devolve-nos os sonhos e
faz-nos acreditar em nós próprios.
Faz o nosso sangue ferver e os nossos poros transpirar. Causa
um remoinho de borboletas no estômago e deixa a nossa cabeça andar à roda.
É o único capaz de começar guerras e acabar com elas.
O amor torna todos os sacrifícios pequenos prazeres,
transforma momentos em eternidade e eternidade em míseros
momentos. Ele persiste através do tempo e é a meta para a
 qual todos caminhamos.
Uma vida sem amor é como um mar sem ondas, um céu sem
nuvens, verão sem sol e inverno sem chuva.
As pessoas que amam não precisam viver juntos pois a partir
do dia em que se conheceram passaram a viver um dentro do
outro.
Amor…laços inseparáveis e emoções fervilhantes. Memórias
inesquecíveis; imagens gravadas nos olhos de quem ama,
sabores exóticos misturados na boca dos enamorados, odores
 familiares e desejo ardente infinito.
É assim esta emoção sem definição concreta, que todos dizem
 conhecer mas ninguém consegue caracterizar.
De amor não se fala, sente-se.


MARTA REBOLO
2009
Professora: Conceição Martins