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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Projeto HOPEs




Happiness, Optimism, Pos‍‍‍itivity and Ethos in Schools‍‍‍


(Recursos disponíveis em português)

DESCRIÇÃO do PROJETO

Durante os dois anos de implementação do projeto foi desenvolvido um programa educacional inovador, o qual é baseado no referencial teórico da psicologia positiva e da educação dos valores. O Projeto HOPEs visa melhorar o conhecimento e as competências dos professores do ensino básico usando abordagens educacionais inovadoras e focadas no desenvolvimento de valores e do bem-estar dos alunos. Mais especificamente, foi desenvolvido um programa de formação destinado a alunos do 1º ciclo contemplando as seguintes temáticas: emoções positivas, valores e pontos fortes, projeto de vida positivo, coping positivo e relações positivas.                                  
Os materiais e atividades propostos no Manual do Professor e do Aluno foram sujeitos a um período de testagem junto de um grupo de professores dos países participantes.
Na sequência da formação de professores neste programa, é esperado que estes estejam mais capacitados e motivados para introduzir melhorias nos seus métodos de ensino e nas formas de orientação dos seus alunos em questões relacionadas com a autoconsciência, resiliência psicológica, felicidade e positividade. O fortalecimento das competências dos professores para interagir positivamente e influenciar o comportamento e as competências dos alunos, terá como efeitos uma educação mais significativa e com maior qualidade nas escolas.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Be You



Vamos ajudar a desenvolver uma geração mentalmente saudável

Be You - apoio à saúde mental de crianças e jovens em serviços de educação precoce e escolas, desde os primeiros anos até os 18 anos.

https://beyou.edu.au/

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A Manual on Work and Happiness


THE MANUAL is a kit of instructions on how to create the participatory theatre show A Manual on Work and Happiness. It includes a video, a step-by-step document, a set design kit and the texts of the show in five languages (English, Portuguese, Italian, Greek and Spanish).

THE MANUAL is royalty-free. People around the world – artists, professional or amateur companies – are encouraged to download it and create their own version of the show! THE MANUAL is one of the outcomes of a two-year project which included, among other events, five artistic residencies and five participatory stage performances in five cities from three countries (Portugal, Italy and Greece). Those residencies were coordinated by Portuguese theatre company mala voadora and were designed to the local communities, thus turning a group of citizens out of arts scene into performers. Each one of those five performances was based on a series of instructions and texts which were tested and adjusted to the necessities of different groups and different venues. THE MANUAL is a compilation of those instructions and texts written by Pablo Gisbert (including the ones which were left out of the performances). Upcoming shows, directed by motivated professional or non professional artists worldwide willing to give it a try, are expected to follow THE MANUAL, but also keep a certain level of creative freedom. Now you have everything you need to do this show. Try not to be too strict and enjoy yourself!

Aceder ao MANUAL em: http://amanualonworkandhappiness.eu/

Manual na versão Portuguesahttp://amanualonworkandhappiness.eu/

quarta-feira, 11 de julho de 2018

PISA : How is participation in sports related to students’ performance and well-being?



Sports play a vital role in students’ life. Playing sports on a regular basis can reduce the risks of obesity, anxiety disorders, low self-esteem and bullying among adolescents, and it can help them live a more active and healthy life as adults. But physical education classes and extracurricular sports activities compete for time with many other important pursuits, including homework and study. Educators and parents may ask whether their children spend enough time (or perhaps too much time) in physical activities, and to what degree participation in sports is associated with students’ academic performance and well-being.   (https://www.oecd-ilibrary.org/education/how-is-participation-in-sports-related-to-students-performance-and-well-being_e124db26-en )

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

PARA ALÉM DA FAMA: BASTIDORES DE NOVAS “PROFISSÕES DE SONHO”



Realização: Paula Vanina Cencig e Vitor Sérgio Ferreira
Atualmente, novas “profissões de sonho” como ser modelo, DJ, futebolista ou chefe de cozinha, passaram a integrar as expetativas e escolhas profissionais de um número crescente de jovens. A visibilidade mediática destas áreas de atividade alimenta os sonhos de muitos jovens por estas carreiras, criando ilusões de fama, fortuna e sucesso fácil. Entrando nos seus bastidores, porém, os jovens encontram uma realidade que vai além das aparências construídas mediaticamente.
O documentário PARA ALÉM DA FAMA: BASTIDORES DE NOVAS "PROFISSÕES DE SONHO", realizado por Paula Vanina Cencig e Vitor Sérgio Ferreira, dá voz a alguns desses jovens, que nele contam as suas experiências, percursos e expetativas quanto a exercer profissionalmente as atividade de modelo, DJ, chefe de cozinha e futebolista.
Este documentário foi realizado no âmbito do projeto de investigação «Tornando profissões de sonho realidade: transições para novos mundos profissionais atrativos aos jovens», financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (PTDC/CS-SOC/122727/2010), e desenvolvido no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, sob a coordenação científica do Doutor Vítor Sérgio Ferreira.

- Entrevista ao Doutor Vítor Sérgio Ferreira: https://www.iefp.pt/publicacoes-iefp Revista D&F nº 17
ou

- O livroGERAÇÃO MILÉNIO? Um Retrato Social e Político







sexta-feira, 21 de abril de 2017

TRAUMA, RESILIÊNCIA E BEM-ESTAR - Recursos para as escolas



Promoting trauma-informed school systems that provide prevention and early intervention strategies to create supportive and nurturing school environments.
The Treatment and Services Adaptation Center website is supported by a team of clinicians, researchers, and educators who are respected authorities in the areas of school trauma and crisis response.

segunda-feira, 20 de março de 2017

sexta-feira, 27 de maio de 2016

PROGRAMA Be Positive


The objective of the project is to develop a new innovative method of training courses that will empower young unemployed individuals and/or NEETs. The specific aim will be achieved by using an approach that is based upon previous work on stress, coping and resilience in health and occupational psychology. Furthermore, it will focus on the potential stressors likely to be encountered by unemployed younger adults seeking employment or entrepreneurial opportunity. 

Be Positive Modules - The 8 modules can be used to facilitate the program for the young unemployed and/or NEETs, with Positive Psychology
  • Module 1 Why and emotions 
  • Module 2 Gratitude   
  • Module 3 Strengths
  • Module 4 Values and direction
  • Module 5 Learning Optimism.   
  • Module 6 Set Positive Goals.
  • Module 7 Connections and people 
  • Module 8 Building Resilience 
  • Bepositive_Exercises

quarta-feira, 16 de março de 2016

RECURSOS para pais, educadores..




Infoaboutkids.org is an ongoing collaboration of the Consortium for Science-Based Information on Children, Youth and Families. Our goal is to promote healthy child and family development by highlighting science-based information for those who care for, or work with, children. Our site, updated quarterly, links to other well-established, trustworthy websites for parents, other caregivers, and professionals. Our monthly blogs will summarize science-based information on timely topics.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

ABC da Saúde Mental



Pais e professores muitas vezes têm perguntas sobre o comportamento de crianças e adolescentes. Podem se preocupar se um comportamento é adequado para uma determinada idade ou fase de desenvolvimento, ou um sinal de que algo pode estar errado.  O ABC da Saúde Mental fornece dois, Recursos gratuitos de Internet - uma para professores e outra para os pais - para ajudar a responder essas perguntas. Os recursos incluem ideias para promover a saúde mental de crianças e adolescentes, informações sobre como as crianças mudam à medida que envelhecem, as descrições de comportamentos que podem indicar um problema, e sugestões práticas para passos a tomar. 
Trata-se de um recurso em língua inglesa.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

LIVRO "Positive contente for kids"


Aceder ao livro, em http://mijnkindonline.nl/

A rede europeia Positive Online Content and Services for Children in Europe (POSCON - http://www.positivecontent.eu/) editou o livro"Positive contente for kids" que reúne a visão de especialistas da BBC, da Ravensburger e outras companhias sobre o que são conteúdos digitais positivos para crianças.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Diferença entre inovação e criatividade


Existe uma diferença entre inovação e criatividade? Como o líder pode promover um ambiente de trabalho criativo? O que desvia o pensamento inovador no local de trabalho? Teresa Amabile falou com Daniel Goleman sobre os ingredientes ativos necessários para sustentar a inovação contínua no trabalho. Esse trecho é retirado da Liderança: A Master Class Training Guide

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Mini Guia para a Felicidade

As 16 inspirações para crianças e famílias felizes: O guia da felicidade da Pumpkin. A Pumpkin pediu aos nossos autores preferidos que nos dessem sugestões para criarmos crianças e famílias felizes. Veja as suas inspirações aqui na Guia da Felicidade da Pumpkin! Esperamos que gostem!  
Contamos com a colaboração de Eduardo Sá, Mário Cordeiro, Helena Marujo, José Avillez, entre outros excelentes autores. Agradecemos a colaboração de todos eles e estamos muito felizes por partilhar convosco este GUIA da FELICIDADE .

domingo, 29 de junho de 2014

MANUAL Práticas Colaborativas e Positivas na Intervenção Social


Promovido pelo Núcleo Distrital de Leiria da EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza,(www.eapn.pt) em parceria com um conjunto de entidades públicas e privadas sem fins lucrativos, este Manual resulta do Projeto “Para além da crise: otimismo, criatividade e capacitação”.

Pretende ser um instrumento de apoio aos/às profissionais da área social que intervêm, sobretudo, com famílias em situação socialmente vulnerável.

O Manual encontra-se estruturado em duas partes. A primeira parte contém três artigos da autoria de Catarina Rivero, Liliana Sousa; Sofia Rodrigues e Patrícia Grilo.

 A segunda parte apresenta um breve enquadramento ao projeto desenvolvido, bem como materiais, dinâmicas de grupo e alguns dos exercícios que foram sendo utilizados nas sessões informativas e formativas.»


Faça já o download do Manual aqui:




segunda-feira, 16 de junho de 2014

7 Indicadores de bem -estar (saúde emocional)


1. Você trata os outros bem. Tratar outras pessoas com compaixão e tratá-los com bondade é uma marca registrada de seu próprio bem-estar. Os psicólogos chamam essa isso, comportamento prossocial, significa que você tende a ser sensível às necessidades e sentimentos de outras pessoas, e você acha que essa qualidade é importante para ajudá-las. É basicamente a idéia de que você vai dar uma mão a alguém em necessidade - mesmo que seja tão simples como devolver uma carteira perdida para a recepção de um lobby do hotel, ou sorrindo e fazendo conversa amigável com a pessoa que está ao seu lado.

2. Você gosta de quem você é. Quando você está emocionalmente saudável, geralmente se sente muito bem sobre quem é. Você conhece-se a si mesmo - fraquezas, peculiaridades e pontos fortes e está bem com o que está dentro de si (vida interior). Você também está congruente: congruência significa que a pessoa que mostra para o mundo exterior é um reflexo de quem você é por dentro. Embora existam situações em que muda naturalmente um pouco a sua atitude ou comportamento, dependendo da situação social (ou seja, é normal se comportar de forma diferente em um almoço de trabalho, em seguida, em um piquenique de fim de semana com os amigos). Congruência significa que o seu sentimento geral de quem você é, está  em linha com o que você mostra aos outros. É o oposto de se sentir como tendo que usar uma máscara ou fingir ser alguém que não é. Em vez disso, é capaz de ser verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Você se sente como se estivesse vivendo a vida que você quer, não vivendo a vida que os outros querem que tenha.

3. Você é flexível. Pessoas que têm de bem-estar emocional, têm uma capacidade de se adaptar a todos os tipos de situações que a vida apresenta. Você é capaz de avaliar uma situação conscientemente - observa o seu entorno, suas emoções e reações de outros em uma determinada situação - e então usa esses fatores para decidir qual o melhor curso de ação. Com os colegas, amizades, ou seus filhos, a flexibilidade é saber que às vezes você precisa falar as coisas, e às vezes é melhor deixar a situação acalmar. Você se defender quando necessário, mas também é capaz deixar que os outros tenham a última palavra. Você sabe como ter conversas difíceis e estabelecer limites, mas também sabe quando deixar as coisas correrem. Encara a vida e as relações com uma abertura e senso de curiosidade, sabendo que pode precisar ajustar seu curso de ação quando uma estratégia não está funcionando. Flexibilidade é o componente central de tratamentos psicológicos atuais, pois permite que tome decisões com base em seus valores e de faça escolhas que irá colocá-lo bem na vida.

4. Você demonstra gratidão por seus entes queridos. Se você é emocionalmente saudável, é provável que facilmente senta e demonstre gratidão para com as pessoas e as coisas em sua vida. Sentir gratidão é uma forma de olhar para o seu propósito de vida, com um sentimento de apreço por aquilo que você tem, em vez de se concentrar no que está carente. E, de fato, as pesquisas mostram que contar suas bênçãos tem fortes benefícios para o bem-estar emocional.
Revelar apreço por seus entes queridos é um fator chave na relação de bem-estar. Quando você mostrar gratidão, isso significa que seu marido ou esposa, seus filhos, seus pais - as pessoas que são importantes para você -  ama-os e sente-se valorizado. Isso não significa que você não lute ou diga coisas que se arrependa, às vezes, e isso não significa que você tem sempre o relacionamento perfeito. Mas quando se trata de lutar por esse amor, é capaz de mostrar o amor incondicional e carinho para com a sua família. Você dá abraços, carinho, apreço e atenção livremente e compartilha em seus triunfos em conjunto com eles.
Em seguida, bem-estar emocional depende de sua capacidade de receber o apoio social.Todos nós precisamos de um carinho, ambiente amoroso para prosperar. Isso significa que você tem pessoas de quem pode depender, amigos e familiares que têm seus melhores interesses no coração. Em seus relacionamentos, você se sente seguro para expressar como se sente e se sente respeitado e valorizado por aqueles que lhe são próximos

. 5 Você está em contato com suas emoções. Outro sinal de bem-estar emocional é que abraçar suas emoções - tristeza, raiva, ansiedade, alegria, medo, excitação - é como uma parte natural e normal da vida, lidar e reconhecer suas emoções difíceis sem tornar-se oprimido por elas ou negar que suas emoções existem. Você sabe que é normal ter períodos de estresse, sabe como gerir e se expressar quando se sentir chateado, e sabe que pode obter conforto ou ajuda. Tem sentimentos de tristeza, ansiedade e medos - que reconhece - mas enfrenta-os e não os bloqueia. Então, se você tem medo de voar ou falar em público, consegue apanhar o voo ou fazer o discurso de qualquer maneira. A saúde emocional vem de ser capaz de rotular, reconhecer e aceitar as emoções difíceis, mas também avançar a partir delas, sem ficar preso. Isso significa que você pode ficar nervoso antes de ir para o momento, mas você não deixa os nervos impedi-lo de o realizar.
Ao mesmo tempo, saboreando suas emoções positivas - divertindo-se com os momentos de prazer, felicidade e alegria - também está ligada ao bem-estar.

6. Você tem significado em sua vida. Levar uma vida com propósito é ter uma paixão, uma missão ou um significado maior para sua vida. Isso acontece quando usa suas forças para ajudar em algo que acredita. Pode ser voluntariado com crianças, envolver-se na política, sendo uma parte ativa de seu grupo religioso, contribuir para o seu bairro ou na escola da criança, ou competir em uma maratona ou triatlo por uma boa causa. Independentemente da causa, fazer parte de algo que você se sente ligado, está em grande parte associado com bem-estar, e o voluntariado é ainda associado a uma vida mais longa.

7. Você valoriza experiências mais do que bens. O componente final é considerar os tipos de valores que tem na vida. As pessoas que tendem  a valorizar e alcançar a riqueza, popularidade ou atracção, tendem a ter menos bem -estar emocional, em relação às pessoas que valorizam a auto-realização e se dedicam aos outros. Isto significa que, enquanto você pode ter metas para carreira e segurança financeira, você também pode dedicar muito tempo de qualidade à sua família e amigos. Além disso, as pessoas com altos níveis de bem-estar, tendem a gastar seu dinheiro em experiências, como ir a um concerto ou fazer uma viagem, em vez de bens materiais, como roupas ou móveis. Experiências podem ser mais significativas do que posses porque levam a experiências de partilha e de ligação com as pessoas, ajudam-no a apreciar a beleza do mundo e a cultivar as emoções positivas que vêm com essas novas experiências.

Retirado de 




sexta-feira, 30 de maio de 2014

António Damásio -A relevância da Neurociência Afectiva e Social na Educação

"A relevância da Neurociência Afectiva e Social na Educação (....) os aspectos de cognição que são intrinsecamente trabalhados nas escolas, nomeadamente, a aprendizagem, atenção, memória, tomada de decisão e o funcionamento social, são profundamente afectados pelos processos de emoção, a que chamamos o pensamento emocional. Qualquer professor competente reconhece que as emoções e sentimentos afectam os estudantes no seu desempenho e aprendizagem, assim como o estado do corpo, ou seja, é tão importante como se os estudantes dormiram e comeram bem ou se se sentem mal ou bem. Afirmamos, no entanto, que a relação entre a aprendizagem, emoção e estado do corpo é mais profunda do que muitos educadores pressupõem. Não é que as emoções ditem a nossa cognição, nem que o pensamento racional não exista. A finalidade original da evolução do nosso cérebro é a de gerir a nossa fisiologia, optimizar a nossa sobrevivência, o que nos permite prosperar. Porque é que um estudante resolve um problema de matemática por exemplo? As razões vão desde a intrínseca recompensa por ter encontrado a solução, para conseguir uma boa nota, para evitar a punição, para ajudar um amigo, para entrar numa boa faculdade, para agradar os seus pais ou o professor. Todas estas razões têm uma forte componente emocional e dizem respeito tanto às sensações de prazer como às de sobrevivência, na nossa cultura. Embora a noção de sobrevivência e desenvolvimento seja interpretada num quadro cultural e social nesta avançada etapa da evolução, o nosso cérebro continua ainda a evidenciar o seu propósito original: gerir os nossos corpos e mentes ao serviço de viver, e viver felizes, no mundo, juntamente com as outras pessoas.” 

ANTÓNIO DAMÁSIO - Neurocientista português

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Felicidade Pública: manifesto contra a instrumentalização da felicidade laboral


"Artigo de Helena Marujo, psicóloga professora universitária no ISCSP/UL, que saiu no Jornal Publico de 23.4.2014, com o título: "Felicidade Pública (9): manifesto contra a instrumentalização da felicidade laboral": 

That is happiness, to be dissolved into something complete and great”(Isso é a felicidade, a ser dissolvida em algo completo e grandioso), Willa CatherMea culpa.

Tendo sido uma das primeiras pessoas que começou em Portugal a falar da importância da felicidade no contexto laboral,  sinto-me inquieta com o rumo que pode trazer a bandeira de uma abordagem positiva nas organizações em tempo de desertos.  
Guiava-me na altura a vontade de criar lugares de vida mais humanos, de pensar em formas sociais democráticas mais límpidas e evoluídas, em locais de produção de bens e serviços mais vocacionados ao bem-comum. Queria ver mais, no espírito do próprio tempo, do que outra leva de emigração em busca de dignidade, decência e alimento; queria humildemente ajudar a construir um mapa moral e dialogante nas empresas privadas ou públicas, nas fábricas, nos serviços, nos campos, nas escolas, nos hospitais.
Hoje, vejo o tema da felicidade a entrar nas organizações, e devia sentir-me, no mínimo... feliz. Mas antevejo o risco.
Quantas vezes configurada em não mais do que um rol de práticas assentes num irrefletido e vago sentimento moral, numa superficial alegria, e em mais uma forma de instrumentalização de quem trabalha – um novo caminho para maior produtividade, uma outra forma de medir, controlar  e influenciar a satisfação, uma repetição triste de formas manipuladoras de controlo – a possibilidade da felicidade está ainda mais em perigo.
Quando sonhei trazer da investigação para o dia-a-dia dos empregados esse horizonte da felicidade idealizei formas de trabalho, liderança, comunhão relacional e ambiente laboral com verdadeiro compromisso, porque resultado de justiça interna e equidade externa, uma felicidade tecida em redes de pessoas solidárias, compassivas, íntegras e coerentes, com espaços e tempos de autodeterminação e autonomia, sentindo-se competentes e valorizadas, construtoras de coletivos e não apenas de egoístas individualizações, numa clara expressão de evolução da sabedoria conjunta e de uma gramática mista de hedonismo e sentido. Invoquei locais de trabalho que fossem verdadeiras cartografias de pequenas virtudes diárias, desde o CEO ao segurança, do trabalhador docall center ao educador no infantário.
Nunca concebi uma coexistência que convidasse à uniformidade, ao opressivo e falaciosamente entusiasmado, sempre externamente motivado, e muito menos desejei uma felicidade que fosse descontextualizada.
Soube pela pena de Robert Skidelsky, num artigo deste mês de Abril do The New York Review of Books, que há algum tempo as hospedeiras de bordo de uma companhia de aviação norte-americana tinham ameaçado fazer uma “greve de sorrisos”, em resposta às múltiplas tentativas da entidade patronal para aumentar ao limite a eficácia e rapidez do seu trabalho. E relembrei o taylorismo, as prisões circulares de controlo permanente pensadas por Bentham – os panóticos, ainda hoje identificáveis – e a forma robótica e automatizada como, em consequência hoje, ainda e de novo, concebemos o trabalho.
Faço por isso objecção de consciência a todos os que, ao pegar nas novas modas, como parece estar a tornar-se a da felicidade no trabalho, ao inteligentemente perceberem as vantagens desta nova linguagem, a desvirtualizam e desvitalizam, usando-a para trazer as pessoas de volta à submissão, à intimidação, desta vez com propostas disfarçadas de cordeiro, aumentando a descrença em salvações cada vez mais improváveis.
Se tratamos os trabalhadores como máquinas não fiáveis, das quais desconfiamos, e que são substituíveis e meros objetos de produção; se usamos a intimidação para os levar ao limite, e os privarmos da possibilidade de exercer as suas competências e de se educarem e formarem melhor, enquanto lhes negamos a justa e harmoniosa recompensa, entramos em decomposição social, e namoramos o pior do passado e o mais podre da lógica económica: pessoas e locais frios, calculistas e degradantes. Ficamos perante uma nova variação corporativa da dominação, especialmente arrepiante na semana em que celebramos 40 anos do 25 de Abril, que nos permitiu sonhar sermos juntos capazes de práticas democráticas e de uma cidadania resplandecente, com responsabilidade e vigilância.
A felicidade não pode ser o novo endoutrinamento, mais uma floresta do efémero, que seduz pelo superficial, corroendo o vital, uma cortina que esconde o pior do velho império; não pode ser o riso falso ou demoníaco que eclipsa a respeitabilidade ou esconde falsas razões, nem uma proposta que corteja a injustiça. Não podemos nunca permitir as atuais desvertebrações dos trabalhadores para manterem o trabalho, nem novas escravidões, novos medos, novos silêncios, novas censuras, criados pela insegurança e vulnerabilidade social, em nenhum local onde se trabalhe, mas ainda mais em espaços de trabalho onde se fala da importância da felicidade dos empregados. Não podemos ceder às graves e mentirosas inconsistências.
Há semanas, um aluno-trabalhador partilhava connosco numa aula que no seu emprego era proibido falar sobre quanto cada um ganha; se o fizerem, a punição será o despedimento. Algo está profundamente mal quando há temas tabus, que impedem a comunicação, aumentam a desconfiança e limitam a profundidade e espontaneidade das relações. Por isso, apoio o desligar emocional, tal como o propõe Robert Sutton, quando os ambientes laborais são tóxicos, desligar que deverá substituir o convite a outras modas como a mindfulness ou a imaginação positiva/daydreaming, que excelentes em si mesmos, poderão levar a abismos dogmatizantes se o contexto for maléfico e houver elevadas quotas de frustração e indignidade coletivas.  Aí, não deverá haver lugar a elevado comprometimento nem paixão ao que se faz, nem a alegria imposta ou sorrisos obrigatórios e hipócritas, mas sim a formas múltiplas e lúcidas de critica e mudança.
Precisamos de felicidades comprometidas e eloquentes, que levem as vidas dos trabalhadores a correrem como seda, que permitam transgressões ao mal e conjunturas de diálogo, e que se promovam e elevem meramente quando os contextos e as lideranças são equitativas, íntegras, benevolentes e virtuosas.
Como dizia o filosofo russo Pyotr Chaadayev, “Não aprendi a amar a minha pátria com os olhos vendados e a cabeça inclinada.” Não aprenderemos a amar o trabalho e a dedicar-nos a ele de forma verdadeiramente produtiva se nos quiserem de joelhos, silenciados, surdos e cegos, e insensíveis ao fedor do mal. Como investigadora da felicidade, tenho a obrigação também de ser parte da consciência intelectual; e o dever do intelectual, esse luxo dos dias de hoje, é – dizia-o o sociólogo Stanislaw Ossowski já nos anos 1960, pensar de uma maneira desobediente perante os cataclismos civis.
Não deixarei de lutar pela felicidade publica. É talvez uma meta de vida. Mas ou a felicidade rima com dignidade, ou é uma ópera bufa."
Helena Marujo é professora universitária no ISCSP/UL. A autora escreve ao abrigo do acordo ortográfico.
Leituras:
Skidelsky, R. (2014). The programmed pospect before us, The New Your Review of Books, n. 23, 3 de Abril, pp. 35-37.

Sutton, R. (2007). The No Asshole Rule: Building a Civilized Workplace and Surviving One That Isn't. New York: Warner Business Books.