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quinta-feira, 4 de julho de 2019

Programa de promoção de competências pessoais e profissionais em educação





Autores

M.ª Isabel Simões Dias

Objectivo geral

Contribuir para o desenvolvimento de competências pessoais e profissionais no âmbito da educação

Objectivos específicos

Ativar competências, permitindo o entendimento do processo de desenvolvimento de competências e a sua utilidade

Público-Alvo: Adultos

Contexto da Aplicação: Escolar e laboral

Retirado de http://recursos.ordemdospsicologos.pt/programas/programas/23

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Gestão de Conflitos em sala de aula

"Consultório da Aprendizagem" (webinar) com o tema: Gestão de Conflitos em sala de aula; com Ana Isabel Lage Ferreira e Mário Dos Santos Martins, dia 16 de Outubro, com emissão e gravação no Youtube. Inscrições: 

Acesso ao PDF apresentado durante a sessão: https://www.forma-te.com/

Portal Forma-te: https://www.forma-te.com/eventos

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Programa de desarrollo social-afectivo para alumnos con problemas de conducta




MANUAL para PSICÓLOGOS e EDUCADORES
GOBIERNO DEL ESTADO DE AGUASCALIENTES 
Ing. Carlos Lozano de la Torre Gobernador Constucional de Estado de Aguascalientes 
INSTITUTO DE EDUCACIÓN DE AGUASCALIENTES
AUTOR: Lic. Mario Alberto Vázquez Ramírez


El Instituto de Educación de Aguascalientes (México) ha editado una guía práctica que busca ofrecer a los profesionales del ámbito educativo, una alternativa sistemática y concreta para abordar los problemas de conducta en Educación Primaria.
El documento está dirigido principalmente a psicólogos educativos, si bien los autores señalan que puede ser de utilidad a profesores de educación ordinaria y especial, así como a trabajadores sociales.
La guía se estructura en cuatro capítulos a través de los cuales se abordan diversos temas, tales como los problemas de conducta y su conceptualización, el papel del psicólogo en el ámbito educativo o el juego como recurso metodológico para solucionar los problemas de conducta, y se establece una serie de programas para el desarrollo social-afectivo, ordenados en función de la edad y el curso escolar.
El manual incluye también recomendaciones para el manejo de los problemas de conducta, dirigidas a profesores de Educación Primaria.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Guia de Recursos de vídeos do YouTube


Vídeos sobre as temáticas:  Conflict Resolution; Self-Esteem; Growth Mindset; Bullying, Pevention; Determination; Cooperation; Friendship ; Kindness; Empathy; Anxiety / Stress; Feelings; Self-Control; Following Directions,

ACEDER em: 

Por Sugestão do psicólogo Luis Fernandes* ( https://www.facebook.com/luis.fernandes.)para ajudar os professores e técnicos, na realização de pequenos debates sobre as questões do bullying e cyberbullying, deixamos alguns atalhos para facilitar o acesso aos vídeos no youtube.
Luís Fernandes é psicólogo e coautor do livro “Plano Bullying: como apagar o bullying da Escola”. Tem coordenado e supervisionado diversos projetos na área do bullying e violência na escola, com ações de formação e de sensibilização em todo o País. É coautor do livro “Plano Bullying: como apagar o bullying da Escola”, editado em Outubro de 2013.
Também em “Cyberbullying – Um guia para pais e educadores” se procura ajudar pais, educadores e outros profissionais a prevenir, identificar, intervir e combater o cyberbullying.
Fonte: Casa da Praia
Bullying
https://youtu.be/qGHrXZ1P-OQ (A História da Alice – Observadora) – 1º ciclo
https://youtu.be/9ApcwONt384 (A História do Marco – Agressor) – 1º ciclo
https://youtu.be/xRIC-wqCoVY (A História do Pedro – Vítima) – 1º ciclo
https://youtu.be/fSfsUw_6sko (American Got Talent - Dueto)
https://youtu.be/X013Z4XzJcc 
https://youtu.be/MhYyAa0VnyY (Flashmob)
https://youtu.be/03qtXkFX_UU 
https://youtu.be/XZhpiY1Rtas 
https://youtu.be/gAEi6TgDF3A 
https://youtu.be/YvPZeiE9igo (Trailer Filme Bully)
https://youtu.be/Tt1bK-v3bpA (Documentário EUA Bully, 2012)
https://youtu.be/y6-kUX_Q8mA 
https://youtu.be/ByvirOU4afA (Musical Bullying)
https://youtu.be/Xn4GIknwArc 
https://youtu.be/EisZTB4ZQxY (Experiência Bullying em Escola e Espaços Exteriores)
https://youtu.be/ksSAJmIn97I (Depoimento Demi Lovato)
https://youtu.be/Xdx5uTTGGTg (Depoimento jovem Trissomia 21)
https://youtu.be/8nC1SW0veuc (Depoimento Lady Gaga)
https://youtu.be/mCo40rYRHN8 (Depoimento Niall One Direction)
https://youtu.be/ZoRBIdIWfuc (Campanha Bullying 1º Ciclo)
https://youtu.be/cQpbHp8qGR0 (O que é o bullying?)
https://youtu.be/3qSzCUy44IY (O que é o bullying e estratégias)
https://youtu.be/gb3CyinlPR8 (O que é o bullying e estratégias)
https://youtu.be/sjCUd6QK6tM (Bullying Verbal)
https://youtu.be/iin4TOcSt3A (Campanha Prevenção Bullying Homofóbico - Irlanda)
https://youtu.be/ucBS3tbBAss (Campanha Prevenção Bullying Homofóbico – Portugal)
https://youtu.be/lb1LBVq5emU

terça-feira, 4 de abril de 2017

Mediação de conflitos



No webinar Mediação de Conflitos iremos abordar a temática dos conflitos e estratégias de resolução de conflitos em contexto escolar. Serão abordados os diferentes tipos de conflitos, relacionados com comportamento de desvio face às normas, violência entre pares e violência com os professores. Serão reflectidas as causas, consequências e factores ligados ao risco e ligados à protecção dos conflitos. A temática do bullying será aprofundada. Ao nível das estratégias de gestão de conflitos, serão apresentadas as estratégias preventivas ao nível da prevenção de competências pessoais e sociais e estratégias de resolução de conflitos como a negociação e a mediação.
Com  Drª Tânia Gaspar, Diretora do Instituto de Psicologia e Ciências da Educação, na Universidade Lusíada de Lisboa.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Abordagens multinível na educação: Uma prática integrada na aprendizagem e no comportamento



Psicóloga:Marisa Simões Carvalho e João Filipe Freire


O sucesso educativo é uma preocupação constante das escolas nos dias de hoje. Os profissionais da educação procuram encontrar soluções para responder às dificuldades de aprendizagem ou problemas de comportamento dos alunos e melhorar os respetivos resultados académicos e sociais. Ainda assim, o enfoque continua a ser maioritariamente remediativo, centrado no pretenso problema do aluno, e de implementação tardia. As abordagens multinível constituem-se como uma alternativa que considera a complexidade, multiplicidade e interconectividade entre as dimensões da aprendizagem e do comportamento, oferecendo um modelo integrado de ação nestes mesmos domínios. São abordagens que se definem como modelos educativos, que oferecem uma intervenção integrada na aprendizagem e no comportamento, suportando-se em processos de tomada de decisão baseados em resultados, através de uma estrutura organizada por níveis de apoio/suporte, que variam em tipo, intensidade e frequência, dependendo das necessidades dos alunos. Para que seja eficaz, exige que toda a comunidade educativa seja parte integrante de um sistema atento às necessidades dos alunos, atuando proativamente e em estreita colaboração.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Modificación de conducta; Guía para el desarrollo de conductas responsables en niños de 3 a 12 años



Desarrollo de conductas responsables de tres a doce años
Textos: M.ª Asunción Fernández Díaz, José Luis Idoate Iribarren, M.ª Carmen Izal Mariñoso e  Irene Labarta Calvo
Edita: Gobierno de Navarra. Departamento de Educación y Cultura

sábado, 16 de abril de 2016

MANUAL "Pelo fim dos castigos físicos e humilhantes"



MANUAL  Pelo fim dos castigos físicos e Humilhantes; Manual para a sensibilização de pais, mães e cuidadores de crianças
 Autores
 Isadora Garcia
 Marianna Olinger
Tatiana Araújo

Este manual é resultado do projeto Crianças Sujeitos de Direitos desenvolvido pelo Promundo, com o apoio da Save the Children Suécia e a Fundação Bernard van Leer, que teve como objetivo realizar um estudo avaliativo de um programa de intervenção, buscando determinar o impacto relativo do programa, nos níveis comunitário e interpessoal. A questão central da intervenção foi promover relações mais harmoniosas e não violentas entre pais/cuidadores e crianças com objetivo de entender se isso transformaria normas acerca da educação infantil e reduziria atitudes e comportamentos de violência intrafamiliar contra crianças. Além disso, pretendia-se identificar que estratégias teriam sucesso na promoção desses relacionamentos mais harmoniosos e não violentos para a erradicação do castigo físico contra a criança e promoção do desenvolvimento infantil no âmbito familiar.

sábado, 5 de dezembro de 2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

MELHORAR A ESCOLA



MELHORAR A ESCOLA - SUCESSO ESCOLAR, DISCIPLINA, MOTIVAÇÃO, DIREÇÃO DAS ESCOLAS E POLÍTICAS EDUCATIVAS
Organização Joaquim Machado; José Matias Alves
Universidade Católica do Porto
2014

Aceder em:
http://www.uceditora.ucp.pt/resources/Documentos/UCEditora/PDF%20Livros/Melhorar-a-escola_%20ebook.pdf

Retirado de: http://www.fep.porto.ucp.pt/pt/same (Serviço de Apoio à Melhoria das Escolas)

O que provoca a resistência às mudanças nas atitudes e a importância das recompensas


Conferência de Ruben Anderson - The Top Ten Myths of Behaviour Change. Com recurso às neurociencias, à psicologia e à economia, Ruben Anderson explica-nos o que provoca a resistência às mudanças nas atitudes e a importância das recompensas..

The Top Ten Myths of Behaviour Change from Brock Macdonald on Vimeo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Indisciplina na escola: Para uma pratica integrada



Publicado a 29/01/2015
A indisciplina e violência nas escolas são sentidas como fatores que contribuem para o aumento dos índices de mal-estar e stress nos diferentes agentes educativos e nos alunos. De acordo com a literatura no domínio, a problemática tende a agravar-se, o que justifica uma avaliação e intervenções integradas por parte das escolas e dos diferentes intervenientes no processo educativo. Esta prática, desenvolvida no Agrupamento de Escolas de Frazão em Paços de Ferreira, teve como objetivos gerais melhorar o clima psicossocial da escola e também, contribuir para a redução das ocorrências disciplinares dentro e fora da sala de aula. O trabalho que agora se apresenta, consistiu na organização de processos de consultadoria / formação, através das modalidades de Oficina de Formação e Seminário. O público-alvo direto foram os professores do agrupamento em questão e indiretamente, incidiu também sobre os alunos. Os projetos realizados contemplaram objetivos, níveis de escolaridade e espaços distintos, tendo no seu conjunto, dado corpo a um projeto integrado de promoção dos comportamentos positivos a implementar.
http://webinar.dge.mec.pt/2014/11/20/...

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Disciplina sem Dramas


Artigo de Catarina Gomes que saiu no Jornal Publico de 2.10.15 como título E se o seu filho lhe bater ou disparar um dardo para o olho da irmã?:

"Na maior parte das vezes disciplina-se os filhos “em piloto automático”. Mas com castigos e ameaças muitas vezes apenas se está a “espicaçar o lagarto”, dizem os autores de Disciplina sem Dramas, que explicam como a neurociência tem tudo que ver com birras.
O nosso filho de nove anos atinge à queima-roupa o olho da irmã de cinco anos com um dardo disparado por uma arma de brincar. Uma taça de cereais é atirada ao ar, salpicando a parede toda da cozinha. Um filho de quatro anos bate na mãe com a mão, a seguir pontapeia-lhe a canela. Depois de um desejo contrariado, o seu filho atira-se para o chão do supermercado a gritar.
Reacções típicas de pais a cenas deste teor ou parecido: “Pára já com isso!" “Acalma-te imediatamente." “Foste malcriado.” Há também o “vai para o quarto pensar”, “ficas uma semana sem consola”, “vais para a cama mais cedo” ou até “um par de palmadas”. Às vezes a cena é rematada com “o eterno ‘porque eu mando’”. Em resumo, descrevem os autores, ameaças e castigos.
Cenas deste tipo terminam muitas vezes também com adultos a berrar. Um drama, portanto. Um cocktail destas reacções automáticas é o que muitos pais entendem como “disciplina”, quando a origem da palavra nada tem que ver com castigar mas sim com “ensinar, aprender, dar instrução”, dizem os autores do livro Disciplina sem Dramas (editado pela Lua de Papel), que esta semana chegou às livrarias.
Reconhece-se nalguma das reacções típicas destes pais? O que os autores nos dizem é que se os seus filhos fazem birras ou têm este tipo de "mau comportamento" não é porque são inerentemente “maus”, ou “mal-educados”, ou porque quem os educa são pais incompetentes, mas porque lhes é muito difícil agir de forma diferente, por razões biológicas. O que Daniel J. Siegel, professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, e Tina Payne Bryson, psicoterapeuta de crianças e adolescentes, pretendem explicar no seu livro é que a neurociência tem muito que ver com a educação dos filhos.
Vejamos: uma criança arremessa um brinquedo e atinge outra criança, o pai responde: “Em que é que estavas a pensar quando fizeste isso?” Temos uma ideia de como pensaria um adulto equilibrado: saberia, à partida, que não se atiram objectos quando se está frustrado com alguém, porque o acto não resolve o problema e até pode agravá-lo, pode até acabar por estragar o seu próprio brinquedo e ainda pode magoar gravemente a outra pessoa, fazendo com que ela tenha de ser hospitalizada em estado grave com um hematoma ou uma fractura, não falando em perigos de sequelas a longo prazo.
O exemplo não está no livro, mas a ideia é que o que passa pela cabeça de uma criança quando atira um brinquedo porque está frustrada não tem nada que ver com o raciocínio de um adulto. Melhor dizendo, tem pouco de raciocínio, porque a parte do cérebro humano onde estão “as competências de pensamento que permitem ao ser humano tomar decisões acertadas” não está desenvolvida, lê-se.
“Tudo isto significa que, embora gostássemos que os nossos filhos se portassem sempre bem, como se fossem adultos, com equilíbrio emocional e moral, a verdade é que isso lhes é impossível enquanto são muito jovens. Pelo menos não lhes é sempre possível”, escrevem os autores.
Estimular "o andar superior"
O que Daniel J. Siegel e Tina Payne Bryson explicam numa linguagem simples é que educação tem tudo que ver com neurociência, ou seja, com a forma como o cérebro humano funciona.

Os autores norte-americanos comparam o cérebro de uma criança a uma casa em construção. Existe “a parte inferior do cérebro, constituída pelo tronco cerebral e pela região límbica” – frequentemente designadas como “cérebro reptiliano” ou “primitivo” –, assim designada porque é responsável pelas “operações neurais fundamentais: as emoções fortes, instintos como a protecção dos filhos; e as funções básicas como respirar, regular os ciclos de sono e vigília e a digestão". Este “andar inferior” é a parte responsável pela atitude de uma criança que atira um brinquedo ou morde em alguém, quando não consegue levar a sua avante. É “a fonte da nossa reactividade” e esta é uma parte do cérebro que está bem desenvolvida por altura do nascimento.
Já “a parte superior do cérebro, responsável por processos mais sofisticados e complexos, encontra-se subdesenvolvida por altura do nascimento e começa a desenvolver-se durante a infância”. E é nesta parte que estão “as competências de pensamento, emocionais e relacionais, que permitem ao ser humano tomar decisões acertadas e de planeamento, regular emoções e o corpo, a introspecção, a flexibilidade e a adaptabilidade, a empatia e a moral”.
“Uma criança de quatro anos bate no pai enquanto está à espera. É desejável? Não. É própria nesta fase de desenvolvimento? Absolutamente.” Seria melhor que “ela se acalmasse e declarasse com compostura: 'Mãe, estou a sentir-me frustrada por estares a pedir-me para continuar à espera; e, neste momento, estou a sentir o impulso fortíssimo e agressivo de te bater – mas optei por não o fazer e, em vez disso, por me manifestar com palavras'”, ironizam.
Quando é que o processo termina? “Lamentamos informar que a parte superior do cérebro só fica totalmente desenvolvida por volta dos 25 anos.”
Okay, então as crianças ainda não são muito boas a fazer escolhas acertadas. Solução? Aceitar passivamente que o seu filho se atire para o chão? Que chame nomes e arremesse brinquedos?
Não, respondem o psiquiatra e a psicoterapeuta. A ideia é mudar de estratégia, porque a tradicional, aquela que é familiar e automática para a maioria dos pais, é contraproducente.
“Se perante uma birra monstruosa no supermercado se inclina sobre a criança, de dedo em riste e lhe diz, entre dentes cerrados, ‘Acalma-te imediatamente’, está ‘a espicaçar o lagarto’, desencadeando uma reacção na parte inferior do cérebro.” Isto, porque a criança assimila na linguagem corporal e nas palavras da mãe uma ameaça que acciona, em termos biológicos, “o circuito neural que lhe permite sobreviver a uma ameaça”. A saber: entra em modo de luta ou de fuga.
O psiquiatra e a psicoterapeuta explicam que não podemos estar, ao mesmo tempo, num estado reactivo e receptivo, e que, se a mãe quer apelar à parte do cérebro superior, talvez esta não seja a atitude mais correcta. Mais ainda, “os castigos e os sermões são ineficazes, quando a criança está perturbada e incapaz de ouvir os ensinamentos que lhes estiver a transmitir”.
A boa notícia é que se é verdade que o cérebro da criança está em construção e o do adolescente em “auto-reformulação”, os pais podem ajudá-los a estimular cada vez mais “a competência interna de acalmar a tormenta e reflectir sobre o que está a passar-se no interior”.
Estratégia possível perante a birra: descer ao nível dos olhos das crianças, “tentar fazer ligação com ela”, perguntando-lhe algo como: “Porque é estás assim?”
Mas, atenção, dizem os autores, “fazer ligação não é o mesmo que permissividade". "É tentar que a criança consiga ficar de novo receptiva a ouvi-lo. E, no processo, fazer com que ela se sinta compreendida nas suas emoções.” E, durante o processo, pode acabar por perceber o porquê do seu comportamento: “Eu sei que é difícil esperar. Queres muito que vá brincar contigo e estás zangado porque eu estou no computador, não é verdade?” “Sim.” É um dos diálogos do livro.
Isso é tudo muito bonito, mas...
O facto de o cérebro estar em mudança não é motivo para ignorar os maus comportamentos; é, aliás, mais uma razão para que os pais imponham limites definidos, defendem. “Porque não têm barreiras internas precisamos de as impor externamente. As crianças precisam de ajuda a compreender o que é permissível e o que não é.”

Depois de conseguir acalmar a tempestade, é tempo de passar a mensagem moral, de explicar o que é correcto e não correcto, o que os autores chamam “redireccionar”. Explicar-lhe que em vez de bater há alternativas, como dizer porque está zangado.
O que os autores preconizam é que estes momentos de crise são oportunidade para estimular “uma bússola moral”, para que, "mesmo quando não esteja presente um adulto, as crianças aprendam a ser ponderadas, saibam gerir as suas reacções à frustração e aprendam a capacidade de se colocarem no lugar do outro". Daniel J. Siegel e Tina Payne Bryson defendem que é possível ensinar a desenvolver a empatia, introspecção e da compaixão, base da inteligência emocional e social.
Mas para isso, quando se disciplina, os pais têm de trabalhar para compreender os pontos de vista dos filhos, o seu estádio de desenvolvimento e aquilo que eles são capazes de fazer. Muitos dos castigos são injustos, porque se baseiam em expectativas irrealistas sobre a forma como os filhos são capazes de reagir, notam.
Isso é tudo muito bonito, mas… “Eu trabalho! Tenho outros filhos! E o jantar para preparar! E aulas de piano, ballet, treinos de futebol e centenas de outras coisas para fazer.” São respostas que estes profissionais de saúde mental ouviram muitas vezes. Dizem-lhes que o seu método é “um luxo” para pessoas com tempo.
“Percebemos tudo isso, pois ambos trabalhamos, os nossos cônjuges trabalham e somos ambos pais empenhados.” Nem sempre se consegue, admitem, e até “um perito em parentalidade perde a cabeça”, confessam.
Tina Payne Bryson, mãe de três filhos e directora de relações parentais no Mindsight Institute, conta aquela vez em que o filho de três anos lhe bateu e ela respondeu como deve ser, de forma afectuosa e compreensiva: “As mãos são para ajudar e amar, não para magoar.” “Ele bateu-me outra vez.” De uma forma talvez um pouco terna disse: “Au! Isso magoa a mamã.” À terceira agressão: “Nós não batemos. Se estás zangado, precisas de utilizar as tuas palavras.” E ele bateu-lhe outra vez. Aí a especialista em desenvolvimento infantil na Saint Mark’s School mandou-o de castigo para o quarto e ele deu-lhe um pontapé na canela. “E foi então que me mostrou a língua.”
“Em resposta, a parte superior do meu cérebro, racional, empática, responsável, capaz de resolver problemas, foi sequestrada pela parte inferior do meu cérebro, primitiva e reactiva e eu gritei: “Se puseres a língua de fora mais uma vez, eu vou arrancá-la da tua boca.”
“Este não foi um bom momento parental.” “O meu filho atirou-se para o chão a chorar. Eu tinha-o assustado e ele só dizia: “És uma mamã má!” Pausa.
“Ajoelhei-me, segurei-o perto de mim e disse que estava arrependida. Deixei-o falar sobre o quanto ele não tinha gostado do que se tinha acabado de passar. Voltámos a contar a história do que se passou para ele tirar sentido da situação e reconfortei-o.” “Acontece à maior parte de nós.” Para disciplinar "sem dramas" é preciso treinar.
Alguns conselhos para evitar “erros de disciplina que até os melhores pais cometem”
Não disciplinar “em piloto automático”
Quando se disciplina “em piloto automático”, concentramo-nos tanto nos castigos que estes se tornam o objectivo final. O objectivo da disciplina não é uma consequência ou um castigo. “É ensinarmos os nossos filhos a viver bem no mundo.”

Ir aos porquê
Qualquer médico sabe que “um sintoma é apenas um sinal de que uma outra coisa precisa de ser tratada", dizem os autores. O comportamento irá repetir-se, “se não estabelecermos uma ligação com os sentimentos dos nossos filhos e com as experiências subjectivas que levaram a esse comportamento”. “Concentramo-nos demasiado no comportamento e não o suficiente no porquê por detrás do comportamento”, escrevem.

Disciplina com afecto
Estes dois aspectos da parentalidade podem e devem coexistir. “É possível combinar limites claros e consistentes com uma empatia terna.” Não subestime o poder de um tom de voz gentil, aconselham.

Falar demasiado
Muitas vezes, quando as crianças estão reactivas e têm dificuldades em ouvir, precisamos apenas de estar calados. Quando falamos e falamos, estamos a dar-lhes “imensos estímulos sensoriais que podem desregulá-los ainda mais”. Em vez disso, utilizar mais a comunicação não verbal: “Abrace-os, sorria.”

Não disciplinar para a audiência
“A maior parte de nós preocupa-se com o que as outras pessoas pensam, especialmente no que toca à forma como educamos os nossos filhos. Chame o seu filho à parte e fale sossegadamente com ele.”

Não presumir o pior
“Não me importa. Não quero ouvir. Não há razão, nem desculpa.” “Antes de condenar uma criança pelo que parece óbvio, descubra o que ela tem para dizer. Então, pode decidir a melhor forma de responder.”

Não disciplinar em resposta a hábitos
“Por vezes atacamos o nosso filho porque estamos cansados, ou porque foi isso que os nossos pais fizeram connosco. É necessário reflectir sobre o nosso comportamento e responder apenas ao que está a ter lugar naquele instante.”

Peritos e instintos
Os autores põem na categoria de “peritos” tanto autores como eles, como amigos e familiares com opiniões sobre como devemos educar os nossos filhos. “É importante que evitemos disciplinar os nossos filhos com base no que as outras pessoas pensam.” “Encha a sua caixa de ferramentas disciplinar com informação de muitos peritos (e não peritos), depois ouça os seus próprios instintos, quando for para seleccionar a melhor abordagem à sua família e ao seu filho.”


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Recursos para pais


Recursos para pais  -  conselhos sobre disciplina e ferramentas de ajuda para lidar com os comportamentos de crianças e jovens.
Estas fontes também se destinam a profissionais:



http://www.teenbehaviorcontracts.com/

http://www.aappublications.org/  AAP policy opposes corporal punishment, draws on recent evidence; Robert D. SegeM.D., Ph.D., FAAP

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Como implementar um programa de mediação escolar



La mediación escolar es una herramienta de gran utilidad para educar a través del conflicto, transformándolo en una oportunidad para impulsar la cultura de la paz y la no violencia.
O artigo de  Francisco Góngora, em: https://resuelveahora.wordpress.com/

terça-feira, 7 de abril de 2015

CADERNOS TEMÁTICOS - Violência na Escola


Os Cadernos Temáticos de Enfrentamento à Violência na Escola propõe-se refletir sobre o papel da educação na prevenção ao enfrentamento à violência na escola e propiciar subsídios teóricos e metodológicos através de artigos, sugestões de livros, filmes e sítios, aos profissionais da educação. Oferece um suporte didático-pedagógico às escolas da rede pública estadual de ensino, além de articular esse processo pedagógico às propostas de práticas protetivas no que tange ao enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes no cotidiano escolar.

Secretaria de Estado da Educação - BRASIL
Superintendência da Educação
Diretoria de Políticas e Programas Educacionais

2 volumes
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/cadernos_tematicos/tematico_violencia_vol1.pdf

http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/cadernos_tematicos/tematico_violencia_vol2.pdf

Imagem retirada de http://revistavisaojuridica.uol.com.br/

quarta-feira, 18 de março de 2015

LIVRO: Birras, Birrinhas e Birrices !



A Oficina de Psicologia disponibiliza para pais e educadores, o livro" Birras, Birrices e Birrinhas !", para os ajudar a lidar com estes comportamentos das crianças. 
O acesso é integral e livre.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ariana Cosme - A gestão da indisciplina

A gestão da indisciplina nas escolas e nas salas de aulas ( http://webinar.dge.mec.pt )

Ariana Cosme é Professora Auxiliar de Nomeação definitiva da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativas-CIIE. Autora de obras que se debruçam sobre a problemática da mediação educativa e pedagógica e a reconfiguração da profissão docente, desenvolve essa reflexão, sobretudo, no domínio da Educação Básica,o que justifica a intervenção que,neste âmbito,tem vindo a protagonizar como formadora e consultora.