quinta-feira, 17 de setembro de 2026

A dimensão da turma importa sobretudo para os alunos mais pobres e com necessidades educativas especiais (NEE)

RELATÓRIO : A Dimensão das Turmas no Sistema Educativo Português
Mucharreira, Pedro Ribeiro (Mucharreira, Pedro Ribeiro); Belmiro Gil Cabrito (Belmiro Gil Cabrito); Luís Capucha (Capucha, Luís); Helena Carvalho (Carvalho, H.); João Sebastião (Sebastião, João); Susana da Cruz Martins (Martins, SC); et al.


Uma das conclusões
 Quanto ao efeito do estatuto socioeconómico dos alunos, essa variável condiciona significativamente a relação entre a dimensão de turma e a transição de ano/conclusão de ciclo. Em particular no 6º e no 9º anos o desempenho escolar dos alunos com origens socioeconómicas mais desfavorecidas beneficia de turmas mais pequenas

Em conclusão, as turmas mais pequenas tendem a contribuir, segundo mostram os dados estatísticos, para melhorar os resultados em matemática e português e reduzir a retenção. A composição socioeconómica conjuga-se com a dimensão de turma na variação das variáveis dependentes analisadas.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

[IN]Pertinente Sociedade: Como travar a violência juvenil?

 


Perante um comportamento violento, a resposta deve ser clara e firme. O psicólogo Ricardo Barroso sublinha que é fundamental transmitir ao jovem que as suas ações são intoleráveis e que haverá consequências diretas pelos seus atos.

Neste episódio do [IN]Pertinente, o especialista explica a Hugo van der Ding que a intervenção exige consequências proporcionais à gravidade do comportamento.
Ricardo Barroso alerta ainda que qualquer medida deve afastar-se rigorosamente da humilhação pública, quer esta ocorra no ambiente familiar ou no contexto escolar.
O episódio completo já está disponível nas plataformas habituais de podcast e no YouTube da Fundação.
Ouça Também aqui: https://www.buzzsprout.com/

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Conselho Nacional de Inovação Pedagógica no Ensino Superior

 




O CNIPES – Conselho Nacional de Inovação Pedagógica no Ensino Superior é um organismo criado para aconselhar a tutela e apoiar as instituições do ensino superior na implementação de práticas pedagógicas inovadoras.

Reúne consórcios, representantes de universidades, institutos politécnicos – públicos e privados – e dos estudantes, bem como peritos nacionais e internacionais, promovendo o debate, a partilha de boas práticas e a construção de referências orientadoras para a transformação da educação superior em Portugal.[1]

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

𝗣𝗲𝗿𝗳𝗶𝗹 𝗱𝗼 𝗔𝗹𝘂𝗻𝗼 𝟮𝟬𝟮𝟰/𝟮𝟬𝟮𝟱: 𝗢𝘀 𝗻𝘂́𝗺𝗲𝗿𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗲𝗻𝘀𝗶𝗻𝗼 𝗲𝗺 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹

 





𝗣𝗲𝗿𝗳𝗶𝗹 𝗱𝗼 𝗔𝗹𝘂𝗻𝗼 𝟮𝟬𝟮𝟰/𝟮𝟬𝟮𝟱: 𝗢𝘀 𝗻𝘂́𝗺𝗲𝗿𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗲𝗻𝘀𝗶𝗻𝗼 𝗲𝗺 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹

A DGEEC acaba de disponibilizar a publicação "Perfil do Aluno 2024/2025", que apresenta uma análise abrangente dos inscritos e matriculados no sistema educativo em Portugal Continental, da educação pré-escolar ao ensino superior.
𝗔𝗹𝗴𝘂𝗻𝘀 𝗱𝗮𝗱𝗼𝘀:
· 𝗩𝗶𝘀𝗮̃𝗼 𝗚𝗹𝗼𝗯𝗮𝗹: registaram-se 1 996 183 alunos matriculados/inscritos no total, dos quais 78,8% frequentaram o ensino público.
· 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼: 15,5% do total de alunos eram estrangeiros, com maior expressão no ensino pós-secundário (25,5%) e superior (17,6%). As nacionalidades mais representadas foram Brasil, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.
· 𝗔𝗹𝘂𝗻𝗼𝘀 𝗲𝗺 𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗻𝗼𝗿𝗺𝗮𝗹: 89,6% dos a frequentar o Ensino Básico Geral (6-14 anos) e 78,1% no Ensino Secundário - Cursos Cientifico-Humanísticos (15-17 anos).
· 𝗘𝗻𝘀𝗶𝗻𝗼 𝗦𝘂𝗽𝗲𝗿𝗶𝗼𝗿: Contou com 448 866 inscritos (79% no público). As mulheres representaram a maioria dos inscritos (54,4%) e dos diplomados (57,8%).

Miguel Pina e Cunha, professor catedrático da Nova SBE sobre Liderança

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Miguel Castanho (parte 1): Como ensinar na era da distração e da inteligência artificial?


 Podcast 45 Graus

https://podcasts.apple.com

Miguel Castanho é professor catedrático de Bioquímica na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e investigador na área da bioquímica física de fármacos, sendo group leader no GIMM - Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular.

Índice (1ª parte):

O que muda entre gerações de alunos

Como adaptar o ensino à IA?

Um bom investigador é um bom professor?

Manual de bioquímica do convidado (Integrative Human Biochemistry)

Como ensinar diferentes perfis de alunos

Quando aprendemos a distinguir o essencial do acessório


Crianças e jovens (9-17 anos) e Inteligência Artificial Generativa em Portugal - EU Kids Online 2026




Este relatório da equipa nacional da rede EU Kids Online apresenta usos e experiências de crianças e jovens com IA generativa, em Portugal, e como esta se integra atualmente nas suas vidas digitais. Inclui resultados do inquérito nacional a 2.111 crianças e jovens de 9 a 17 anos, a que se juntam testemunhos de 15 adolescentes (13-17 anos) que fazem uso de ferramentas de IA generativa. Desse modo, cruza panoramas estatísticos abrangentes com vozes de uma pequena amostra.

 Em Portugal, 85% de crianças e jovens  (9-17 anos) utilizam a IA generativa

  • A IA Generativa está já muito presente nas práticas digitais dos inquiridos portugueses, 10 pontos acima da média europeia. Os usos aumentam e diversificam-se com a idade.
  • Quase metade das crianças e jovens em Portugal usa a IA Generativa para tarefas escolares: resumir ou explicar um texto longo, ajudar a fazer trabalhos de várias disciplinas.
  • Um quarto dos inquiridos usa estas ferramentas para apoio emocional e pessoal, novamente 10 pontos acima da média europeia.
  • Diferenças de género e sobretudo socioeconómicas sugerem a permanência de uma divisão digital, em linha com resultados europeus. Os testemunhos revelam nuances marcadas por características sociais e individuais. 


terça-feira, 8 de setembro de 2026

PISA 2025 PORTUGAL Relatório Nacional

 






Estudo internacional que avalia em que medida os alunos de 15 anos adquiriram os conhecimentos e desenvolveram as competências necessárias para compreender o mundo, continuar a aprender ao longo da vida e agir de forma informada numa sociedade em constante mudança.

Portugal regride 20 anos a Matemática e Leitura.

A nivel europeu regista-se mais bullying e faltas às aulas. Portugal está abaixo da média da OCDE, em vários destes indicadores.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

OIT alerta para o desemprego jovem e para os desafios colocados pela inteligência artificial



OIT alerta para agravamento do desemprego jovem e para os desafios colocados pela inteligência artificial.

https://www.ilo.org/


A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta, no relatórioTendências mundiais do emprego jovem 2026: Regresso ao Futuro“, para uma deterioração das perspetivas de emprego dos jovens a nível mundial.

  Em 2025, a taxa global de desemprego jovem atingiu 12,4%, abrangendo cerca de 67 milhões de pessoas entre os 15 e os 24 anos, enquanto mais de 257 milhões de jovens se encontravam sem emprego, educação ou formação (NEET).

A OIT destaca que o fraco crescimento económico, a reduzida criação de emprego, as tensões geopolíticas e as transformações tecnológicas estão a dificultar a integração dos jovens no mercado de trabalho. 

Salienta, ainda, uma diminuição dos empregos de qualificação intermédia, tradicionalmente ocupados por jovens em início de carreira, ao mesmo tempo que cresce a procura de competências técnicas e digitais. A Inteligência Artificial (IA) surge como um dos fatores que mais influenciam a transformação do mundo do trabalho, reforçando a necessidade de investimento em educação, formação ao longo da vida e desenvolvimento de competências adequadas às novas exigências do mercado.

Perante este cenário, a OIT defende uma ação coordenada para promover trabalho digno para os jovens, através do reforço dos sistemas de proteção social, do apoio à transição para o emprego e da adoção de políticas que assegurem que os benefícios da inovação tecnológica sejam amplamente partilhados.

Fonte: OIT