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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Dra. Maria de Jesus Candeias - sobre o trabalho clínico com sofrimentos profundos, como com comportamentos auto-lesivos

 Dra. Maria de Jesus Candeias, Psicoterapeuta Psicanalítica, Terapeuta Familiar, Psicóloga clínica e da Saúde, Psicóloga da Justiça, oferece-nos uma reflexão valiosa sobre o trabalho clínico com sofrimentos profundos, como com comportamentos auto-lesivos, numa conversa com o João Lorenzo para o podcast Apenas Humanos, onde esclarecem como pensam as relações limite, que são de uma enorme exigência, e conceptualizam um modo terapêutico de estar em contacto com sofrimentos profundos e desesperantes.

Podem assistir ao 5º episódio do podcast Apenas Humanos no YouTube e no Spotify através dos links:https://open.spotify.com/


O jovem suicida, a família e a Psicanalista. Maria de Jesus Candeias e João Lorenzo esclarecem como pensam as relações limite, que são de uma enorme exigência, e conceptualizam um modo terapêutico de estar em contacto com sofrimentos profundos e desesperantes.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Portaria n.º 291/2025/1, de 4 de setembro - linha nacional para a prevenção do suicídio e de comportamentos autolesivos (1411)

Diário da República n.º 170/2025, Série I de 2025-09-04

Regulamentação da Lei n.º 17/2024, de 5 de fevereiro, que cria uma linha nacional para a prevenção do suicídio e de comportamentos autolesivos.

 A linha nacional tem a designação «Linha Nacional de Prevenção do Suicídio» e o número próprio 1411. (GRATUITA)

https://diariodarepublica.pt

Linha nacional para a prevenção do suicídio começa a funcionar a 10 de Setembro

"Objetivo da Linha: assegurar a toda a população um serviço de apoio especializado, prestado por profissionais de saúde mental, que possam responder a qualquer solicitação relacionada com ideias e comportamentos suicidas, através de atendimento telefónico, que funcione, de forma gratuita, 24 horas por dia, 365 dias por ano".

Destinatários: Toda a população

quinta-feira, 1 de maio de 2025

Respondendo ao SUICÍDIO de um aluno: um guia para auxiliar escolas secundárias e OUTROS RECURSOS

 


O Guia consiste nas seguintes seções:

  • Quando usar este guia
  • Terminologia relacionada ao suicídio
  • Compreendendo o suicídio
  • Autocuidado para funcionários da escola após suicídio ou suspeita de suicídio de um aluno
  • Saúde mental e bem-estar após exposição a um suicídio
  • Resposta imediata (24 horas a 48 horas)
  • Respostas posvencionais diferenciadas
  • Resposta de curto prazo (1 semana a 3 meses)
  • Resposta de longo prazo (3 a 12 meses)
  • Glossário de termos-chave do Departamento
  • Referências

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Investigadores da FMUP associam redes sociais a ferimentos autoinfligidos em crianças e adolescentes

 Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP)

trabalho agora publicado (ww.sciencedirect.com) no Journal of Affective Disorders Reports concluiu que, em geral, existe uma associação entre a exposição às redes sociais e comportamentos autolesivos em crianças e jovens entre os 9 e os 24 anos de idade, quer num contexto de internamento psiquiátrico, quer na comunidade.
Este resultado aponta para um “efeito de contágio social” “e de “imitação” das redes sociais no comportamento dos mais novos, com crianças e jovens a assumirem que seguiam plataformas online com “posts” de automutilações antes de também o fazerem. No entanto, essa causalidade não pode ser, para já, generalizada.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Lei n.º 17/2024

 Diário da República n.º 25/2024, Série I de 2024-02-05
Cria uma linha nacional para a prevenção do suicídio e de comportamentos autolesivos

terça-feira, 31 de outubro de 2023

TikTalks - Saúde Mental no Ensino Superior

 

Associação Plano i

O TikTalks - Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior é um programa de promoção da saúde mental no Ensino Superior, co-financiado pela Direção-Geral da Saúde.

O projeto terminou a 30 de novembro de 2021

Podcasts sobre:
  • Autismo
  • Luto
  • Ansiedade
  • Comportamentos autolesivos
....

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

podcast "Que Voz é Esta?": Suicídio - como identificar os fatores de risco

 Suicídio “Nos jovens temos comportamentos autolesivos com uma taxa cada vez mais elevada, cada vez mais casos”

José Carlos Santos, enfermeiro especialista em saúde mental e psiquiatria, e professor na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra

https://expresso.pt/podcasts

Todos os podcast "Que voz é Esta?":


sábado, 16 de setembro de 2023

Prevenção do Suicídio - Manual para a Comunidade

Manual para a Comunidade contém informação selecionada sobre prevenção do suicídio. Neste livro poderá encontrar informação sobre os fatores de risco e de proteção para suicídio, sinais de alarme e os contactos e serviços disponíveis para ajudar. 


O manual contempla ainda um guia em seis passos sobre como ajudar alguém em risco de suicídio.


Página dos Recursos:





sábado, 24 de junho de 2023

Psico.TV - projeto que divulga o papel dos profissionais da saúde mental

 



A Psico.TV foi criado em Maio de 2020 e consiste em um projeto que tem como objetivo expandir e divulgar o papel dos profissionais da saúde mental na nossa sociedade, tal como compreender as suas funções e promover a literacia em saúde mental.
Esperamos que seja útil para toda a comunidade e que possa ser visto como uma mais valia na divulgação do trabalho em prol da ciência e da saúde mental.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

PUBLICAÇÃO: Comportamentos Autolesivos e Suicidários na Adolescência: Identificar para ajudar

 



https://www.cnpdpcj.gov.pt


Edição Instituto de Apoio à Criança – Polo de Coimbra

novembro de 2018

Baseado no Projeto +Contigo: promoção de saúde mental e prevenção de comportamentos suicidários na comunidade educativa

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Saúde mental: sei reconhecer?


 DGE

No sentido de desenhar uma agenda para a juventude 2030 com os jovens e para os jovens, O Conselho Nacional de Saúde (CNS), em parceria com a Direção-Geral da Educação (DGE) e a Federação Nacional de Associações Juvenis (FNAJ) promove um conjunto de webinars na semana de 6 a 9 de abril de 2021 (integrando o Dia Mundial da Saúde – 7 de abril – este ano dedicado ao tema Building a fairer, healthier world)
Neste 1.º webinar, com o título “saúde mental: sei reconhecer?” os jovens irão debater temas como: sintomas de depressão e ansiedade; desmotivação - burnout?; frustração com o presente e com o futuro; onde procurar ajuda; estigma da doença Podes enviar também os teus contributos através: Email: geral.cns@cns.min-saude.pt
Do formulário disponível em: https://tinyurl.com/y3xu56uu

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Guia Intersetorial de Prevenção do Comportamento Suicida em Crianças e Adolescentes



Foi lançado nesta terça-feira (27) o Guia Intersetorial de Prevenção do Comportamento Suicida em Crianças e Adolescentes. A publicação é da Secretaria da Saúde em parceria com outras secretarias do Estado e entidades que fazem parte do Comitê Estadual de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio. O lançamento ocorreu durante o seminário “Autolesão e Comportamento Suicida na Infância e Adolescência: Prevenção e Posvenção”, que é uma das atividades que marcam a programação do Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a prevenção ao suicídio.
O guia visa orientar profissionais da saúde, educação, assistência social segurança pública e conselho tutelar sobre o tema. O suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial que pode afetar indivíduos de diferentes origens, faixas etárias, condições socioeconômicas, orientações sexuais e identidades de gênero. Contudo, ele pode ser prevenido, e saber reconhecer os sinais de alerta é o primeiro passo. No caso de crianças e adolescentes, a sua situação peculiar de desenvolvimento exige ações que possam apoiá-los nesta fase e que contribuam para a prevenção da violência interpessoal e da violência autoprovocada.
Continuar a ler: 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Os aspetos mais desafiantes da adolescência

Maria Gouveia Pereira, terapeuta familiar e professora no ISPA, marca presença no “Fora da Caixa” na RTP para falar sobre os aspetos mais desafiantes da adolescência. Conta também com a presença dos psicólogos Isabel Leal e Manuel Peixoto

Fora da Caixa – RTP Informação (01, de Maio, 2015) from ISPA - Instituto Universitário on Vimeo.

sábado, 25 de abril de 2015

O programa Headspace

Desde 2006, o programa Headspace. na Austrália, destinado à saúde mental da juventude abriu centros de serviço em todo o país oferecendo ajuda no desenvolvimento  físico, mental, social e prestação de cuidados, tendo alcançado um índice de satisfação de 93% entre os quase 100 mil jovens.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

ebook: Família Educação e Desenvolvimento



Família, Educação e Desenvolvimento no séc. XXI Olhares Interdisciplinares
Organização Natália Ramos Elisabete Mendes Ana Isabel Silva José
Instituto Politécnico de Portalegre

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Automutilação



Parte do artigo de Maria João Lopes Cicatrizes de uma dor interior insuportável  - Publico 11 de fev 2013 -  sobre automutilação na adolescência:

"O último relatório Health Behaviour in School-aged Children, promovido pela Organização Mundial de Saúde e realizado em Portugal por uma equipa coordenada por Margarida Gaspar de Matos (ver aventurasocial.com), refere que 15,6% dos jovens dos 8.º e 10.º anos já se magoaram de propósito. A partir de uma amostra de 5050 jovens com uma média de 14 anos, os investigadores verificaram que 15,6% já se tinham agredido pelo menos uma vez no ano anterior.…

Violência autodirigida; automutilação; auto-agressão
“Não existe definição consensual”, diz o psiquiatra Diogo Frasquilho Guerreiro Tese de Doutoramento sobre o tema - Pode incluir jovens que se cortam ou se queimam deliberadamente, saltam de alturas, batem a si próprios, ingerem objectos, muito comummente cortantes, ou medicamentos, álcool, e drogas em excesso, sempre com o intuito de se magoarem. De uma forma geral, o mais frequente é a destruição deliberada da superfície corporal, através de cortes, queimaduras ou beliscões, por exemplo. Também Diogo Frasquilho Guerreiro fez, nos últimos dois anos, em conjunto com Daniel Sampaio e Maria Luísa Figueira, do departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Lisboa, um estudo sobre comportamentos autolesivos em jovens entre os 12 e os 20 anos da Grande Lisboa. Os resultados, ainda preliminares, indicam que 7% dos jovens já realizaram pelo menos uma vez comportamentos autolesivos e 10% já pensaram nisso.

Merece, porém, uma atenção distinta quem o realiza não como uma experiência isolada, mas repetidamente: 3,5%. Neste estudo, as sobredosagens foram, depois dos cortes e das queimaduras, as formas de autolesão mais comuns. Verificou-se ser um acto impulsivo, que quatro em cada cinco jovens o fazem em segredo, e só um em cada cinco pede ajuda. Apesar de, na maioria das vezes, os jovens não terem como intenção o suicídio, dois em cada cinco referem ter tido períodos em que queriam mesmo morrer.

Testemunhos
Foi o caso de Ana, de Leonor, de Maria e de Rui. Todos eles tiveram, em algum momento, vontade de desistir da vida. Apesar, porém, de estar associado a um grande sofrimento interior, o que define este comportamento, segundo Margarida Gaspar de Matos, é o querer magoar-se a si próprio de propósito, com o objectivo de se acalmar e gerir emoções, e não uma ideação suicida.
Tal não significa, contudo, que estes jovens não tenham maior propensão para cometer suicídio, para além de estarem sujeitos ao risco de um desfecho trágico por acidentalmente cortarem uma veia. “A presença deste tipo de comportamentos é um factor de risco comprovado para suicídio completo. É um sinal. É vulgar a ideia de que estes comportamentos são ‘só para chamar a atenção’

"Mesmo nos casos em que é assim, estes jovens têm risco aumentado de suicídio”, frisa Diogo Frasquilho Guerreiro (psiquiatra)

Baixar a irritação e a ansiedade, sentir adrenalina, procurar alívio e autopunição são algumas das justificações apontadas pelos jovens, na investigação feita por Margarida Gaspar de Matos (psicóloga).
Apesar de cada caso ser um caso, o que os especialistas percebem é que quase todos estes adolescentes têm não só dificuldade na expressão das emoções, como recursos mais fracos para lidar com o stress.
“Normalmente, há uma frustração e eu não consigo resolver determinado conflto.” É-lhe difícil, por exemplo, pedir desculpa e andar para a frente, “deixar aquilo por ali”. “E se a outra pessoa passa a ter pena de mim, a preocupar-se comigo, quase que quebra ali imediatamente a discussão, aquele mau ambiente”, diz. Leonor
Quando estava mais nervoso, os cortes eram piores, mais fundos. Fazia-o, porque “a dor emocional” era “tanta” que só com uma dor física a conseguia iludir: “A vida tem o lado bom e o lado mau. Eu lidava pessimamente com o mau”, admite. Recorda-se de ficar num estado de “relaxamento total absoluto” quando se cortava: “Começava por sentir calafrios e, depois, fi cava relaxadíssimo. Via o sangue a correr, o corte, a dor… No início do corte, sentia o coração a bater, a bombear, tinha mesmo arritmias esquisitas. Depois, quando parava e ficava a olhar, sentia-me muito aliviado”. Diz Rui

Margarida Gaspar de Matos (psicóloga) acrescenta:

“Quando os pais começam a ver que, de modo sistemático, o jovem toma um comportamento de tensão, retraimento, isolamento, conflituosidade, desistência, abatimento, e quando isso começa a ser uma característica saliente e permanente da sua maneira de ser habitual, por vezes oscilando entre o tenso e o abatido, então pode estar a passar por um período de vida em que está a ser ultrapassado pelas circunstâncias e pode estar a precisar de ajuda”.
Eduardo Sá (psicólogo) frisa que é preciso perceber se aquele jovem já se sente “na pré-reforma em relação à vida”: “São adolescentes que sentem uma dor que não conseguem gerir, uma dor que os mortifica por dentro”.

Os especialistas alertam, contudo, para o facto de, mais do que a existência de uma circunstância particular na nossa vida, o que importa sobretudo é a forma como lidamos com ela. Para o psicólogo Eduardo Sá, o que um episódio traumático faz é pôr em causa “os recursos acumulados até aí e as relações que temos, com a família e com os pares”, para o superar.
Dito de outra forma: há quem consiga ultrapassar as circunstâncias e quem se sinta ultrapassado por elas. Mas a mensagem de quem estuda o tema é de esperança: a maior parte das vezes a automutilação na adolescência supera-se.
Vale a pena, porém, pedir ajuda.
(Os casos mais preocupantes constituem os adolescentes com uma estrutura de estados-limite ou borderline, em que as auto-agressões são produzidas para atribuir um sentido de eu coeso - o corpo e a mente sentem em uníssono - visto haver uma difusão da identidade, digo eu).

O texto da Associação Americana de Psicologia:
 http://www.apa.org/monitor/2015/07-08/self-injury.aspx

imagem retirada daqui