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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Manual EducaMente: Bem-estar e qualidade de vida em crianças e adolescentes


AQUI ou AQUI


Instituto Politécnico de Viseu  - Escola Superior de Saúde
Projeto Maissaúde mental 
Edição 2018

A edição do manual EducaMente: Bem-estar e qualidade de vida em crianças e adolescentes, constitui um indicador central do Projeto Monitorização e Avaliação dos Indicadores de Saúde Mental das crianças e adolescentes: da investigação à prática MaiSaudeMental com a Referência CENTRO-01-0145-FEDER-023293, financiado no âmbito do Programa Portugal 2020, a decorrer na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viseu. Neste âmbito a publicação do EducaMente visa aportar evidências orientadoras da prática profissional dos Agentes intervenientes na ação educativa nas vertentes escolar, saúde e da segurança. Fazer convergir num único livro contributos científicos atuais para estes três públicos-alvo é hoje um grande desafio.

As temáticas centrais são abordadas numa visão preventiva de caráter prático, com foco nas premissas da neuro educação promotoras do desenvolvimento psicossocial saudável das crianças e adolescentes.

É um tema muito atraente e atual para todos aqueles que ensinam, com relevância para os professores, mas também muito interessante para os enfermeiros e restantes intervenientes na comunidade educativa como é caso dos psicólogos, agentes de segurança da equipa escola segura e assistentes operacionais educativos.
A estruturação do livro integra a apresentação de evidências em três áreas de interesse diverso, mas convergente e está ancorado nos resultados da investigação científica desenvolvida com foco nas crianças e adolescentes, nos professores, enfermeiros e agentes da segurança da equipa escola segura.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

terça-feira, 5 de maio de 2015

Os aspetos mais desafiantes da adolescência

Maria Gouveia Pereira, terapeuta familiar e professora no ISPA, marca presença no “Fora da Caixa” na RTP para falar sobre os aspetos mais desafiantes da adolescência. Conta também com a presença dos psicólogos Isabel Leal e Manuel Peixoto

Fora da Caixa – RTP Informação (01, de Maio, 2015) from ISPA - Instituto Universitário on Vimeo.

sexta-feira, 13 de março de 2015

TSF Pais e Filhos

Como a intuição não chega e eles não nascem com livro de instruções, a TSF propõe - em parceria com a Revista Pais e Filhos - um programa para partilhar ideias, conselhos de quem sabe (desde os conselhos técnicos de pediatras e psicólogos, aos conselhos de pais), propostas de lazer, de brincadeiras, de passeios e reportagem. Sem nunca deixar de responder às dúvidas dos pais, vamos também ouvir os filhos.
TSF Pais e Filhos, para ouvir de segunda a sexta antes das 09h30 e das 19h00. Aos domingos, versão alargada depois do meio-dia. Com coordenação de Rita Costa.
Uma parceria TSF com a revista Pais e Filhos



sábado, 1 de março de 2014

Russell Foster: Por que dormimos?


Russell Foster é um neurocientista: ele estuda os ciclos de sono do cérebro. E pergunta: o que sabemos sobre o sono? Não muito, parece, para algo que fazemos durante um terço de nossas vidas. Em sua palestra, Foster compartilha três teorias populares sobre por que dormimos, destrói alguns mitos sobre quanto sono precisamos em diferentes idades -- e nos dá dicas sobre algumas aplicações ousadas do sono como um indicador de saúde mental.

Conferência traduzida em várias línguas.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Uma semana de pouco sono perturba centenas de genes


Uma semana de pouco sono perturba centenas de genes e essa mensagem fica-nos "gravada" no sangue, é o título do artigo de ANA GERSCHENFELD, que saiu no publico de hoje:

"Não dormir as horas suficientes pode ter um impacto muito negativo na saúde - e agora começa a perceber-se porquê.

Sabe-se que quem tem por hábito não dormir um número suficiente de horas por dia aumenta os seus riscos de obesidade, doenças cardiovasculares e disfunções cognitivas. Mas os mecanismos subjacentes a esta relação sono/doença têm permanecido misteriosos. Hoje, um estudo com base em amostras de sangue humano, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, sugere fortemente que, no ser humano, a falta crónica de sono começa por perturbar a actividade dos genes.
Em cada tecido do organismo, os genes apresentam padrões de actividade - ou "expressão" - diferentes e específicos do tecido em causa. Isso permite, a partir da uma mesma molécula de ADN, gerar a grande diversidade das células, das hepáticas às nervosas passando pelas sanguíneas. E a expressão de cada gene reflecte-se na quantidade dos vários tipos de moléculas de ARN (parecidas com o ADN) que são transcritas pela célula de forma a fabricar as proteínas de que ela precisa.
Experiências no ratinho já mostraram que tanto a falta de sono como o seu desfasamento no tempo alteram esse padrão de ARN, chamado "transcritoma", no fígado e no cérebro desses animais. E agora, para determinar o impacto da falta de sono no ser humano, Derk-Jan Djik e colegas, da Universidade de Surrey, no Reino Unido, analisaram o transcritoma do sangue de uma série de voluntários em função do número de horas que dormiam.
"Tanto quanto sabemos, somos os primeiros a ter investigado, no ser humano, os efeitos de um nível ecologicamente relevante de falta de sono sobre o transcritoma", disse Djik ao PÚBLICO. Os cientistas estudaram o transcritoma do sangue porque a sua recolha não é invasiva e porque fornece, argumentam, uma visão global do que está a acontecer.
Durante uma semana, 26 adultos dormiram menos de seis horas - e durante uma outra semana dormiram quase nove horas. No fim de cada semana de "tratamento", tiveram de ficar acordados durante 40 horas a fio, numa situação de privação total do sono - e foi durante esse período que foram efectuadas as colheitas de sangue, ao ritmo de uma de três em três horas. Diga-se ainda que as duas partes da experiência decorreram com um intervalo de dez dias.
A análise do ARN de sangue revelou claramente os efeitos da falta de sono sobre a actividade de... 711 genes! Por outro lado, a privação de sono levou a uma nítida queda - de 1855 para 1481 - do número de genes que possuíam naturalmente ritmos de actividade circadianos (isto é, que ao longo de cerca de 24 horas, em sintonia com a alternância do dia e da noite, viam a sua actividade passar por um mínimo e um máximo). E mesmo nos genes cuja actividade continuou diariamente a oscilar, a amplitude das oscilações foi mais pequena. Além disso: a privação total de sono alterou só por si a expressão de uma série de genes, mas o número dos genes alterados durante esse período foi sete vezes maior após uma semana de privação crónica do que depois de uma semana de sono normal: 856 contra 122.
Entre os genes afectados há genes implicados nos processos imunitários, inflamatórios, no metabolismo celular e na resposta das células ao stress oxidativo.
Se uma semana de sono curto surte estes efeitos, não é difícil imaginar as consequências para a saúde de uma vida com horas de sono a menos, noitadas, insónias - decorrentes da actividade profissional e social típica das sociedades modernas. Segundo os dados dos Centros de Prevenção e Controlo de Doenças norte-americanos, 30% da população adulta dos EUA (mais de 40 milhões de pessoas) dorme seis horas ou menos por dia. E em Portugal, a proporção poderá ser superior a 50%.
Agora, os cientistas querem saber "se as alterações [do transcritoma] variam com a idade e relacioná-las com as perturbações fisiológicas e hormonais da obesidade e das doenças cardiovasculares", diz Djik.


RESUMO do  ESTUDO : Effects of insufficient sleep on circadian rhythmicity and expression amplitude of the human blood transcriptome

Autores do estudo: Carla S. Möller-Levet1, Simon N. Archer1, Giselda Bucca1, Emma E. Laing, Ana Slak, Renata Kabiljo, June C. Y. Lo,

Nayantara Santhi, Malcolm von Schantz, Colin P. Smith1, and Derk-Jan Dijk1,2

Insufficient sleep and circadian rhythm disruption are associated with negative health outcomes, but the mechanisms involved remain largely unexplored. We show that one wk of insufficient sleep alters gene expression in human blood cells, reduces the amplitude of circadian rhythms in gene expression, and intensifies the effects of subsequent acute total sleep loss on gene expression. The affected genes are involved in chromatin remodeling, regulation of gene expression, and immune and stress responses. The data imply molecular mechanisms mediating the effects of sleep loss on health and highlight the interrelationships between sleep homeostasis, circadian rhythmicity, and metabolism.


imagem retirada daqui.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Porque temos tanto sono?


Como levantá-los, a horas, pela manhã? Para os pais, pode ser desesperante. Até os próprios adolescentes se surpreendem como têm tanto sono, embora pareça que no final da adolescência, lidem melhor com a falta dele. Porque é que isso acontece?
A partir do estudo do cérebro, não se sabe bem porque dormimos e o que se passa neste órgão. Sabemos contudo, que as necessidades de sono no adolescente variam de indivíduo para indivíduo.

Algumas explicações para o que pode contribuir para a dificuldade de levantar da cama de manhã:
  • A glândula pineal que se situa no cérebro segrega a hormona melatonina durante a noite, e encolhe significativamente durante a adolescência. Consequentemente, os seus níveis nocturnos e diurnos da melatonina ocorrem aproximadamente duas horas mais tarde do que em adultos – daí, oito horas pareçam seis, a um adolescente.
  • O sono pode ser menos reparador na adolescência do que nos adultos.
  • Outro factor poderá ser o entusiasmo por actividades (a Net…), que os absorve até altas horas da madrugada.
“Seja qual for a culpada, é evidente que o fenómeno ( dormir demasiado) não reflecte uma preguiça adolescente simples, como tanto se diz.”
David Bainbridge Teenagers Guerra e Paz.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A importância de dormir




Com:
 Helena Rebelo Pinto- Psicóloga
Teresa Paiva - Neurologista

Paula Torres de Carvalho jornalista do Jornal Publico realizou uma entrevista a estas investigadoras, com o título: Crianças e adolescentes portugueses só dormem metade do que precisam, a qual foi publicada neste jornal a 14 de Agosto de 2011. Com base em inquéritos realizados em várias escolas portuguesas taxas de sonolência excessiva em mais de 50 por cento dos estudantes, o que contribui para várias doenças e para o insucesso escolar.

Aqui está um pequeno enxerto dessa entrevista:

Teresa Paiva. "As crianças que dormem menos do que precisam têm um risco aumentado de hipertensão arterial, de diabetes, de insucesso escolar, de depressão e de insónia", explica, chamando a atenção para a gravidade da situação, já que se trata de "doenças crónicas que são problemas para toda a vida".
Dormir menos do que se precisa "afecta ainda a aquisição de conhecimentos abstractos" e traduz-se no insucesso escolar e nas dificuldades em relação à aprendizagem da Matemática, o que já se tornou num "problema nacional".
Mesmo que os jovens que trocam o dia pela noite acabem por dormir o mesmo número de horas, esse sono "não tem qualidade", afirma a médica. "Dormem fora da fase do sono, portanto o sono nunca tem tanta qualidade e sabe-se que, para além da depressão e da obesidade, o dormir assim tem um risco aumentado de cancro".
Está provado como a luz "tem importância para a saúde", nota Teresa Paiva. E, explicando o benefício de dormir de noite, lembra que "as primeiras células que existiram aprenderam a multiplicar-se de noite e não de dia" e que "são as hormonas [muitas das quais são produzidas exclusivamente quando estamos a dormir] que facilitam a divisão celular". Também é de noite que "há mais interacções entre os neurónios nas várias fases do sono". "Não somos nem ratos nem morcegos, não somos feitos para andar a dormir de dia", nota a neurologista, referindo que "temos relógios no organismo" e que "tudo se passa de forma muito padronizada, tanto durante a noite, como durante o dia relativamente aos horários alimentares e às produções hormonais".
O grande problema é que muitos adolescentes com estes hábitos recusam mudar. "Quando lhes fazemos uma proposta diferente, não querem, porque todo o seu esquema de relações sociais está montado para a noite e de outra forma perdem o círculo social que conhecem", explica aquela médica.
Verifica-se sempre uma grande resistência à alteração de hábitos. "Quando dizemos que uma criança de dez anos deve dormir dez horas e que os mais novos devem dormir muito mais, muitos pais deitam as mãos à cabeça", conta Helena Rebelo Pinto, defendendo que os hábitos de sono fazem parte de "uma aprendizagem que vem desde a mais tenra idade". A experiência mostra "como os pais sofrem, quando as crianças dormem mal e quantas práticas erradas têm para tentar que as crianças durmam bem", diz. Refere a importância de que "os pais tenham informações sobre o que se passa com o sono dos filhos", o que frequentemente não se verifica: "Muitos pais acham que as crianças têm de dormir o mesmo tempo do que eles e ir para a cama ao mesmo tempo que eles."
Na sua opinião, há na sociedade portuguesa "uma cultura de desvalorização do sono e um desconhecimento e conjunto de ideias erradas acerca do sono".
Atentas ao surgimento precoce de problemas do sono, Teresa Paiva e Helena Rebelo Pinto lançaram no último ano lectivo o projecto Sono-Escolas, que envolveu mais de cem estabelecimentos escolares em todo o país.
No âmbito deste projecto, a neurologista e a professora de Psicologia já escreveram três livros sobre o sono destinados a crianças de várias faixas etárias: Dormir É Bom, Dormir Faz Bem, para crianças dos três aos cinco anos; O Meu Amigo, o Sono, para crianças dos oito aos 12 anos e Os Mistérios do Sono para adolescentes dos 13 aos 18 anos.