Ministro Manuel Heitor disse
no Parlamento que a criação de um novo concurso só para alunos do profissional
"implica fazer provas novas, implica um processo que demora vários
meses".
O ministro
do Ensino Superior disse nesta terça-feira que um eventual novo concurso de acesso ao ensino superior específico
para alunos das vias profissionalizantes ou artísticas só
deverá avançar em 2019-2020.
"Um
novo concurso para os estudantes que acabam o ensino secundário pela via
profissional nunca demora menos de um ano a implementar. A principal via para esses estudantes são as
formações curtas, os TESP (Cursos Técnicos Superiores
Profissionais). É minha intenção clara alargar essa possibilidade. Propus ao
Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos começar por ser por
via dos concursos locais. O que me foi solicitado foi que em vez de concursos
locais fosse feito um concurso nacional de acesso específico para esses
estudantes. É um processo complexo, mas está nos nossos planos não apenas
começar por um regime transitório com concursos locais, mas vir a garantir as
condições necessárias para um concurso nacional", disse à Lusa o ministro
Manuel Heitor.
O titular da
pasta da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior falava à Lusa à saída da audição regimental que
decorreu nesta terça-feira na comissão parlamentar de Educação e Ciência,
durante a qual foi questionado, pela deputada do CDS-PP Ilda Araújo Novo, sobre
a insistência da OCDE, em relatórios recentes, na necessidade de rever o regime
de acesso ao ensino superior no país.
Apesar de
esta ser uma possibilidade em discussão actualmente, a ser estudada com os
politécnicos e com a Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), a
complexidade da formulação dos termos para a criação de um novo concurso
específico para estes alunos só permitirá que ele avance em 2019-2020.
"Implica fazer provas novas, implica um processo que demora vários meses.
Até lá temos concursos especiais e os TESP", disse o ministro.
Recentemente o Conselho de
Ministros aprovou um diploma que altera as regras e exigências de conclusão do ensino secundário para
estes alunos, retirando-lhes a
obrigatoriedade de prestarem provas a matérias que não lhes foram leccionadas.
Na altura o ministro
avançou também a possibilidade de um concurso especial de acesso ao ensino
superior já no próximo ano lectivo, tendo hoje adiantado, no entanto, que será
necessário esperar pelo menos mais um ano.
Fonte: Lusa/Publico de 17.5.18