quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Inteligência criativa


A inteligência humana é hoje entendida como uma qualidade do comportamento que se manifesta na escola, no trabalho, nas relações interpessoais e na tomada de decisões.

Estas novas perspectivas no entender dos investigadores que as defendem, suportadas pelas recentes descobertas das neurociências, vêm alterar as práticas, nomeadamente a avaliação da inteligência através dos testes psicológicos tradicionais, assim como as estratégias pedagógicas no processo ensino aprendizagem.
A teoria da Inteligência de Sucesso de Robert Sternberg (1996) psicólogo na Universidade de Yale, ao defender esta perspectiva, representa a inteligência humana por três formas (triárquica) diferentes:  
- Inteligência Analítica ou Convencional
- Inteligência Criativa
- Inteligência Prática.

As três devem ser desenvolvidas em toda as disciplinas do currículo.

Hoje, falaremos só da Inteligência Criativa
A inteligência criativa é uma atitude em relação à vida, assim como uma capacidade que pode e deve ser treinada. O seu desenvolvimento, segundo Sternberg, requer:
Habilidades intelectuais – são a capacidade para analisar os problemas de maneira original e interessante; capacidade para reconhecer quando uma ideia é boa ou má; capacidade para convencer os outros sobre o valor das suas ideias.
Conhecimento – domínio que devemos ter de uma determinada área na qual pretendemos ser criativos (em qualquer área - científica, literária, artística, empresarial...).
Estilos de pensamento – modo como preferimos nos exprimir (uns modos facilitam mais a criatividade que outros).
Personalidade – certos atributos facilitam mais a produção criativa como sejam: o auto-conceito positivo, a capacidade de enfrentar o medo em correr riscos, ou a tolerância à incerteza.
Motivação: a motivação intrínseca é mais importante, pois as pessoas serão mais criativas se gostarem do que fazem, e não tanto pelas gratificações, por exemplo, que possam obter dos outros.
Ambiente: é necessário que este estimule e reconheça as ideias criativas.

As três inteligências estão relacionadas, mas “ a inteligência de sucesso é mais eficaz quando equilibra os três aspectos: o analítico, o criativo e o prático” Robert Sternberg.

Para saber mais sobre este assunto, o livro:
"Inteligência de Sucesso”
Robert Sternberg
Editora: Ésquilo

Imagem retirada de: http://criatividade.net/



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Testemunho de solidão

Testemunho anónimo de quem já passou pela solidão

    Solidão, como descrevê-la? Não há palavras e se as houver, têm que ter sido sentidas. Aquela solidão que nos mata cada dia, mais e mais. Bem, contarei o meu caso.
    Eu, como todas as crianças, tinha um sonho. Que era…não fazia a mínima. Porque digo isto de uma forma irónica?! Por causa da nossa inocência, quando estamos nesta etapa da nossa vida. Eu querer. Eu queria ter muitas amigas e amigos, roupas que me ficassem bem e me fizessem sentir bem. No meu ver, eu era um pouco ambiciosa. Bem não só isso, no decorrer da minha infância, fui vendo tantas actividades interessantes para fazer, e muitas línguas e outras matérias que poderia aprender para ser alguém com destaque em algum posto ou trabalho. Dizendo isto, em poucas palavras, possuir várias habilitações, habilidades e uma profissão que me agradasse. Pelo menos nisso, não era tão infantil.

    Mas a partir do momento em que entrei na passagem de criança para adolescente, o inferno veio à Terra. Comecei a notar que estavam a aparecer muitas diferenças no meu corpo, muitas das quais eu não estava a gostar. Como as mulheres têm pavor que lhe apareça no corpo, a tal celulite - e pelo me constava na definição de celulite na minha cabeça, só as pessoas gordas é que tinham isso - lá eu com a minha ignorância pensei que estava gorda, e nem sequer o estava. Mas mania é pior que loucura. Fixei que estava gorda até ao ponto de fazer uma dieta radical, numa idade de desenvolvimento, até chegar a uma anorexia nervosa. Tudo o que a minha mãe servia, quando estava só deitava na panela, mas quando tinha alguém por perto, fingia que comia e depois à primeira oportunidade deitava fora o comer. (Disparate !!! Tantas pessoas a morrer de fome e eu a fazer tal acto imperdoável aos olhos de Deus). E tudo o que é feito e é considerado uma asneira, tem más consequências. Perdi mais de dez quilos num mês e meio. Nada bom, ainda por cima naquela idade. Tudo isto foi o motivo de me fechar cada dia um pouco mais, e mais. Até fechar - me em quatro copas ou isolar-me, E isso levou a que eu criasse uma barreira entre mim e os meus colegas, podendo esses serem futuros e bons amigos.
    As amizades que tinha começado a criar desfaziam – se, pois afastava - me cada vez mais dessas pessoas e estas de mim. E, um dos factores do afastamento, foi a mudança de turma, embora se mantivessem quase todos na minha escola. Eu só falava com uma ou duas pessoas. A razão pela qual falava com estas, era por causa dos trabalhos de grupo, e por mais nada.
    Tudo surgiu quando comecei a não gostar de mim como era, tanto psicologicamente como fisicamente. O afastamento foi mais da minha parte, e isto como a minha amiga Anabel diz, é uma solidão imaginária. Porque apesar de sentir que me afastava cada vez mais deles, ainda estabeleciam relação comigo.

   Contudo, o tempo foi passando, e as relações foram cortadas definitivamente. E, como me apercebi que a solidão era o que me atacava nesse momento? Foi quando, por mais pessoas que tivessem a minha volta, parecia que tinha um buraco no meu peito, pois sentia que nunca ninguém iria me perceber. E, não foi só isso, quando mais precisei de ajuda, quem estava o meu lado? Humm…. Acho que não preciso de responder…obviamente… que ninguém. Constatação feita pela minha pessoa, estou só, mas agora, é real esta solidão. A minha família, que convivia comigo, começou a perceber que algo de errado se passava. O motivo pelo qual eles se aperceberam, foi porque não falava e isolava-me no meu quarto e não saia de lá até a hora das refeições, que mal as fazia ou comia. Claro, que toda esta situação foi-se manifestando a nível físico e escolar. Físico, como se diz, parecia uma zombie, por vezes não dormia nada, e ficava com aspecto de doente. E não só por não dormir, pois todos os dias eram derramadas imensas lágrimas numa face tão jovem, em que tinha a vida toda pela frente. Claro, disfarçava de todas as maneiras que não dormia e que chorava. Mas, houve um dia que não consegui disfarçar, e eles obrigaram-me a contar o que se passava. Contudo, nem uma palavra saia da minha boca. Tanto sofrimento que sentia, que para mim viver já não era o mesmo que antes. Que era, todas as manhãs despertar-me e espreguiçar-me e dizer “Este dia será melhor ou igual a todos os outros, espectacular”. Porque dizia isso?! Por causa de eu dar sempre o meu melhor e mesmo que tivesse havido uma discussão ou outra com alguém, nunca faltava um sorriso verdadeiro na minha cara. Pois, não havia motivos para não o fazer. Sorrir faz bem à saúde, tanto que este era sempre retribuído, por quem me conhecia. Também digo, que viver já não era mesmo, devido as responsabilidades começarem a crescer e eu cada vez mais fraca. Como se tivesse num deserto e em vez de puxar pelos meus neurónios e procurar um método para sobreviver e sair de lá, nada fazia. Era uma como uma “sanguessuga”, sugava todas as minhas forças, culpando-me por estar naquele deserto. Ficticiamente dito, era assim que me sentia. E claro, se na realidade tivesse num deserto, iria definhar aos poucos até morrer. Mas como prova, ainda estou viva.
   O que se pode concluir deste sofrimento pelo qual passei? É que superei e ergui a minha cabeça. Como o fiz? Primeiro passo, fazer algo para começar a gostar de mim. Deixar de tentar armar-me em forte e falar com alguém. Quem me surgiu? A minha mãe e depois buscamos uma solução juntas. Comecei a frequentar um psicólogo. E tudo foi-se resolvendo aos poucos. Ahh… se me perguntarem, porque recorri ao exemplo do deserto, e se estive perto da morte? Isto é, se tentei me matar? Não...mas pensei e quase o fazia. Não ia tentar, ia fazê-lo. Mas algo mais forte do que o desespero, impediu-me de fazer isso, o amor que sentia pela minha família. E como ainda tinha esse amor?! Não sei. Por isso comecei a acreditar mais em Deus, porque só Ele poderia despertar tal sentimento numa hora tão negra da minha vida. Esta crença em Deus, faz-me lembrar um dos poetas que a minha amiga Anabel falou, Alberto Caeiro, que vê Deus em tudo.

    Agora, estou vivinha da silva e crente a Deus. Eu quero passar uma mensagem a todos aos que tiveram a ouvir sobre  este caso extremo de solidão: Nunca se isolem. Se precisarem desabafar e compartilhar os vossos medos, façam-no e tentem fazê-lo com a pessoa que mais confiam, e verão que será mais fácil do que afastarem-se de tudo e de todos. E nem pensem, que tal acto é demonstrar que se é fraco. Não!!! Mas sim, que enfrentaram o maior medo que é falar do que sentem ou do que vos atormenta. Enfrentar tal factor, é ser -se uma pessoa muito forte, pois não é fácil, principalmente para os rapazes. E, além disso, procurem ajuda especializada. Estou a transmitir esta mensagem, porque não quero que passem pelo mesmo sofrimento que eu. Ao procurar ajuda especializada, recompus-me, apesar de estar desiludida comigo por causa da minha média escolar. Tendo acabado o secundário, posso ainda fazer melhorias, e é nisso que vou apostar. E vou dar o meu máximo para melhorar nas disciplinas, subir a minha média para ir para Universidade e tirar o curso que quero, enquanto estou desempregada, e como todos sabemos, isto está difícil para todos. Mas não é por isso que deixo de ter motivação todos os dias. Também tenho quem me apoie. Por ter enfrentado o maior medo, que era falar, e tendo passado tanto sofrimento, sinto-me a mulher mais feliz. Sim, porque que já tenho mais de 18 anos. Quis manter o meu anonimato, porque já muitas pessoas sabem do meu caso, não pormenorizadamente, como aqui descrevi. Mas, não quero que me apontem o dedo julgador como fiz comigo mesma. Espero ter ajudado no trabalho da minha amiga.

Antiga aluna de 12º ano

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Resiliência

Edward Hopper

Resiliência é a capacidade de responder, de forma saudável e produtiva, a circunstâncias de adversidade ou trauma, sendo essencial para gerir o stress da vida quotidiana.

Definição:
- Alunos resilientes evidenciam capacidades para manter um comportamento equilibrado e ajustado aos contextos, bem como a sua autoconfiança e auto-estima, quando confrontados com a oposição dos outros ou quando as suas expectativas saem goradas.

- Alunos com dificuldades em resiliência evidenciam não saber lidar com pontos de vista ou opiniões divergentes das suas, com a oposição ou a hostilidade dos outros, deixando que isso influencie, afecte e invalide os processos de aprendizagem; Neste grupo, também encontramos alunos que se desorientam com facilidade, que perdem o seu auto- -controlo, frustrando-se quando os seus objectivos não são atingidos.

Acções (pedagógicas) potenciadoras da competência :
- Proporcionar experiências potencialmente geradoras de contrariedades com as quais os alunos devem aprender a lidar de forma positiva;
– Proporcionar espaços para análise dos problemas que vão surgindo durante os processos de aprendizagem, para que os alunos possam desenvolver estratégias de análise adequadas para lidar com situações frustrantes.

Acções (pedagógicas) bloqueadoras da competência
- Não proporcionar espaço de diálogo, discussão de ideias e de actuação onde os alunos se possam confrontar com situações de contrariedade ou de expectativas frustradas;
– Tomar sempre o partido dos alunos, decidindo de acordo com as suas expectativas para evitar reacções negativas, mesmo quando essas decisões não são as mais acertadas.

Extraído de Guião “Promoção do Empreendedorismo na Escola” Direcção – Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, 2007

Para saber mais sobre Resiliência: Separata da Revista DIRIGIR






sábado, 13 de novembro de 2010

Aprender a ler modifica o cérebro, mesmo em adultos


Investigação publicada hoje online na revista Science dá conta que cientistas e voluntários portugueses participaram num estudo internacional inédito sobre os efeitos da leitura no córtex cerebral, comparando analfabetos, leitores e ex-iletrados. Para isso, foi usada a ressonância magnética funcional, um exame de imagiologia que permite medir os níveis de actividade nas diferentes zonas do cérebro num determinado momento.

Uma das conclusões deste estudo de José Morais, professor jubilado de Psicologia da Universidade Livre de Bruxelas, é esta:
Quando se aprende a ler, é como se uma armada vitoriosa chegasse às costas desprevenidas do nosso cérebro. Muda-o para sempre, conquistando territórios que eram utilizados para processar outros estímulos - para reconhecer faces, por exemplo - e estendendo a sua influência a áreas relacionadas, como o córtex auditivo, para criar a sua própria fortaleza: uma nova zona especializada, a Área da Forma Visual das Palavras. Isto acontece sempre, quer se tenha aprendido a ler aos seis anos ou já na idade adulta.

O que se passa é que na falta de ordens evolutivas codificadas no nosso ADN,  o cérebro de cada pessoa que aprende a ler se modifica para acomodar as novas capacidades, porque tem uma grande capacidade plástica.

Elaborado com base no artigo de Clara Barata publicado no Jornal Publico de 13 de Novembro de 2010
Imagem retirada de Vestibular2011

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Perturbação de Jogo


Segundo um estudo realizado a pedido da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em 2009, o número de jogadores dependentes está a aumentar em Portugal. Os valores indicam que já há no país cerca de 16 mil pessoas nessa situação. E, são cada vez mais novos.

O termo “Game Addiction” (Dependência a Jogos de Computador), refere-se à possibilidade que os jogos de computador têm, de criar dependência. A dependência limita a vida pessoal, familiar, escolar e social do jovem.
Segundo a literatura científica, quando um jovem se torna dependente dos jogos de computador, é muito possível que já manifestasse há algum tempo, perturbações/ alterações psicológicas mais ou menos graves, ou situações sociais frágeis. A dependência resultaria assim, de um acumular de certas situações.

VANTAGENS dos jogos de computador
As opiniões são contraditórias. Os que são a favor, apontam como factores positivos:

- Os cognitivos (aumento da atenção, da concentração, da capacidade de tomada de decisão, da criatividade, da capacidade de abordagem de uma situação de múltiplos pontos de vista, da possibilidade de colaboração interpessoal em estratégias de grupo, da capacidade de iniciativa e liderança, da percepção de eficácia pessoal),

- Os psico-sociais (redução do stress do dia a dia, proposta de novas formas de convívio social e de desafios pessoais, nomeadamente para pessoas que vivem situações de isolamento pessoal e social na vida real).

DESVANTAGENS dos jogos de computador
- Possam levar a ignorar os problemas do mundo real;

- Desmotivação e anedonia no mundo “real”;

- Isolamento pessoal e social, nomeadamente no que diz respeito à intimidade física;

- Vulnerabilidade a outros riscos (Valadas, 2008).

Frydenberg (2008) sugere que os adolescentes devem ser alertados para o prejuízo em:
- Reduzir a tensão através do consumo de substância e da exposição ao risco;
- Fechar-se e guardar para si as preocupações;
- Tentar ignorar um problema óbvio;
- Culpar-se pelos problemas;
- Resolver não fazer nada - desistir.

Adaptado de “A saúde do adolescente: o que se sabe e quais os novos desafios” Margarida Gaspar de Matos, Análise Psicológica (2008), 2 (XXVI) 251 – 263.

Consultar o estudo do SICAD:"Linhas de Orientação Técnica para a Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências sem Substância: A Perturbação de Jogo". em:  http://www.sicad.pt/

Este sítio foi concebido para que possa reconhecer alguns sinais do problema do jogo e para o ajudar a encontrar resposta para as suas preocupações:

*Imagem retirada de: www.ruadireita.com.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Biblioteca virtual

Vieira da Silva, Biblioteca, 1949

O CRC Virtual é a plataforma destinada à formação, com milhares de referências bibliográficas de monografias, publicações periódicas e centenas de documentos em texto integral, em acesso livre.

Pesquise aqui o  CRV virtual
Pode pesquisar também, os títulos disponíveis no Centro de Recursos em Conhecimento (CRC), Direcção Regional de Qualificação Profissional, em http://opac.iefp.pt/

Em seguida, escolha, à direita, Base FORMEI
e depois, ao alto, o separador FORMEI
Pode efectuar pesquisas por: assuntos, título, autor, etc.

Por exemplo:
Pesquisar em: escolha “Palavra(s) em assuntos
No campo ao lado digite gestão (ou outro tema que lhe interesse) e clique.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Compreender um amigo


A maneira como demonstramos compreender a outra pessoa, aproxima-nos ou afasta-nos dela. Tudo depende do modo como comunicamos, nas suas diversas expressões.
Por vezes, não sabemos provar através da nossa comunicação, como a compreendemos. Também pode acontecer que não o façamos, por medo de uma relação mais íntima, ou porque simplesmente não estamos interessados em prestar algum apoio emocional, por diversas razões, o que pode comprometer a relação.


De acordo com Burleson (1984), a habilidade de comunicação empática (capacidade de se colocar no lugar do outro, e demonstrá-lo), pode ser avaliada em vários graus.

SITUAÇÃO
O que dirias a um amigo para o fazer-se sentir melhor, pelo facto de não ter sido convidado para uma festa de uma colega da escola?

Resposta 1: não dizer absolutamente nada. Nesta resposta (estamos na mesma a comunicar), demonstramos ignorar o que aconteceu ao amigo. É o menor grau de empatia.

Resposta 2 : “Não tens nada que sentir isso, e se sentires isso já não sou teu amigo” ou “Não sei porque te sentes assim, é só uma festa.” Nestas respostas, estamos a negar os sentimentos do amigo, como se ele não tivesse direito aos seus próprios sentimentos.

Resposta 3:Mas vai haver mais festas.” Nesta resposta, ignora-se o sentimento do outro, mas há um reconhecimento implícito que sabemos que o outro gostaria de ter ido à festa.

Resposta 4: “Eu convido-te quando for uma festa minha.” Nesta resposta muda - se de assunto. Focaliza-se o evento em si, e não se demonstra reconhecer os sentimentos do amigo, pelo facto de não ter ido à festa.

Resposta 5: “Fico triste que não tenhas sido convidado”. Nesta resposta, revela-se a capacidade de compreender o outro, mas sem tentar perceber as emoções ou ajudar a resolvê-las.

Resposta 6: “Sei que te sentes mal, não é simpático ficar de lado. Dá para perceber que te sentiste rejeitado.” A este nível, o amigo já reconhece os sentimentos do outro. Demonstra, deste modo, imaginar o que o outro está a sentir. Estabelece-se assim, um laço mais forte e mais rico entre os dois amigos.

Imagem retirada de ciadeginastica.wordpress.com

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Portefolio - EFA

CURSOS EFA - Educação e Formação de Adultos 
O portefolio é uma recolha de documentação completa e rica, cuja forma e conteúdo varia de acordo com o objectivo a que se destina.

Em geral, a construção de um portfólio envolve:

• Descrever experiências pertinentes (de Trabalho e vida);

• Identificar como situações profissionais relacionadas com uma vasta gama de competências requeridas (Competências Gerais, Técnicas ...);

• Fazer prova da experiência citada (Por Exemplo, como cartas de Recomendação POR Parte dos empregadores);

• Inventariar resultados da aprendizagem formal, e não formal, com respeito às exigências em matérias de competências, em conjunto com uma descrição do contexto e fazer - Conteúdo da Experiência Profissional;

- Realizar uma reflexão crítica sobre a aprendizagem adquirida (e sobre o que falta adquirir). Esta reflexão é considerada um bom sinal de desenvolvimento pessoal, que é uma exigência muito importante na elaboração de portefolios.

Para Saber Mais: Revista Noesis.  Destacável nº 74 de Julho de 2008 "Portefólio - Uma Ferramenta de Apoio à Reflexão continuada."

O Texo foi Extraído de: «validação et des Reconnaissance acervo não formels et des informels Enseignants et formateurs de la FEP dans les États membres de l'UE» Centre pour le développement européen de la formation professionnelle -Office des publicações officielles des Communautés Européennes, 2008.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Daniela Silva 10º1

RÓTULOS


    Acredito, aliás tenho a certeza, que todos nós temos o péssimo hábito de olhar para alguém que passa por nós e classificá-lo de algum modo, mesmo que não o manifestemos. Instintivamente inserimos esse determinado alguém numa determinada categoria atendendo a uma determinada ideia pré – concebida que criamos, meramente baseada numa determinada forma de vestir e num determinado comportamento.
    Não é que o façamos de propósito, é natural. Por mais que neguemos, a primeira impressão vale muito, e isto é a prova disto.
    Achamos retardados os que têm raciocínio mais lento que o nosso, inúteis ou deficientes físicos, inconvenientes quem diz as verdades quando não dá jeito. Dividimos assim, a sociedade em que vivemos em grupos: marrões, negros, ciganos, aldrabões, criminosos, bêbados, drogados, inúteis, ricos, pobres, homossexuais, mendigos, supérfluos, entre muitos outros, que seriam impossíveis de enumerar.
    Preconceitos e estereótipos estão associados aos rótulos que atribuímos. Mas, quando o fazemos, esquecemo-nos que o “rotulado” é uma pessoa, tal como nós, com sentimentos e emoções, e que o podemos ferir com este hábito fútil de marcar as pessoas como um mero artigo de supermercado.
    É verdade que o exterior diz muito acerca do que somos, mas há coisas que só podemos ser de verdade com o tempo. As palavras não dizem o que somos.
    Mas serão então os rótulos assim tão maus? Sim, não, talvez. O rótulo, apesar das controvérsias, é uma forma de defesa. Caberá então a cada um de nós pesar ambos os lados e decidir em plena consciência o melhor a fazer.

Daniela Silva
Ano/Turma: 10º 1
Amo Lectivo 2009/10
Disciplina: Português
Professor: Luís Camacho

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Optimismo e Pessimismo

São qualidades da personalidade. O optimismo é considerado uma virtude, com benefícios para a saúde psicológica e física, como provam as várias investigações em populações saudáveis e doentes (cardíacos, HIV, oncológicos….). Estudos indicam que o optimismo cria felicidade.

Uma pessoa pessimista difere de uma pessoa optimista? As pessoas optimistas e as pessoas pessimistas, diferem no modo como lidam com os problemas, desafios e com a adversidade. As principais diferenças são:

Diferem na confiança: O optimismo requer que acreditemos em nós próprios, nas nossas capacidades e que, com a nossa atitude e pensamento positivo, podemos influenciar os acontecimentos da nossa vida. O optimismo é dependente da coragem. Perante um desafio, o optimista é confiante e persistente, enquanto o pessimista, tem expectativas de um futuro que pensa que não irá controlar - cria dúvidas e hesitações, antecipando o fracasso e o sofrimento.

Diferem nas expectativas: Às vezes as pessoas pessimistas, têm expectativas exageradas para si próprios e sobre os outros. Os pessimistas também costumam procurar a perfeição, nem se dando conta disso. O desejável, será criar objectivos realistas e identificar as situações que têm de ser aceites e as que podem ser alteradas. As expectativas sobre o futuro, estão relacionadas também, com o modo como interpretamos as causas dos eventos passados, que são em parte, histórias da nossa criação. O modo como familiares, professores… nos ajudaram a lidar com as situações, também contribui para o nosso pessimismo ou optimismo.

Diferem no estilo explanatório: O estilo explanatório dos optimistas é que os problemas “podem ser resolvidos, não hão-de durar para sempre, não destroem a vida toda, nem todas as suas áreas. Não são culpa pessoal. Com os pessimistas passa-se ao contrário”. Frasquilho citando Seligman.

Diferem também na comunicação (mesmo consigo próprios): Os pessimistas utilizam com frequência, pensamentos negativos, extremos - “nunca faço uma coisa de jeito…”; “nada corre bem para mim…”.

No 1º exemplo, está em evidência, uma generalização abusiva, porque não corresponde à verdade - todos nós fazemos algumas coisas bem. No 2º exemplo está também, de modo abusivo, o estabelecimento de uma regra, a partir de um acontecimento que, apesar de não ter corrido bem, podemos encontrar aspectos menos negativos.

Estas diferenças são importantes no modo como lidamos com o stress.

REALIZE O SEGUINTE EXERCÍCIO:
Pensamentos disfuncionais (à esquerda)/ Pensamentos saudáveis(à direita)

Todos me odeiam.  Alguns não gostam mas outros gostam.

A matéria é tanta que não posso viver a vida.  Posso organizar-me e continuar a ter momentos de diversão.

É uma actividade difícil e eu vou estragar tudo.  Posso fazer um plano de treino para me ajudar.

Se disser não, nunca mais me ligam.  Não posso satisfazer toda a gente

Fiz um erro inaceitável.  Todos eram. Há que aprender a corrigir.

Fiz figura de parvo a falar.Consegui falar, isso é importante

Sou um falhanço, não vou a lado nenhum.  Sou confiável e empenho-me naquilo que faço.

Sempre foi assim, não posso mudar.  É só um mau hábito que posso ultrapassar.

Não consigo relaxar.  Se respirar fundo, relaxo um pouco.

É o pior dia de sempre.  É um dia mau.

Vou rebentar.  Vou mudar.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Níveis de criatividade

Usualmente considera-se que uma pessoa criativa é aquela que tem ideias originais. Mas, embora esta capacidade seja uma parte da inteligência criativa, para Robert Sternberg, psicólogo, formador na Universidade de Yale, ela não constitui, a totalidade das competências que um criativo deverá revelar.

Para este autor, a criatividade, é o resultado de três aspectos da inteligênciao criativo, o analítico e o prático.

Uma pessoa criativa, segundo Sternberg, deverá exibir:
- Inteligência criativa que é a “aptidão para ir mais longe do que é evidente a fim de gerar ideias originais e interessantes”.
- Inteligência analítica que é a “aptidão para analisar e avaliar ideias, para resolver problemas e tomar decisões”, e também avaliar as suas próprias ideias.
- Inteligência prática que é a “ aptidão para converter a teoria em prática e as ideias abstractas em realizações práticas”.

Sternberg apresenta esta tipologia, de níveis de criatividade:
Nível 1 – Em tarefas deste nível, espera-se que sejamos capazes de identificar os detalhes presentes no material, e de compreender os conceitos ou ideias, assim como, ligeiras modificações no seu uso habitual.
Nível 2 – Em tarefas deste nível, espera-se que sejamos capazes de fornecer uma nova variação no conceito, ideia ou uso do material/situação, apresentado.
Nível 3 – Tarefas deste nível, requerem que sejamos capazes de detectar que certos aspectos no material/ situação, se alteraram. Espera-se que construamos uma modificação/variação, significativa, a partir dessas alterações.
Nível 4 – A este nível, as tarefas são apresentadas com um montante significativo de ambiguidade, desafiando-nos a criar, com base em informações e ideias, que não foram facultadas.
Nível 5 – Tarefas a este nível, desafiam-nos a criar situações, originais, para além das estabelecidas.

Competências dos novos profissionais:

Criatividade, saber fazer, domínio da língua, gestão de tempo…..” António Câmara, Professor Catedrático da FCT – UNL e Presidente da YDREAMS,  Revista “Exame”, Março de 2009

Para saber mais, sobre este assunto, o livro:
"Inteligência de Sucesso” Robert Sternberg,Editora: Ésquilo