sexta-feira, 23 de junho de 2017

Referencial de Educação para a Saúde


Por despacho de 16 de maio do Senhor Secretário de Estado da Educação, foi homologado o Referencial de Educação para a Saúde.
Este Referencial pretende ser uma ferramenta educativa flexível, passível de ser utilizada e adaptada em função das opções e das realidades de cada contexto educativo, desde a educação pré-escolar ao ensino secundário, nas suas diferentes modalidades, em qualquer disciplina ou área disciplinar.
Como documento de referência, orientador na promoção e educação para a saúde, contribui para o desenvolvimento integral das crianças e jovens, tornando-os mais aptos para uma cidadania ativa e responsável.
Retirado de: http://www.dge.mec.pt/ e http://nutrimento.pt/


sexta-feira, 16 de junho de 2017

ONU lança página inteiramente dedicada aos direitos humanos




Criada pelo UNIC Rio, www.dudh.org.br possui informações completas sobre o sistema internacional de direitos humanos, vídeos e notícias atualizadas diariamente.
Quer conhecer a Declaração Universal dos Direitos Humanos e até baixar este e outros documentos para seu celular? Gostaria de saber a história da implementação da Declaração, que é hoje o documento mais traduzido do mundo? Tem interesse em conhecer como funciona o sistema internacional criado para promover e proteger os direitos humanos?
Em língua portuguesa

ESCOLA da INTELIGÊNCIA



A Escola da Inteligência é um programa educacional que objetiva desenvolver a educação socioemocional no ambiente escolar. Fundamentada na Teoria da Inteligência Multifocal, elaborada pelo Dr. Augusto Cury, a metodologia promove, por meio da educação das emoções e da inteligência, a melhoria dos índices de aprendizagem, redução da indisciplina, aprimoramento das relações interpessoais e o aumento da participação da família na formação integral dos alunos. Todos os envolvidos - professores, alunos e familiares – são beneficiados com mais qualidade de vida e bem-estar psíquico. Atualmente, o Programa atende diretamente mais de 200 mil alunos em escolas de todo Brasil.

terça-feira, 13 de junho de 2017

terça-feira, 6 de junho de 2017

Discriminação nas Escolas: ILGA lança projeto de cidadania ativa em contexto escolar

A Associação ILGA Portugal – Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo – lança hoje um novo projeto de promoção da cidadania ativa de jovens em contexto escolar na região norte do país, com a designação de Aliança Da Diversidade (ADD).
De acordo com os dados da Agência para os Direitos Fundamentais da União Europeia, 94 dos jovens LGBT ouvem ou testemunham comentários e comportamentos negativos em contexto escolar em Portugal. As vítimas de crimes de ódio e de discriminação em função da orientação sexual e da identidade de género são bastante jovens. A violência é muitas vezes exercida por colegas e por familiares, e raramente é denunciada.
“Jovens LGBTI reportam mais episódios de bullying e discriminação, correndo maior risco de exclusão. Tal como demonstrado de forma exemplar no episódio recente ocorrido na Escola Secundária de Vagos, em Aveiro, promover a solidariedade entre pares e a visibilidade neste âmbito é a melhor forma de prevenir a violência e a discriminação”, afirma Telmo Fernandes, coordenador do projeto.
Esta iniciativa pretende, assim, fornecer recursos e ferramentas para que estudantes que frequentem estabelecimentos de ensino na região norte do país possam organizar grupos, idealmente com a colaboração de professores/as ou outros elementos significativos da comunidade escolar, que se constituam como dinamizadores de atividades regulares de visibilidade positiva da diversidade em função da orientação sexual, da identidade e expressão de género em contexto escolar, e como polos ativos de prevenção da discriminação dentro das escolas. Paralelamente, o projeto, que tem sede na cidade do Porto, irá disponibilizar um atendimento e acompanhamento psicossocial semanal a jovens LGBTI.
O projeto ADD recebeu o apoio do programa Portugal 2020 no âmbito do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (Eixo Prioritário 3), cuja entidade gestora é a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, fortalecendo o compromisso do Governo português no combate à discriminação e na inclusão das pessoas LGBTI.
 “A ILGA Portugal tem desenvolvido inúmeras iniciativas e recursos educativos com vista ao combate ao bullying homofóbico e transfóbico. Este projeto surge para aprofundar este trabalho e o objetivo é que possa vir a ser alargado a todo o país. Hoje estaremos na manifestação Escola Sem Homofobia em frente ao Ministério da Educação também para reforçar a importância destas ações”, acrescenta Marta Ramos, Diretora Executiva da ILGA Portugal.
Retirado de: http://www.ilga-portugal.pt/noticias/936.php

Emploi Store (França): plataforma de procura de emprego e formação



A Emploi Store é uma plataforma inovadora em linha dedicada a todos aqueles que procuram emprego e formação em França. Mas tem também uma «Dimensão Europeia».  
A Pôle Emploi criou a Emploi Store, uma base de dados que permite pesquisar praticamente tudo o que está relacionado com os serviços de emprego. Quer precise de ajuda na elaboração de uma candidatura, no aperfeiçoamento das suas competências em matéria de entrevistas ou na procura de um emprego, a Emploi Store oferece-lhe acesso direto a toda uma lista de aplicações, sítios Web e ferramentas que permitem organizar-se. Uma grande variedade de ferramentas interativas de ponta de utilidade acessíveis e prontas para usar na Emploi Store.


segunda-feira, 5 de junho de 2017

Entrevista a Augusto Cury


Entrevista de Bárbara Wong a Augusto Cury que saíu no Publico a 3.6.17, com o título Há entre os jovens uma “explosão de frustração":

“Está a confundir-se a síndroma do pensamento acelerado com hiperactividade e há erros de diagnóstico no mundo todo”, diz o psiquiatra brasileiro Augusto Cury, que tem livros publicados em 70 países.

Augusto Cury é psiquiatra e autor de dezenas de livros. Muitos são de auto-ajuda, outros são aquilo a que o próprio chama “romance psiquiátrico”, ou seja, ao longo da trama o autor vai introduzindo informação técnica e científica, de uma forma pedagógica. Os seus livros vendem milhões e alguns já chegaram à televisão.
O brasileiro veio a Portugal para o lançamento de  O Homem mais Inteligente da História (editado pela Pergaminho em que revela como se converteu ao cristianismo ao estudar a “mente fascinante de Jesus”, mas sobretudo confessa uma enorme preocupação com a educação das novas gerações e com as doenças mentais:

B.WCritica os pais que compram os filhos com bens materiais...
Em todo o mundo há pais que transferem dinheiro, carros, casas, mas não conseguem falar das suas lágrimas para que os filhos venham a ser capazes de chorar as deles. É preciso educação socioemocional. Os pais não se apercebem de que quando elevam o tom de voz, quando criticam ou comparam, tornam-se predadores da emoção dos seus filhos. Os pais pioram os seus filhos porque não conhecem o funcionamento da mente. O mesmo fazem os professores.

B. W: Mas também vemos pais que mostram desinteresse. Por exemplo quando um filho está a chamar a atenção e o pai dá-lhe um smartphone...
Há um problema sério no mundo. Já sabemos que os ecrãs não acalmam nem aliviam a ansiedade, mas sufocam o tédio, dando a falsa noção de que as crianças e jovens estão calmos. E os pais utilizam essa ferramenta porque não conseguem brincar, dialogar, ajudar os filhos a reflectir porque eles também estão stressados. Eles também são vítimas da síndroma do pensamento acelerado. Uma criança de sete anos tem mais informação do que tinha um imperador no auge de Roma.

B. W: E isso tem consequências?
Isso gera agitação mental e sintomas como dores de cabeça, musculares, cansaço, sofrimento por antecipação, baixo limiar para a frustração, dificulta a memória. Sintomas que pais e crianças sentem. Os pais eximem-se da sua responsabilidade de criar alternativas para educar de uma maneira inteligente. Por isso é que as crianças e adolescentes estão cada vez mais agitados.

B. W: E são diagnosticados como hiperactivos?
Está a confundir-se a síndroma do pensamento acelerado com hiperactividade e há erros de diagnóstico no mundo todo. Digo isso no livro: estão a ser prescritas drogas de obediência para um problema que nós criámos. 

B. W: Há um problema maior de saúde mental do que há dez ou 20 anos?
Hoje é gravíssimo! Estamos assustados porque antigamente uma pequena quantidade de pessoas poderia ter um problema de saúde mental, hoje sabemos que uma em cada duas tem ou vai desenvolver um transtorno emocional. Metade da população! Destes quantos procuram tratamento? Talvez nem 1%. Por isso, o melhor é a prevenção. É mais inteligente e democrático. Neste livro falo de ferramentas preventivas.

B. W: Tais como, por exemplo?
Costumo dizer que não devemos apenas fazer higiene oral, mas mental. Isso é prevenção. A cada 40 segundos suicida-se uma pessoa e a cada quatro segundos uma pensa em suicídio. 

B. W: Falou de automutilação, de suicídio, como é que olha para o fenómeno da Baleia Azul?
Há 20 anos que estamos numa epidemia de suicídio. E é um paradoxo porque estamos perante uma poderosa indústria do lazer, capitaneada pelo cinema, o desporto, os smartphones. Mas temos a geração mais triste e com a mais baixa capacidade de contemplar o que é belo, de elaborar experiências, de fazer muito do pouco. O índice de suicídio entre os dez e os 15 anos aumentou 40%. Esse jogo é apenas a ponta do icebergue.

B. W: Quem são os jovens que pensam no suicídio? São os que estudam mas não têm perspectivas para o futuro?
No Brasil, o maior estrago da corrupção não foi nas finanças do país, mas no inconsciente colectivo de toda uma geração de jovens que viram a sua esperança ser esmagada. A falta de perspectiva, a competitividade atroz na sociedade capitalista, a dificuldade de acesso à universidade são elementos stressantes, mas não explicam a explosão de frustração. A dificuldade está em gerir as emoções. A humanidade não estava preparada para a avalanche de estímulos. Por isso, defendemos que as pessoas seleccionem a informação. Nas escolas deveriam ensiná-los a ler jornais e revistas, para que não sejam manipulados por políticos autoritários com soluções mágicas, radicais e inclusive fascistas que seduzem milhões de jovens. Estou muito preocupado com isso.

B. W: Mas há esperança!...
A esperança está na educação. Sem uma educação socioemocional e de gestão da emoção a nossa espécie é quase inviável porque os instintos de sobrevivência prevalecem sobre a cooperação, generosidade e altruísmo.

B. W: Mas neste livro [O Homem mais Inteligente da História] há uma forte crítica ao actual sistema de ensino e à forma como as crianças são educadas naquilo a que chama a “era da informação”...
Exactamente. Temos de mudar da “era da informação” para a “era do eu como gestor da mente humana”. Sem isso não vamos produzir mentes brilhantes, com consciência crítica.


B.W: O que é preciso mudar nas escolas?
Se pegarmos nos alunos do pré-escolar até ao doutoramento, verificamos que não damos ferramentas para que se tornem autores da sua própria história, para terem consciência crítica, capacidade de escolha. Não desenvolvem capacidades para colocar-se no lugar do outro, serem resilientes, tolerantes à frustração, generosos. Estes jovens estão preparados para os desafios profissionais, sociais, para as preocupações com a segurança alimentar e aquecimento global, mas não passarão de “meninos” com um diploma nas mãos. Portanto, a educação mundial tem de contemplar a gestão da emoção.

B. W: E como é que isso se faz?
No Brasil estamos a aplicar o Programa Escola da Inteligência, que é um projecto de gestão de emoção, inserido no currículo. Temos 250 mil alunos do pré-escolar ao secundário a quem, uma vez por semana, ensinamos a desenvolver capacidades para protegerem a emoção. Para isso, é preciso entregarmo-nos sem esperar nada em troca. Segundo, entender que atrás de uma pessoa que fere está uma pessoa ferida. Terceiro, não ser agiota da emoção. Os que elevam o tom de voz, apenas apontam falhas, não brincam, não transformam as crises em oportunidades de [as crianças] se reinventarem são pais e professores implacáveis.

B.W: Existem outras regras?
Sim, a quarta é a vingança que nos alivia um minuto, enquanto o perdão inteligente alivia uma vida. Vivemos numa era de autopunição e é preciso ensinar as crianças e os adolescentes a perdoarem os outros e a si mesmos. E há outras. O importante é perceber que não adianta fazermos seguros de vida se não protegermos o maior de todos os bens, que é a emoção.


quarta-feira, 31 de maio de 2017

E-book: "Envolvimento dos alunos na escola: perspetivas da psicologia e educação – motivação para o desempenho académico"


http://www.ie.ulisboa.pt (ler na íntegra)

Este E-book tem por título “Envolvimento dos Alunos na Escola: Perspetivas da Psicologia e Educação – Motivação para o Desempenho Académico / Students´ Engagement in School: Perspectives of Psychology and Education – Motivation for Academic Performance”. Reúne um conjunto de investigações apresentadas no “II Congresso Internacional Envolvimento dos Alunos na Escola” (IICIEAE2016), que ocorreu no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (IEUL), nos dias 11, 12 e 13 de julho de 2016. Os artigos recolhidos incluem também produtos de conferencistas e de investigações realizadas na continuidade do “Projeto Envolvimento dos Alunos na Escola” — PTDC/CPE-CED/114362/2009, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) — e atendem a uma pluralidade de abordagens que, tendo como referência contextos internacionais e nacionais diversos, procuram refletir sobre um conjunto de questões que remetem para os benefícios do envolvimento dos alunos na escola. Os artigos apresentados, escritos em língua portuguesa, inglesa e espanhola, deixam um importante legado que amplia o património da Psicologia e da Educação. Para além dos estudos de aprofundamento incluídos neste E-book, encontra-se disponível, também no site do IEUL, o Livro de Atas do IICIEAE2016.