sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Praxes ou bullying perigoso?

Artigo do psiquiatra PEDRO AFONSO no Publico de hoje:
Defendo que as praxes devem obedecer a um código de conduta. 
As mortes de estudantes da Lusófona ocorridas na praia do Meco e o julgamento de ex-alunos do Colégio Militar foram notícias recentes associadas a praxes académicas e que merecem alguma reflexão.
Começo por referir que fui estudante de Medicina em Coimbra de 1987-1993, e fui praxado. Um dia por volta da meia-noite quando regressava a casa, acabei por ser apanhado por um trupe de alunos mais velhos. Foi aplicado o respectivo código da praxe (em Coimbra havia um código da praxe com regras claras) e, atendendo às altas horas da noite, impróprias para um caloiro, fui punido com umas tesouradas no cabelo. No dia seguinte, embaraçado pelo estado ridículo em que ficara o meu cabelo, dirigi-me a um barbeiro que havia na Praça da República, a quem chamávamos o “Pepe rápido”; era assim conhecido, devido à rapidez com que cortava o cabelo. Sentei-me e, quando ia dar uma explicação para a minha triste figura, o barbeiro murmurou, num tom complacente: "Não se preocupe, hoje já é o sétimo!..."
A minha experiência de praxe foi globalmente positiva. Em Coimbra havia uma tradição de praxe académica, com regras, que servia para integrar os caloiros, facilitando que os alunos de diferentes cursos se conhecessem, e deste modo fossem criadas novas amizades. Mas confesso que, por aquilo que tenho visto e lido, muitas das praxes atuais pouco ou nada têm a ver com esse espírito.
Os rituais de praxe são realizados habitualmente em grupo, num ambiente de grande excitação e exaltação colectiva. Neste contexto, os mecanismos dos limites sociais estão enfraquecidos, criando-se condições para o aparecimento de violência física ou psicológica, expressas através de humilhações gratuitas. O perigo reside no risco de alguns veteranos apresentarem mentes psiquicamente perturbadas, encontrando na praxe o ambiente propício para expressarem as suas frustrações pessoais e agressividade, frequentemente com contornos de perversão. Assim, a praxe passa a ser bullying. Muitas das praxes a que assistimos podem ser considerados comportamentos de bullying, já que configuram atos intencionais de agressão física ou psicológica que envolvem uma disparidade de poder entre os agressores e as suas vítimas.
Como estas praxes ocorrem em idades mais avançadas, comparativamente, por exemplo, com a adolescência, a violência dos rituais torna-se não apenas mais sofisticada como também mais perigosa. Se juntarmos a este fenómeno o fato dos rituais da praxe serem muitas vezes realizados sob o efeito desinibidor do álcool (e por vezes drogas), a situação pode adquirir contornos de grande gravidade.
Basta, portanto, que haja um individuo perturbado psiquicamente a liderar um grupo de praxe para que os comportamentos possam adquirir contornos de grande risco e violência. Porém, as perturbações mentais não explicam tudo. Num artigo recente (2013) da revista científica International Journal of Adolescent Medicine and Health, os autores concluem que a evidência científica não suporta a ideia de que a maioria das ações cruéis são intrinsecamente patológicas, no sentido de serem motivadas por perturbações mentais. Por esta razão, apenas as regras morais e as ações legais (e não as intervenções psiquiátricas) poderão dissuadir o ser humano desta forma de crueldade.
Defendo, portanto, que as praxes – como grande parte dos comportamentos sociais – devem obedecer a um código de conduta, devidamente regulamentado, no qual deve ficar claro a proibição de rituais de humilhação gratuita, bem como de condutas violentas que possam colocar em perigo a integridade física dos caloiros ou susceptíveis de provocarem qualquer dano psicológico. Além disso, deve ficar explícito que a praxe deve ser voluntária, sendo que o seu objectivo principal é facilitar a integração dos novos alunos. As regras da praxe poderão ser elaboradas entre os alunos e as respetivas universidades, de forma a poderem ser punidos aqueles que desrespeitarem os princípios da mesma.
A praxe deve ser discutida às claras e regulamentada entre as partes, de modo a evitarem-se situações de bullying que são inaceitáveis em sociedade e que devem ser repudiadas por todos nós.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Programa de Literacia Social



O LED on Values é um Programa de Literacia Social dirigido à comunidade educativa. O programa pretende ser a sinalização moderna de um porto seguro, onde se acolhem todos os barcos e todas as experiências. É o ancoradouro que assegura a carga luminosa e orientadora dos LED’s.

Nas palavras de Roberto Carneiro, “a viagem segura e que leva a bom porto necessita de bússola. Na desorientação, dificilmente a navegação poderá ser devidamente levada a cabo. (…) O LED on Values visa proporcionar esta bússola gratuita que muitos procuram e poucos encontram para orientar sabiamente a sua viagem de aprendizagem”. 
Explore o site e aceda a recursos de Literacia Social e o modo de o implementar na sua escola:

http://www.ledonvalues.org/

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Pensamento 31 - NÃO ATIRAR para CIMA dos OUTROS


"O melhor trabalho político, social e espiritual que podemos fazer é parar de projetar as nossas sombras nos outros" Carl G. Jung (psicanalista)

...e evitar deste modo, usar o outro para benefício pessoal... e impor-lhe a nossa visão distorcida da realidade.

TENHA UM ÓTIMO FIM DE SEMANA

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

ENTREVISTA a Daniel Sampaio




A Grande Entrevista.
Com Daniel Sampaio - Professor universitário; psiquiatra e terapeuta familiar
Entrevistador: Vitor Gonçalves

TEMAS ABORDADOS
Bullying
Depressão
Suicídio
Saúde Mental nas escolas
Tragédia do Meco que vitimou 6 jovens
...

Programa de Resolução de Conflitos

Programa de Resolución de Conflictos en Centros de Menores: Responsabilidad Social y Aprendizaje - Servicio


‐‐


(AQUI)


AUTORA: Mª INÉS LOMBRAÑA GARCÍA 
TRABAJO FIN DE GRADO DE EDUCACIÓN SOCIAL 2011/2012  - ESCUELA UNIVERSITARIA DE EDUCACIÓN DE PALENCIA
UNIVERSIDAD DE VALLADOLID

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Revista Brasileira de Orientação Profissional


Revista Brasileira de Orientação Profissional de acesso livre.
Editora: Associação Brasileira de Orientadores Profissionais

Aceder:
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_serial&pid=1679-3390&lng=es&nrm=.pf

GUIA - Habilidades para la Vida


Habilidades para la Vida - Guía Práctica y Sencilla para el Promotor Nueva Vida
(AQUI)


ÍNDICE
  1. Introdução
  2. Habilidades para a Vida
  3. Habilidades Sociais
  4. Habilidades para o Pensamento
  5. Habilidades para Gerir as Emoções



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Academia European Schoolnet - CURSOS GRATUITOS



A Academia European Schoolnet é a rede de 30 ministérios da Educação europeus, com sede em Bruxelas.
Como organização sem fins lucrativos, o seu objectivo é trazer inovação ao ensino e aprendizagem.

Recursos: Cursos gratuitos em várias áreas do conhecimento e outros recursos.
Destinatários: Professores de toda a Europa de escolas primárias a secundárias.

Aceder em:

domingo, 19 de janeiro de 2014

Pensamento 30 - A VIDA É...


"Não percas a esperança, nunca se sabe o que vai acontecer amanhã!"

António Coimbra de Matos* afirma: "A palavra chave da existência é transformação". 
Ou seja,  a vida fez-se não  para possuirmos coisas, mas para fazermos coisas, o prazer das conquistas, e para que nos transformemos na pessoa que sonhamos ser.

* Psicanalista

TENHA UMA ÓTIMA SEMANA

Manuais destinados à intervenção em contexto educativo



MindMatters (http://www.mindmatters.edu.au/)  Leading mental health and well being - apoia as escolas secundárias australianas na promoção e proteção da saúde mental dos membros das comunidades escolar. 

LUTO e PERDAS 










EDUCAR PARA A VIDA




BULLYING





COMPREENDER A SAÚDE MENTAL(STRESS)