quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Perturbação de Jogo


Segundo um estudo realizado a pedido da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em 2009, o número de jogadores dependentes está a aumentar em Portugal. Os valores indicam que já há no país cerca de 16 mil pessoas nessa situação. E, são cada vez mais novos.

O termo “Game Addiction” (Dependência a Jogos de Computador), refere-se à possibilidade que os jogos de computador têm, de criar dependência. A dependência limita a vida pessoal, familiar, escolar e social do jovem.
Segundo a literatura científica, quando um jovem se torna dependente dos jogos de computador, é muito possível que já manifestasse há algum tempo, perturbações/ alterações psicológicas mais ou menos graves, ou situações sociais frágeis. A dependência resultaria assim, de um acumular de certas situações.

VANTAGENS dos jogos de computador
As opiniões são contraditórias. Os que são a favor, apontam como factores positivos:

- Os cognitivos (aumento da atenção, da concentração, da capacidade de tomada de decisão, da criatividade, da capacidade de abordagem de uma situação de múltiplos pontos de vista, da possibilidade de colaboração interpessoal em estratégias de grupo, da capacidade de iniciativa e liderança, da percepção de eficácia pessoal),

- Os psico-sociais (redução do stress do dia a dia, proposta de novas formas de convívio social e de desafios pessoais, nomeadamente para pessoas que vivem situações de isolamento pessoal e social na vida real).

DESVANTAGENS dos jogos de computador
- Possam levar a ignorar os problemas do mundo real;

- Desmotivação e anedonia no mundo “real”;

- Isolamento pessoal e social, nomeadamente no que diz respeito à intimidade física;

- Vulnerabilidade a outros riscos (Valadas, 2008).

Frydenberg (2008) sugere que os adolescentes devem ser alertados para o prejuízo em:
- Reduzir a tensão através do consumo de substância e da exposição ao risco;
- Fechar-se e guardar para si as preocupações;
- Tentar ignorar um problema óbvio;
- Culpar-se pelos problemas;
- Resolver não fazer nada - desistir.

Adaptado de “A saúde do adolescente: o que se sabe e quais os novos desafios” Margarida Gaspar de Matos, Análise Psicológica (2008), 2 (XXVI) 251 – 263.

Consultar o estudo do SICAD:"Linhas de Orientação Técnica para a Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências sem Substância: A Perturbação de Jogo". em:  http://www.sicad.pt/

Este sítio foi concebido para que possa reconhecer alguns sinais do problema do jogo e para o ajudar a encontrar resposta para as suas preocupações:

*Imagem retirada de: www.ruadireita.com.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Biblioteca virtual

Vieira da Silva, Biblioteca, 1949

O CRC Virtual é a plataforma destinada à formação, com milhares de referências bibliográficas de monografias, publicações periódicas e centenas de documentos em texto integral, em acesso livre.

Pesquise aqui o  CRV virtual
Pode pesquisar também, os títulos disponíveis no Centro de Recursos em Conhecimento (CRC), Direcção Regional de Qualificação Profissional, em http://opac.iefp.pt/

Em seguida, escolha, à direita, Base FORMEI
e depois, ao alto, o separador FORMEI
Pode efectuar pesquisas por: assuntos, título, autor, etc.

Por exemplo:
Pesquisar em: escolha “Palavra(s) em assuntos”
No campo ao lado digite gestão (ou outro tema que lhe interesse) e clique.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Compreender um amigo


A maneira como demonstramos compreender a outra pessoa, aproxima-nos ou afasta-nos dela. Tudo depende do modo como comunicamos, nas suas diversas expressões.
Por vezes, não sabemos provar através da nossa comunicação, como a compreendemos. Também pode acontecer que não o façamos, por medo de uma relação mais íntima, ou porque simplesmente não estamos interessados em prestar algum apoio emocional, por diversas razões, o que pode comprometer a relação.


De acordo com Burleson (1984), a habilidade de comunicação empática (capacidade de se colocar no lugar do outro, e demonstrá-lo), pode ser avaliada em vários graus.

SITUAÇÃO
O que dirias a um amigo para o fazer-se sentir melhor, pelo facto de não ter sido convidado para uma festa de uma colega da escola?

Resposta 1: não dizer absolutamente nada. Nesta resposta (estamos na mesma a comunicar), demonstramos ignorar o que aconteceu ao amigo. É o menor grau de empatia.

Resposta 2 : “Não tens nada que sentir isso, e se sentires isso já não sou teu amigo” ou “Não sei porque te sentes assim, é só uma festa.” Nestas respostas, estamos a negar os sentimentos do amigo, como se ele não tivesse direito aos seus próprios sentimentos.

Resposta 3: “Mas vai haver mais festas.” Nesta resposta, ignora-se o sentimento do outro, mas há um reconhecimento implícito que sabemos que o outro gostaria de ter ido à festa.

Resposta 4: “Eu convido-te quando for uma festa minha.” Nesta resposta muda - se de assunto. Focaliza-se o evento em si, e não se demonstra reconhecer os sentimentos do amigo, pelo facto de não ter ido à festa.

Resposta 5: “Fico triste que não tenhas sido convidado”. Nesta resposta, revela-se a capacidade de compreender o outro, mas sem tentar perceber as emoções ou ajudar a resolvê-las.

Resposta 6: “Sei que te sentes mal, não é simpático ficar de lado. Dá para perceber que te sentiste rejeitado.” A este nível, o amigo já reconhece os sentimentos do outro. Demonstra, deste modo, imaginar o que o outro está a sentir. Estabelece-se assim, um laço mais forte e mais rico entre os dois amigos.

Imagem retirada de ciadeginastica.wordpress.com

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Portefolio - EFA

CURSOS EFA - Educação e Formação de Adultos 
O portefolio é uma recolha de documentação completa e rica, cuja forma e conteúdo varia de acordo com o objectivo a que se destina.

Em geral, a construção de um portfólio envolve:

• Descrever experiências pertinentes (de Trabalho e vida);

• Identificar como situações profissionais relacionadas com uma vasta gama de competências requeridas (Competências Gerais, Técnicas ...);

• Fazer prova da experiência citada (Por Exemplo, como cartas de Recomendação POR Parte dos empregadores);

• Inventariar resultados da aprendizagem formal, e não formal, com respeito às exigências em matérias de competências, em conjunto com uma descrição do contexto e fazer - Conteúdo da Experiência Profissional;

- Realizar uma reflexão crítica sobre a aprendizagem adquirida (e sobre o que falta adquirir). Esta reflexão é considerada um bom sinal de desenvolvimento pessoal, que é uma exigência muito importante na elaboração de portefolios.

Para Saber Mais: Revista Noesis.  Destacável nº 74 de Julho de 2008 "Portefólio - Uma Ferramenta de Apoio à Reflexão continuada."

O Texo foi Extraído de: «validação et des Reconnaissance acervo não formels et des informels Enseignants et formateurs de la FEP dans les États membres de l'UE» Centre pour le développement européen de la formation professionnelle -Office des publicações officielles des Communautés Européennes, 2008.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Daniela Silva 10º1

RÓTULOS


    Acredito, aliás tenho a certeza, que todos nós temos o péssimo hábito de olhar para alguém que passa por nós e classificá-lo de algum modo, mesmo que não o manifestemos. Instintivamente inserimos esse determinado alguém numa determinada categoria atendendo a uma determinada ideia pré – concebida que criamos, meramente baseada numa determinada forma de vestir e num determinado comportamento.
    Não é que o façamos de propósito, é natural. Por mais que neguemos, a primeira impressão vale muito, e isto é a prova disto.
    Achamos retardados os que têm raciocínio mais lento que o nosso, inúteis ou deficientes físicos, inconvenientes quem diz as verdades quando não dá jeito. Dividimos assim, a sociedade em que vivemos em grupos: marrões, negros, ciganos, aldrabões, criminosos, bêbados, drogados, inúteis, ricos, pobres, homossexuais, mendigos, supérfluos, entre muitos outros, que seriam impossíveis de enumerar.
    Preconceitos e estereótipos estão associados aos rótulos que atribuímos. Mas, quando o fazemos, esquecemo-nos que o “rotulado” é uma pessoa, tal como nós, com sentimentos e emoções, e que o podemos ferir com este hábito fútil de marcar as pessoas como um mero artigo de supermercado.
    É verdade que o exterior diz muito acerca do que somos, mas há coisas que só podemos ser de verdade com o tempo. As palavras não dizem o que somos.
    Mas serão então os rótulos assim tão maus? Sim, não, talvez. O rótulo, apesar das controvérsias, é uma forma de defesa. Caberá então a cada um de nós pesar ambos os lados e decidir em plena consciência o melhor a fazer.

Daniela Silva
Ano/Turma: 10º 1
Amo Lectivo 2009/10
Disciplina: Português
Professor: Luís Camacho

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Optimismo e Pessimismo

São qualidades da personalidade. O optimismo é considerado uma virtude, com benefícios para a saúde psicológica e física, como provam as várias investigações em populações saudáveis e doentes (cardíacos, HIV, oncológicos….). Estudos indicam que o optimismo cria felicidade.

Uma pessoa pessimista difere de uma pessoa optimista? As pessoas optimistas e as pessoas pessimistas, diferem no modo como lidam com os problemas, desafios e com a adversidade. As principais diferenças são:

Diferem na confiança: O optimismo requer que acreditemos em nós próprios, nas nossas capacidades e que, com a nossa atitude e pensamento positivo, podemos influenciar os acontecimentos da nossa vida. O optimismo é dependente da coragem. Perante um desafio, o optimista é confiante e persistente, enquanto o pessimista, tem expectativas de um futuro que pensa que não irá controlar - cria dúvidas e hesitações, antecipando o fracasso e o sofrimento.

Diferem nas expectativas: Às vezes as pessoas pessimistas, têm expectativas exageradas para si próprios e sobre os outros. Os pessimistas também costumam procurar a perfeição, nem se dando conta disso. O desejável, será criar objectivos realistas e identificar as situações que têm de ser aceites e as que podem ser alteradas. As expectativas sobre o futuro, estão relacionadas também, com o modo como interpretamos as causas dos eventos passados, que são em parte, histórias da nossa criação. O modo como familiares, professores… nos ajudaram a lidar com as situações, também contribui para o nosso pessimismo ou optimismo.

Diferem no estilo explanatório: O estilo explanatório dos optimistas é que os problemas “podem ser resolvidos, não hão-de durar para sempre, não destroem a vida toda, nem todas as suas áreas. Não são culpa pessoal. Com os pessimistas passa-se ao contrário”. Frasquilho citando Seligman.

Diferem também na comunicação (mesmo consigo próprios): Os pessimistas utilizam com frequência, pensamentos negativos, extremos - “nunca faço uma coisa de jeito…”; “nada corre bem para mim…”.

No 1º exemplo, está em evidência, uma generalização abusiva, porque não corresponde à verdade - todos nós fazemos algumas coisas bem. No 2º exemplo está também, de modo abusivo, o estabelecimento de uma regra, a partir de um acontecimento que, apesar de não ter corrido bem, podemos encontrar aspectos menos negativos.

Estas diferenças são importantes no modo como lidamos com o stress.

REALIZE O SEGUINTE EXERCÍCIO:
Pensamentos disfuncionais (à esquerda)/ Pensamentos saudáveis(à direita)

Todos me odeiam.  Alguns não gostam mas outros gostam.

A matéria é tanta que não posso viver a vida.  Posso organizar-me e continuar a ter momentos de diversão.

É uma actividade difícil e eu vou estragar tudo.  Posso fazer um plano de treino para me ajudar.

Se disser não, nunca mais me ligam.  Não posso satisfazer toda a gente

Fiz um erro inaceitável.  Todos eram. Há que aprender a corrigir.

Fiz figura de parvo a falar.Consegui falar, isso é importante

Sou um falhanço, não vou a lado nenhum.  Sou confiável e empenho-me naquilo que faço.

Sempre foi assim, não posso mudar.  É só um mau hábito que posso ultrapassar.

Não consigo relaxar.  Se respirar fundo, relaxo um pouco.

É o pior dia de sempre.  É um dia mau.

Vou rebentar.  Vou mudar.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Níveis de criatividade

Usualmente considera-se que uma pessoa criativa é aquela que tem ideias originais. Mas, embora esta capacidade seja uma parte da inteligência criativa, para Robert Sternberg, psicólogo, formador na Universidade de Yale, ela não constitui, a totalidade das competências que um criativo deverá revelar.

Para este autor, a criatividade, é o resultado de três aspectos da inteligência – o criativo, o analítico e o prático.

Uma pessoa criativa, segundo Sternberg, deverá exibir:
- Inteligência criativa que é a “aptidão para ir mais longe do que é evidente a fim de gerar ideias originais e interessantes”.
- Inteligência analítica que é a “aptidão para analisar e avaliar ideias, para resolver problemas e tomar decisões”, e também avaliar as suas próprias ideias.
- Inteligência prática que é a “ aptidão para converter a teoria em prática e as ideias abstractas em realizações práticas”.

Sternberg apresenta esta tipologia, de níveis de criatividade:
Nível 1 – Em tarefas deste nível, espera-se que sejamos capazes de identificar os detalhes presentes no material, e de compreender os conceitos ou ideias, assim como, ligeiras modificações no seu uso habitual.
Nível 2 – Em tarefas deste nível, espera-se que sejamos capazes de fornecer uma nova variação no conceito, ideia ou uso do material/situação, apresentado.
Nível 3 – Tarefas deste nível, requerem que sejamos capazes de detectar que certos aspectos no material/ situação, se alteraram. Espera-se que construamos uma modificação/variação, significativa, a partir dessas alterações.
Nível 4 – A este nível, as tarefas são apresentadas com um montante significativo de ambiguidade, desafiando-nos a criar, com base em informações e ideias, que não foram facultadas.
Nível 5 – Tarefas a este nível, desafiam-nos a criar situações, originais, para além das estabelecidas.

Competências dos novos profissionais:

“Criatividade, saber fazer, domínio da língua, gestão de tempo…..” António Câmara, Professor Catedrático da FCT – UNL e Presidente da YDREAMS,  Revista “Exame”, Março de 2009

Para saber mais, sobre este assunto, o livro:
"Inteligência de Sucesso” Robert Sternberg,Editora: Ésquilo

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Classificação de Profissões - Canadá

Este recurso destina-se a profissionais de áreas do aconselhamento vocacional e dos recursos humanos.

Trata-se de um guia (em francês) de competências essenciais http://www.cic.gc.ca.

Neste mesmo site, poderá ter acesso à CNP (em francês), que é uma classificação de profissões  (aqui) ,assim como o Guide sur les carrières (aqui).

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Álcool e o Cérebro

Até que ponto o consumo excessivo de álcool faz mal, a todos e, aos adolescentes, em particular?

Algumas respostas:
- “A extensão das alterações anatómicas que encontramos nos adultos dependentes do álcool, estão relacionadas com a idade em que começaram a beber” Jean – Luc Martiont de uma unidade de neuro-imagem e psiquiatra.
- A consolidação crónica do álcool, provoca uma morte neuronal importante e uma diminuição das capacidades cognitivas.
- Após a abstinência, os cérebros dos pacientes alcoólicos entraram num processo de recuperação parcial, juntamente com a capacidade cognitiva, que melhora.
- A recuperação é sustentada pela formação de novos neurónios e pela reorganização dos circuitos neuronais.

Extraído de “Une repousse de matière grise”, Patrick Philipon, publicado na revista Le Cerveau, nº 40, 2010


Legenda da imagem
À esquerda: O cérebro de um adolescente de 15 anos que não bebe (o cérebro está mais activo).
À direita:  O cérebro de um adolescente de 15 anos que bebe em excesso e de modo regular.

Como está a sua relação com o álcool?
Faça o teste na página do projecto Beba Com Cabeça:

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

João Matias 10º 2

DISCRIMINAÇÃO

    A discriminação é uma forma de intolerância e de parcialidade, pois significa tratar de forma desigual e injusta uma pessoa ou um grupo de pessoas.
    Discriminar é separar, distinguir, mas só é censurável quando essa acção não possui qualquer justificação válida e por todos aceite.
    É sabido que o mundo das pessoas se compõe de inúmeras diferenças. E a sociedade moderna ainda nos mostra diversas formas de discriminação, como sejam o racismo, o machismo e a xenofobia. Nestas situações, discriminam-se as pessoas pelo simples facto de pertencerem a outra raça, a outro género ou sexo, a uma nação estrangeira. Mas existem outros exemplos de discriminação como a social, na qual se excluem as pessoas de outra condição social ou aquelas que são consideradas menos dotadas. Também é muito comum a discriminação em função da religião e das características físicas e individuais.
    Eu acho natural identificar as diferenças existentes entre as pessoas, mas é reprovável a separação, a exclusão e o tratamento desigual que algumas pessoas fazem em função dessas diferenças naturais.
Ser uma pessoa de cor negra, de etnia cigana, mendigo ou homossexual, não significa algo a separar, excluir ou a tratar de modo diferente de todas as outras pessoas que conhecemos.
    Discriminar é, por isso uma atitude fria e censurável, pois julga as pessoas pelo seu aspecto ou por outra característica objectiva e não pelo essencial que é o carácter.
    Acabem, pois, com a discriminação.


JOÃO MATIAS
Ano Lectivo: 2009/10
Ano/Turma: 10º2
Disciplina: Português
Professor: Luis Camacho

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Adaptação ao ensino superior

Contributo para uma boa adaptação
O ingresso no ensino superior é motivo de orgulho, para o aluno, sua família e também para os seus professores.
Sendo reconfortante o sentimento de objectivo alcançado, no entanto, esta transição representa uma alteração nas rotinas diárias, bem como uma adaptação a novos ambientes, em particular para aqueles alunos que ingressam em Universidades do continente.
São escassas as investigações acerca da adaptação universitária dos estudantes portugueses, a nível do bem-estar psicológico, e de outros factores que promovem o sucesso escolar.

Os trabalhos de Saúl Neves de Jesus e Alda C. Martins, sobre o sucesso escolar dos estudantes do ensino superior, revelam que este, está dependente dos seguintes factores:

- Factores individuais (autonomia, auto-confiança, motivação e personalidade);

- Factores académicos (métodos de estudo, conhecimentos prévios, percepção da qualidade do ensino);

- Factores psicossociais (relação com a família, amigos, colegas e integração no grupo de pares).

Relativamente aos aspectos académicos (o método de trabalho que é imposto), mesmo os bons alunos no secundário, poderão ter que reequacionar as suas estruturas habituais de estudo, visto que, a nível do ensino superior, é suposto que os alunos sejam autónomos.

É também desejável que, perante resultados académicos menos positivos, saibam lidar com o insucesso.
Outro aspecto importante que interfere com o sucesso escolar, é também a gestão do tempo que é dispensado entre as actividades escolares e, por exemplo, o divertimento.

M. Fernanda Ferraz e Anabela Sousa Pereira – Universidade de Aveiro, afirmam que, a nível dos aspectos da personalidade, “os estudantes mais extrovertidos facilmente se envolvem nas relações com os outros e investem mais nesse grupo, criando um vasto círculo de relacionamentos e de suporte emocional, que os impedem de sentir saudade de casa.”

RECURSOS para a adaptação
http://www.transitionyear.org/
;http://jedfoundation.org/students/programs/transition-year

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Manual de Exploração Vocacional

Nem sempre é fácil identificarmos, a partir de todas as nossas experiências de vida, na escola e fora da escola, o que realmente nos interessa.
Se este exercício fosse fácil, mais simples seria realizarmos escolhas (escolares, profissionais e não só), acertadas.
Um portefólio é um instrumento que pode dar significado a todas essas experiências. É uma narrativa de vida.
Para ajudar a tomar decisões vocacionais, um modelo portefólio:

• Dados de identificação pessoal (certificados, diplomas, actividades ou formação extra-escolar).

• Balanço escolar (disciplinas preferidas e disciplinas com melhores resultados e o reverso).

• Balanço de experiências (actividades extra-curriculares e de lazer para identificar os pontos fortes e pontos fracos das suas competências).

• Identificar áreas de interesses (tempos livres, disciplinas, cursos, profissões).

•Traçar objectivos a curto e médio prazo (após o 9º ano, após o 12º ano ou quando atingirem os 30 anos).

• Assinalar as áreas de desenvolvimento pessoal que necessitam de mudar ou de melhorar para conseguirem atingir os seus objectivos.

Se a realização ocorrer como actividade lectiva, recomenda-se:
A sua divulgação: Quando finalizado o portefólio, deve ser promovida a sua apresentação oral, perante os colegas, professores ou até mesmo os pais. Isso será sentido pelos jovens como uma valorização dos seus trabalhos.
Esta actividade, foi adaptada do Manual de Exploração Vocacional que pode ser consultado,aqui. 

Este site, contém outros recursos e informações, que podem ser úteis.