segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Como relacionar-se com os professores?


Helena Marujo

Bárbara Wong jornalista do Público assina hoje neste mesmo jornal, um artigo com o título - Regresso às aulas: Como relacionar-se com os professores? – em que entrevista pessoas do meio científico e outras com responsabilidades educativas.
A psicóloga Helena Marujo, docente universitária e especialista em Psicologia do Optimismo é uma das entrevistadas e aqui está um resumo das suas respostas:

1. Enquanto encarregado de educação o que devo esperar da escola?
É preciso que os pais antecipem com os filhos o "lado entusiasmante de aprender, de aprender em conjunto e em relação, o trabalho e dedicação, ou esforço que implica, mas também o prazer do acto em si", diz Helena Marujo.
Ajuda conhecer o local, os caminhos, os espaços, os livros e materiais que se vão usar, resume Helena Marujo. Por esta altura, as compras para o regresso às aulas já estão todas feitas, mas a especialista, ligada à Psicologia do Optimismo, lembra que "estrear coisa novas é das memórias mais agradáveis que todos nós guardámos da preparação de um ano escolar. Motiva a querer usar, num processo novo e estimulante".

2. Como tirar partido da primeira reunião na escola, em que vou conhecer os professores do meu filho? O que devo fazer se penso que os professores não estão à altura?
Ouvir todas as informações, apresentar todas as dúvidas e "ir à espera do melhor", ou seja, "ir como colaborante e parceiro e não como competidor", recomenda Helena Marujo. "A escola e a família devem caminhar juntas, sobretudo para potenciar e optimizar o lado mais forte de cada aluno, ajudá-lo a chegar ao seu melhor, em vez de servir para limar ou tratar limitações", acrescenta.

3. Sobre o que é que devo falar com os professores relativamente aos meus filhos?
No entanto, Helena Marujo aconselha a "não avançar com descrições do filho em termos de problemas" e explica: "As expectativas de um professor sobre um aluno que não conhece fazem-se na base, muitas vezes enviesada, daquilo que um pai ou uma mãe dizem da criança, e se as histórias que os pais contam são sobre as limitações e dificuldades, então o professor ficará mais predisposto a ver problemas no aluno." Por essa razão, a psicóloga aconselha a que os pais falem do que os filhos têm de especial, os seus "talentos, forças pessoais e competências". "Têm tempo para falar de eventuais dificuldades, se vierem a surgir de futuro", diz. E ilustra que o primeiro contacto dos professores com os alunos deve ser como no início de uma relação de amor, em que "só vemos as qualidades, o que nos dá força para aceitar, mais tarde, os eventuais pontos menos fortes"

4.Devo ou não ajudar nos TPC?
…"se a experiência de ajuda for positiva, se for um momento bom para pais e filhos, se todos os envolvidos gostarem e ansiarem pelo momento do final do dia ou do fim-de-semana em que estudam em conjunto, sim". Mas se for um momento que "estraga" a relação entre pais e filhos, então é melhor não.
"Um filho é muito mais do que um aluno, e se só se fala de "já fizeste os trabalhos?", "quando é que tens teste?", "não andas a estudar nada...", então a vida fica tão reduzida, tão limitada, a relação tão pobre que esquece tudo o resto e se esvazia. A escola é apenas uma parte da vida"

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Estimular a criatividade



O designer Tim Brown fala sobre a poderosa relação entre pensamento criativo e jogos -- com muitos exemplos que você pode experimentar em casa (e um que talvez não deveria).

Conferência traduzida em várias línguas em ted.com, incluindo em língua portuguesa.

sábado, 3 de setembro de 2011

Manual - IST/VIH/Sida


Como levar uma mulher a falar da sua sexualidade diante de homens, ou como levar os mais jovens a falar da sua sexualidade diante de pessoas mais velhas da sua comunidade? Como falar da importância do uso do preservativo, se algumas pessoas do grupo têm condições económicas para comprar preservativos e outras não? Estas e outras questões poderão ser trabalhadas com recurso ao Manual do Facilitador.

Este manual aqui  ou em  Manual do Facilitador /2011 surgiu como forma de apoiar a equipa do projecto CRIAS na produção de material de Informação, Educação e Comunicação — IEC, na área das IST/VIH/Sida, adequado e eficaz para a população imigrante, com origem nos PALOP.

Com a publicação deste manual pretende-se partilhar um instrumento que demonstrou ser uma ferramenta de apoio útil e que poderá ser relevante na produção de material de IEC adequado e eficaz, junto de outros grupos mais vulneráveis às IST/VIH/Sida.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Guias - Protecção das Crianças e Jovens em Risco

Como lidar com crianças vítimas de violência doméstica ou de abuso sexual?

A Fundação Calouste Gulbenkian em conjunto com a Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR) apresentam um conjunto de guias.
O Guia de Orientação para Profissionais na Abordagem de Situações de Maus Tratos ou Outras Situações de Perigo, assim como os outros guias, são frutos de um protocolo assinado em Novembro de 2008 com o Instituto da Segurança Social e com a Generalitat Valenciana.
Aceder aos guias, aqui.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Biblioteca Digital - IEFP

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) procedeu à digitalização e disponibilização, em texto integral, da Colecção Formar Pedagogicamente.

Esta colecção é um suporte técnico-pedagógico de apoio à formação inicial e contínua de formadores, através da abordagem de temáticas que privilegiam os domínios do comportamento e da didáctica, e encontra-se na Biblioteca Digital do IEFP.

Aceder à BDigital.

domingo, 28 de agosto de 2011

Guião para a promoção do empreendedorismo



O Ministério da Educação através da DGIDC editou o documento: Promoção do Empreendedorismo na Escola – Guião para Escolas do Ensino Básico e Secundário

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A importância de dormir




Com:
 Helena Rebelo Pinto- Psicóloga
Teresa Paiva - Neurologista

Paula Torres de Carvalho jornalista do Jornal Publico realizou uma entrevista a estas investigadoras, com o título: Crianças e adolescentes portugueses só dormem metade do que precisam, a qual foi publicada neste jornal a 14 de Agosto de 2011. Com base em inquéritos realizados em várias escolas portuguesas taxas de sonolência excessiva em mais de 50 por cento dos estudantes, o que contribui para várias doenças e para o insucesso escolar.

Aqui está um pequeno enxerto dessa entrevista:

Teresa Paiva. "As crianças que dormem menos do que precisam têm um risco aumentado de hipertensão arterial, de diabetes, de insucesso escolar, de depressão e de insónia", explica, chamando a atenção para a gravidade da situação, já que se trata de "doenças crónicas que são problemas para toda a vida".
Dormir menos do que se precisa "afecta ainda a aquisição de conhecimentos abstractos" e traduz-se no insucesso escolar e nas dificuldades em relação à aprendizagem da Matemática, o que já se tornou num "problema nacional".
Mesmo que os jovens que trocam o dia pela noite acabem por dormir o mesmo número de horas, esse sono "não tem qualidade", afirma a médica. "Dormem fora da fase do sono, portanto o sono nunca tem tanta qualidade e sabe-se que, para além da depressão e da obesidade, o dormir assim tem um risco aumentado de cancro".
Está provado como a luz "tem importância para a saúde", nota Teresa Paiva. E, explicando o benefício de dormir de noite, lembra que "as primeiras células que existiram aprenderam a multiplicar-se de noite e não de dia" e que "são as hormonas [muitas das quais são produzidas exclusivamente quando estamos a dormir] que facilitam a divisão celular". Também é de noite que "há mais interacções entre os neurónios nas várias fases do sono". "Não somos nem ratos nem morcegos, não somos feitos para andar a dormir de dia", nota a neurologista, referindo que "temos relógios no organismo" e que "tudo se passa de forma muito padronizada, tanto durante a noite, como durante o dia relativamente aos horários alimentares e às produções hormonais".
O grande problema é que muitos adolescentes com estes hábitos recusam mudar. "Quando lhes fazemos uma proposta diferente, não querem, porque todo o seu esquema de relações sociais está montado para a noite e de outra forma perdem o círculo social que conhecem", explica aquela médica.
Verifica-se sempre uma grande resistência à alteração de hábitos. "Quando dizemos que uma criança de dez anos deve dormir dez horas e que os mais novos devem dormir muito mais, muitos pais deitam as mãos à cabeça", conta Helena Rebelo Pinto, defendendo que os hábitos de sono fazem parte de "uma aprendizagem que vem desde a mais tenra idade". A experiência mostra "como os pais sofrem, quando as crianças dormem mal e quantas práticas erradas têm para tentar que as crianças durmam bem", diz. Refere a importância de que "os pais tenham informações sobre o que se passa com o sono dos filhos", o que frequentemente não se verifica: "Muitos pais acham que as crianças têm de dormir o mesmo tempo do que eles e ir para a cama ao mesmo tempo que eles."
Na sua opinião, há na sociedade portuguesa "uma cultura de desvalorização do sono e um desconhecimento e conjunto de ideias erradas acerca do sono".
Atentas ao surgimento precoce de problemas do sono, Teresa Paiva e Helena Rebelo Pinto lançaram no último ano lectivo o projecto Sono-Escolas, que envolveu mais de cem estabelecimentos escolares em todo o país.
…
No âmbito deste projecto, a neurologista e a professora de Psicologia já escreveram três livros sobre o sono destinados a crianças de várias faixas etárias: Dormir É Bom, Dormir Faz Bem, para crianças dos três aos cinco anos; O Meu Amigo, o Sono, para crianças dos oito aos 12 anos e Os Mistérios do Sono para adolescentes dos 13 aos 18 anos.



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Empatia devia fazer parte dos currículos escolares


Simon Baron-Cohen é um dos grandes especialistas mundiais em autismo. É entrevistado por Joana Gorjão Henriques do Jornal Publico, cuja entrevista com o título, "Confrontar a vítima e matá-la implica desligar a empatia", se encontra publicada na edição de 21 de Agosto de 2011.

É professor de Developmental Psychopathology na Universidade de Cambridge e director do Autism Research Centre e da clínica CLASS (Cambridge Lifespan Asperger Syndrome Service) na mesma universidade. Escreveu vários livros, entre eles Mindblindness e The Essential Difference: Men, Women and the Extreme Male Brain, onde aborda a polémica questão de diferenças biológicas entre homens e mulhere.

Aqui está a sua resposta a uma das questões colocadas:

Sugere que aprender a empatia devia fazer parte dos currículos escolares. Como é que se ensina?
Muitas pessoas já o ensinam, embora não lhe chamem isso - ensinam a ter capacidades sociais, ou de cidadania, para garantir responsabilidade social. Os métodos usados são diferentes: às vezes são muito explícitos e ensinam a reconhecer expressões faciais, outros usam teatro... Há diferentes métodos que podem ser usados para ensinar ou estimular a empatia. Aprender a ouvir os pontos de vista dos outros, ter em conta as diferentes perspectivas é uma ferramenta muito importante de negociação e compromisso.

A entrevista na íntegra, encontra-se no meu outro blogue:




segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Apostar nesse filho

Edward Hopper


“ Não se pode gostar do filho, tem de apostar nesse filho. Não chega a empatia para o descobrir; precisa de responder, dar resposta complementar à necessidade do sujeito dependente e imaturo.”
Coimbra de Matos (psicanalista) Vária- Existo porque fui amado. Climepsi editores

Amar um filho, envolve sobretudo ser capaz de dar sem contar com o receber.
Resiliência tem que ver com a capacidade de um indivíduo em ultrapassar os traumatismos e construir-se apesar das feridas.
Está naturalmente relacionada com o amor por um filho, porque os pais podem ajudar as crianças a lidarem de um modo bem sucedido com as situações mais diversas, até as adversidades, tais como problemas familiares, doenças, ou com os pequenos e grandes problemas do dia a dia.

Aqui ficam algumas maneiras de promover resiliência nas crianças, adolescentes e jovens:

Pense positivo: os filhos precisam de ouvir os pais a pensar em voz alta de modo positivo, e a manifestarem determinação em lidar com as tarefas. Deste modo, ensina-se um sentimento de poder e promessa.
Perante um pedido dífícil, a ultima decisão é sua, e não precisa de explicar demasiado as razões porque lhe disse que "não".

Expresse amor e gratidão: não coloque o seu filho em situação de ter que adivinhar através dos seus sinais ambíguos, se o ama ou não. Os elogios devem ocorrer mais do que as críticas.
Crianças e adolescentes que são amados e apoiados, aprendem as expressar as emoções positivas e negativas. Facilite a expressão de todas as emoções, até mesmo as negativas. Ela tem direito a elas. E, ao expressá-las, dá ao seu filho a confiança que o "lado negro", que todos temos, é aceite, sem que isso destrua o vínculo que o une aos pais. Os pais que ajudam os filhos a se tornarem conscientes das emoções, de um modo apropriado (ex: verbalizando a tristeza se repara que a criança está triste, a alegria, se está alegre…), ajudam-nas a lidar com os eventos da vida, dando-lhes competência.

Viva de modo saudável: dê à criança uma vida saudável, com rotinas, hábitos alimentares saudáveis, sono adequado, exercício físico, actividades nas quais elas se possam expressar (mesmo que você fique… horas à espera que a actividade termine). O exercício regular, em conjunto com a atenção que dispensa à criança, e com o seu estímulo, em tudo em que ela se envolve de positivo, diminui as emoções negativas de ansiedade, raiva e depressão.

Competência académica: assegure-se que crianças e adolescentes alcançam competência académica. Mas não seja demasiado exigente. E, se o for, questione-se sobre os seus motivos, ou qual a personagem mais importante nessa cena, você e os seus interesses, ou o seu filho – basta olhar para o seu interior sem medo do que possa encontrar.

Expressões: dê importância à necessidade do seu filho se exprimir através de actividades musicais, artísticas, desportivas, ou outras, mas não exagere no tempo dispensado para elas.

Amigos: ter amigos e ficar ligado aos amigos e entes queridos, pode aumentar a resiliência.

Por último, com o seu filho evite ironia, sarcasmo, paradoxos. Use e abuse da serenidade e de uma palavra de conforto.

Visite o site: http://www.nasponline.org/

Adaptado de: