quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Curiosidades sobre o cérebro


O I Simpósio Champalimaud de Neurociências, sob o título Da base neuronal dos sentimentos, reuniu em Lisboa, de 18 a 21 de Set/2011, alguns dos maiores nomes da comunidade mundial de cientistas empenhados em perceber como funciona o cérebro humano.
O neurocientista português António Damásio proferiu a conferência da abertura.

Desse Simpósio, algumas curiosidades sobre o cérebro, reveladas pelos cientistas:
- Kelsey Martin, da Universidade de Califórnia em Los Angeles : "A natureza e a experiência pessoal (nature and nurture) combinam-se para nos dar a nossa identidade".

- Tobias Bonhoeffer, do Instituto Max Planck de Neurobiologia em Munique “Uma das propriedades mais fundamentais do cérebro é a sua capacidade de se adaptar rapidamente a alterações do mundo exterior". (A plasticidade)

Bonhoeffer conseguiu mostrar, como explicou na sua palestra, que as dendrites de cada neurónio - as terminações nervosas que recebem informação de outros neurónios - têm a capacidade de fazer crescer ou murchar os "espinhos" que possuem à sua superfície (os pontos por onde passa efectivamente a informação), conforme as necessidades de privilegiar ou não certas ligações com as suas congéneres.
E foi mais longe, especulando que esse processo tão básico poderá explicar por que é que, quando aprendemos a andar de bicicleta, é-nos muito fácil tornar a fazê-lo mesmo depois de décadas de interrupção. "Alguns dos espinhos que emergiram nas dendrites na altura da primeira aprendizagem persistiram num estado silencioso", explicou, e podem ser novamente reforçados."

- Daniel Wolpert, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido: "a pergunta mais simples que podemos fazer é a de saber por que é que nós e os outros animais temos um cérebro". E isso acontece: "Para produzir movimentos adaptáveis e complexos. As árvores não têm cérebro porque não se mexem e há uns animais, as seringas-do-mar, que digerem o seu próprio cérebro quando se fixam de forma permanente numa rocha."

- Ulrike Heberlein, da Universidade da Califórnia em São Francisco, que está à procura das bases genéticas de um comportamento da mosca- do-vinagre que até parece humano: quando uma mosca macho é rejeitada repetidamente por potenciais parceiras sexuais e não consegue acasalar... torna-se alcoólica!

Como é que os genes dão origem às estruturas cerebrais? Como é que os neurónios se interligam para produzir comportamentos? Como é que se constrói a memória? Como surge uma doença mental ou neurológica?
São algumas das questões, entre muitas que a neurociência investiga. Mas o cérebro é ainda um enigma.

Elaborado com base no artigo de Ana Gerschenfeld, Jornal Publico 24 de set de2011

Os resumos (inglês) do Simpósio, aqui. 

Imagem retirada de enciclopedia.com

domingo, 25 de setembro de 2011

Compreender os efeitos da rejeição


Ser ignorado pelos outros ou posto de parte - quanto é necessário para experimentar a dor e para duvidar do sentido da vida? A resposta rápida: não muito, refere Dr. Todd B. Kashdan psicólogo e professor de psicologia na George Mason University, no artigo Understanding Rejection's Psychological Sting (aqui).


Experiencias recentes com um grupo de pessoas num jogo de computador, simples e inútil, demonstram que depois de apenas cinco minutos de não receber a bola, as pessoas sentiram um aumento em desespero, tristeza e hostilidade, e uma diminuição na auto-estima, sentido de controlo e sentido na vida.
Todd B. Kashdamn sublinha que é fácil subestimar o poder da inércia do ostracismo, da parte de pais, professores, chefes e amigos e por tal negligenciam as consequências do mesmo em termos de sofrimento psicológico.
Se a rejeição provoca este sofrimento, compreende-se agora os efeitos devastadores do bullying.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Amizade entre rapazes


Niobe Way professora de psicologia na New York University, onde é especialista em psicologia do desenvolvimento adolescente, tem-se interessado sobre a amizade entre rapazes.
As suas investigações (20 anos de entrevistas), citadas pelo New York Times, indicam que as amizades entre rapazes são tão importantes para eles como são as amizades entre as raparigas.
As emoções são na mesma intensas, assim como o amor, as decepções e a perda quando há separações. Contudo, por questões educacionais e culturais, os rapazes não falam dos seus sentimentos pelos amigos, com receio de serem considerados afeminados, sendo este um preconceito da sociedade.

Sobre este assunto, ler o artigo Allowing Teenage Boys to Love Their Friends no New York Times,aqui.



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Como lidar com a transição de seu filho para a faculdade?

Alguns conselhos: 
  • Não tente tomar decisões pelo seu filho/a, no que respeita a actividades, amigos…;
  • Não se envolva em cada "crise do dia”.As crises podem ser passageiras e resolvidas por ele/ela, com sucesso;
  • Incentive o seu filho ou filha para pensar sobre as coisas e usar os recursos da faculdade;
  • Não tente impedi-los de cometer qualquer erro. Adultos jovens precisam aprender a ter responsabilidade e desenvolvem maior auto-estima e confiança de lidar com problemas e erros;
  • Não mude seu quarto em casa sem o seu conhecimento. Pode ser importante no momento de tantas mudanças, a sensação que alguma coisa perdura;
  • Não tenha medo de negociar com o seu filho/a as "regras da casa" à luz da sua nova independência e responsabilidade crescente, em questões como a gestão do dinheiro, ….Você não precisa concordar com tudo o que dizem ou fazem;
  • Relativamente ao aproveitamento escolar (às notas), se você está pagando a conta, você tem direito de saber como ele/ela está aproveitando os estudos. A Faculdade pode ser um enorme investimento financeiro. Isto é realmente uma questão de respeito mútuo, responsabilidade e comunicação saudável dentro da família. Eu recomendaria que você discuta esta questão desde o início para que ele/ela saiba o que esperar. 
Conselhos do Dr. Joan Lester, ex-diretor de Consultoria e Serviços Psicológicos em St. Joseph College, com base em: dr-ducharmes-blog.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Como relacionar-se com os professores?


Helena Marujo

Bárbara Wong jornalista do Público assina hoje neste mesmo jornal, um artigo com o título - Regresso às aulas: Como relacionar-se com os professores? – em que entrevista pessoas do meio científico e outras com responsabilidades educativas.
A psicóloga Helena Marujo, docente universitária e especialista em Psicologia do Optimismo é uma das entrevistadas e aqui está um resumo das suas respostas:

1. Enquanto encarregado de educação o que devo esperar da escola?
É preciso que os pais antecipem com os filhos o "lado entusiasmante de aprender, de aprender em conjunto e em relação, o trabalho e dedicação, ou esforço que implica, mas também o prazer do acto em si", diz Helena Marujo.
Ajuda conhecer o local, os caminhos, os espaços, os livros e materiais que se vão usar, resume Helena Marujo. Por esta altura, as compras para o regresso às aulas já estão todas feitas, mas a especialista, ligada à Psicologia do Optimismo, lembra que "estrear coisa novas é das memórias mais agradáveis que todos nós guardámos da preparação de um ano escolar. Motiva a querer usar, num processo novo e estimulante".

2. Como tirar partido da primeira reunião na escola, em que vou conhecer os professores do meu filho? O que devo fazer se penso que os professores não estão à altura?
Ouvir todas as informações, apresentar todas as dúvidas e "ir à espera do melhor", ou seja, "ir como colaborante e parceiro e não como competidor", recomenda Helena Marujo. "A escola e a família devem caminhar juntas, sobretudo para potenciar e optimizar o lado mais forte de cada aluno, ajudá-lo a chegar ao seu melhor, em vez de servir para limar ou tratar limitações", acrescenta.

3. Sobre o que é que devo falar com os professores relativamente aos meus filhos?
No entanto, Helena Marujo aconselha a "não avançar com descrições do filho em termos de problemas" e explica: "As expectativas de um professor sobre um aluno que não conhece fazem-se na base, muitas vezes enviesada, daquilo que um pai ou uma mãe dizem da criança, e se as histórias que os pais contam são sobre as limitações e dificuldades, então o professor ficará mais predisposto a ver problemas no aluno." Por essa razão, a psicóloga aconselha a que os pais falem do que os filhos têm de especial, os seus "talentos, forças pessoais e competências". "Têm tempo para falar de eventuais dificuldades, se vierem a surgir de futuro", diz. E ilustra que o primeiro contacto dos professores com os alunos deve ser como no início de uma relação de amor, em que "só vemos as qualidades, o que nos dá força para aceitar, mais tarde, os eventuais pontos menos fortes"

4.Devo ou não ajudar nos TPC?
…"se a experiência de ajuda for positiva, se for um momento bom para pais e filhos, se todos os envolvidos gostarem e ansiarem pelo momento do final do dia ou do fim-de-semana em que estudam em conjunto, sim". Mas se for um momento que "estraga" a relação entre pais e filhos, então é melhor não.
"Um filho é muito mais do que um aluno, e se só se fala de "já fizeste os trabalhos?", "quando é que tens teste?", "não andas a estudar nada...", então a vida fica tão reduzida, tão limitada, a relação tão pobre que esquece tudo o resto e se esvazia. A escola é apenas uma parte da vida"

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Estimular a criatividade



O designer Tim Brown fala sobre a poderosa relação entre pensamento criativo e jogos -- com muitos exemplos que você pode experimentar em casa (e um que talvez não deveria).

Conferência traduzida em várias línguas em ted.com, incluindo em língua portuguesa.

sábado, 3 de setembro de 2011

Manual - IST/VIH/Sida


Como levar uma mulher a falar da sua sexualidade diante de homens, ou como levar os mais jovens a falar da sua sexualidade diante de pessoas mais velhas da sua comunidade? Como falar da importância do uso do preservativo, se algumas pessoas do grupo têm condições económicas para comprar preservativos e outras não? Estas e outras questões poderão ser trabalhadas com recurso ao Manual do Facilitador.

Este manual aqui  ou em  Manual do Facilitador /2011 surgiu como forma de apoiar a equipa do projecto CRIAS na produção de material de Informação, Educação e Comunicação — IEC, na área das IST/VIH/Sida, adequado e eficaz para a população imigrante, com origem nos PALOP.

Com a publicação deste manual pretende-se partilhar um instrumento que demonstrou ser uma ferramenta de apoio útil e que poderá ser relevante na produção de material de IEC adequado e eficaz, junto de outros grupos mais vulneráveis às IST/VIH/Sida.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Guias - Protecção das Crianças e Jovens em Risco

Como lidar com crianças vítimas de violência doméstica ou de abuso sexual?

A Fundação Calouste Gulbenkian em conjunto com a Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR) apresentam um conjunto de guias.
Guia de Orientação para Profissionais na Abordagem de Situações de Maus Tratos ou Outras Situações de Perigo, assim como os outros guias, são frutos de um protocolo assinado em Novembro de 2008 com o Instituto da Segurança Social e com a Generalitat Valenciana.
Aceder aos guias, aqui.