segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Violência no namoro (1)


A Associação Académica de Coimbra realizou uma conferência sobre o tema “O que é a violência”. Foram convidados os especialistas Mário Simões, Rosário Pinheiro. Suzana Lucas e Madalena Alarcão apresentaram o tema da violência no namoro.


Num estudo que a investigadora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) Suzana Lucas está a desenvolver revela que “50 por cento das vítimas de agressão no namoro perdoam o agressor”. A convicção, por parte da vítima, que a agressão que sofreu resultou de um ato isolado, que “o outro vai mudar” o seu comportamento ou o medo de represálias”, são as razões mais frequentemente apontadas pelas vítimas para justificar o perdão ao agressor, acrescenta a investigadora.

Embora acredite que aquela atitude reflecte, de algum modo, a realidade, o estudo incide “apenas sobre 274 adolescentes vítimas de violência no relacionamento amoroso”, adverte Suzana Lucas, sublinhando que a investigação que está a desenvolver, no âmbito do seu doutoramento na FPCEUC, abrangerá mais de dois mil casos.

O Gabinete de Apoio ao Estudante da Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra não tem tido mãos a medir para «acompanhar os estudantes nas suas dificuldades de ordem psicológica», afirmou a directora Luísa Morgado, falando numa «procura muito considerável».

Os casos de violência no namoro constituem apenas uma pequena parte das razões que levam os alunos a procurar a ajuda dos psicólogos da Faculdade. «Também existem estudantes que precisam de acompanhamento psicológico devido a dificuldades de aprendizagem e integração», exemplificou a responsável.

Na prevenção da violência doméstica em contexto escolar, poder-se -à recorrer a:
 Prevenção da violência doméstica da UMAR (em 15 sessões)


Fonte: Jornal Publico – 15 de Dez de 2010; Associação Académica de Coimbra

Imagem retirada de: videolog.tv

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Inteligência criativa


A inteligência humana é hoje entendida como uma qualidade do comportamento que se manifesta na escola, no trabalho, nas relações interpessoais e na tomada de decisões.

Estas novas perspectivas no entender dos investigadores que as defendem, suportadas pelas recentes descobertas das neurociências, vêm alterar as práticas, nomeadamente a avaliação da inteligência através dos testes psicológicos tradicionais, assim como as estratégias pedagógicas no processo ensino aprendizagem.
A teoria da Inteligência de Sucesso de Robert Sternberg (1996) psicólogo na Universidade de Yale, ao defender esta perspectiva, representa a inteligência humana por três formas (triárquica) diferentes:  
- Inteligência Analítica ou Convencional
- Inteligência Criativa
- Inteligência Prática.

As três devem ser desenvolvidas em toda as disciplinas do currículo.

Hoje, falaremos só da Inteligência Criativa
A inteligência criativa é uma atitude em relação à vida, assim como uma capacidade que pode e deve ser treinada. O seu desenvolvimento, segundo Sternberg, requer:
Habilidades intelectuais – são a capacidade para analisar os problemas de maneira original e interessante; capacidade para reconhecer quando uma ideia é boa ou má; capacidade para convencer os outros sobre o valor das suas ideias.
Conhecimento – domínio que devemos ter de uma determinada área na qual pretendemos ser criativos (em qualquer área - científica, literária, artística, empresarial...).
Estilos de pensamento – modo como preferimos nos exprimir (uns modos facilitam mais a criatividade que outros).
Personalidade – certos atributos facilitam mais a produção criativa como sejam: o auto-conceito positivo, a capacidade de enfrentar o medo em correr riscos, ou a tolerância à incerteza.
Motivação: a motivação intrínseca é mais importante, pois as pessoas serão mais criativas se gostarem do que fazem, e não tanto pelas gratificações, por exemplo, que possam obter dos outros.
Ambiente: é necessário que este estimule e reconheça as ideias criativas.

As três inteligências estão relacionadas, mas “ a inteligência de sucesso é mais eficaz quando equilibra os três aspectos: o analítico, o criativo e o prático” Robert Sternberg.

Para saber mais sobre este assunto, o livro:
"Inteligência de Sucesso”
Robert Sternberg
Editora: Ésquilo

Imagem retirada de: http://criatividade.net/



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Testemunho de solidão

Testemunho anónimo de quem já passou pela solidão

    Solidão, como descrevê-la? Não há palavras e se as houver, têm que ter sido sentidas. Aquela solidão que nos mata cada dia, mais e mais. Bem, contarei o meu caso.
    Eu, como todas as crianças, tinha um sonho. Que era…não fazia a mínima. Porque digo isto de uma forma irónica?! Por causa da nossa inocência, quando estamos nesta etapa da nossa vida. Eu querer. Eu queria ter muitas amigas e amigos, roupas que me ficassem bem e me fizessem sentir bem. No meu ver, eu era um pouco ambiciosa. Bem não só isso, no decorrer da minha infância, fui vendo tantas actividades interessantes para fazer, e muitas línguas e outras matérias que poderia aprender para ser alguém com destaque em algum posto ou trabalho. Dizendo isto, em poucas palavras, possuir várias habilitações, habilidades e uma profissão que me agradasse. Pelo menos nisso, não era tão infantil.

    Mas a partir do momento em que entrei na passagem de criança para adolescente, o inferno veio à Terra. Comecei a notar que estavam a aparecer muitas diferenças no meu corpo, muitas das quais eu não estava a gostar. Como as mulheres têm pavor que lhe apareça no corpo, a tal celulite - e pelo me constava na definição de celulite na minha cabeça, só as pessoas gordas é que tinham isso - lá eu com a minha ignorância pensei que estava gorda, e nem sequer o estava. Mas mania é pior que loucura. Fixei que estava gorda até ao ponto de fazer uma dieta radical, numa idade de desenvolvimento, até chegar a uma anorexia nervosa. Tudo o que a minha mãe servia, quando estava só deitava na panela, mas quando tinha alguém por perto, fingia que comia e depois à primeira oportunidade deitava fora o comer. (Disparate !!! Tantas pessoas a morrer de fome e eu a fazer tal acto imperdoável aos olhos de Deus). E tudo o que é feito e é considerado uma asneira, tem más consequências. Perdi mais de dez quilos num mês e meio. Nada bom, ainda por cima naquela idade. Tudo isto foi o motivo de me fechar cada dia um pouco mais, e mais. Até fechar - me em quatro copas ou isolar-me, E isso levou a que eu criasse uma barreira entre mim e os meus colegas, podendo esses serem futuros e bons amigos.
    As amizades que tinha começado a criar desfaziam – se, pois afastava - me cada vez mais dessas pessoas e estas de mim. E, um dos factores do afastamento, foi a mudança de turma, embora se mantivessem quase todos na minha escola. Eu só falava com uma ou duas pessoas. A razão pela qual falava com estas, era por causa dos trabalhos de grupo, e por mais nada.
    Tudo surgiu quando comecei a não gostar de mim como era, tanto psicologicamente como fisicamente. O afastamento foi mais da minha parte, e isto como a minha amiga Anabel diz, é uma solidão imaginária. Porque apesar de sentir que me afastava cada vez mais deles, ainda estabeleciam relação comigo.

   Contudo, o tempo foi passando, e as relações foram cortadas definitivamente. E, como me apercebi que a solidão era o que me atacava nesse momento? Foi quando, por mais pessoas que tivessem a minha volta, parecia que tinha um buraco no meu peito, pois sentia que nunca ninguém iria me perceber. E, não foi só isso, quando mais precisei de ajuda, quem estava o meu lado? Humm…. Acho que não preciso de responder…obviamente… que ninguém. Constatação feita pela minha pessoa, estou só, mas agora, é real esta solidão. A minha família, que convivia comigo, começou a perceber que algo de errado se passava. O motivo pelo qual eles se aperceberam, foi porque não falava e isolava-me no meu quarto e não saia de lá até a hora das refeições, que mal as fazia ou comia. Claro, que toda esta situação foi-se manifestando a nível físico e escolar. Físico, como se diz, parecia uma zombie, por vezes não dormia nada, e ficava com aspecto de doente. E não só por não dormir, pois todos os dias eram derramadas imensas lágrimas numa face tão jovem, em que tinha a vida toda pela frente. Claro, disfarçava de todas as maneiras que não dormia e que chorava. Mas, houve um dia que não consegui disfarçar, e eles obrigaram-me a contar o que se passava. Contudo, nem uma palavra saia da minha boca. Tanto sofrimento que sentia, que para mim viver já não era o mesmo que antes. Que era, todas as manhãs despertar-me e espreguiçar-me e dizer “Este dia será melhor ou igual a todos os outros, espectacular”. Porque dizia isso?! Por causa de eu dar sempre o meu melhor e mesmo que tivesse havido uma discussão ou outra com alguém, nunca faltava um sorriso verdadeiro na minha cara. Pois, não havia motivos para não o fazer. Sorrir faz bem à saúde, tanto que este era sempre retribuído, por quem me conhecia. Também digo, que viver já não era mesmo, devido as responsabilidades começarem a crescer e eu cada vez mais fraca. Como se tivesse num deserto e em vez de puxar pelos meus neurónios e procurar um método para sobreviver e sair de lá, nada fazia. Era uma como uma “sanguessuga”, sugava todas as minhas forças, culpando-me por estar naquele deserto. Ficticiamente dito, era assim que me sentia. E claro, se na realidade tivesse num deserto, iria definhar aos poucos até morrer. Mas como prova, ainda estou viva.
   O que se pode concluir deste sofrimento pelo qual passei? É que superei e ergui a minha cabeça. Como o fiz? Primeiro passo, fazer algo para começar a gostar de mim. Deixar de tentar armar-me em forte e falar com alguém. Quem me surgiu? A minha mãe e depois buscamos uma solução juntas. Comecei a frequentar um psicólogo. E tudo foi-se resolvendo aos poucos. Ahh… se me perguntarem, porque recorri ao exemplo do deserto, e se estive perto da morte? Isto é, se tentei me matar? Não...mas pensei e quase o fazia. Não ia tentar, ia fazê-lo. Mas algo mais forte do que o desespero, impediu-me de fazer isso, o amor que sentia pela minha família. E como ainda tinha esse amor?! Não sei. Por isso comecei a acreditar mais em Deus, porque só Ele poderia despertar tal sentimento numa hora tão negra da minha vida. Esta crença em Deus, faz-me lembrar um dos poetas que a minha amiga Anabel falou, Alberto Caeiro, que vê Deus em tudo.

    Agora, estou vivinha da silva e crente a Deus. Eu quero passar uma mensagem a todos aos que tiveram a ouvir sobre  este caso extremo de solidão: Nunca se isolem. Se precisarem desabafar e compartilhar os vossos medos, façam-no e tentem fazê-lo com a pessoa que mais confiam, e verão que será mais fácil do que afastarem-se de tudo e de todos. E nem pensem, que tal acto é demonstrar que se é fraco. Não!!! Mas sim, que enfrentaram o maior medo que é falar do que sentem ou do que vos atormenta. Enfrentar tal factor, é ser -se uma pessoa muito forte, pois não é fácil, principalmente para os rapazes. E, além disso, procurem ajuda especializada. Estou a transmitir esta mensagem, porque não quero que passem pelo mesmo sofrimento que eu. Ao procurar ajuda especializada, recompus-me, apesar de estar desiludida comigo por causa da minha média escolar. Tendo acabado o secundário, posso ainda fazer melhorias, e é nisso que vou apostar. E vou dar o meu máximo para melhorar nas disciplinas, subir a minha média para ir para Universidade e tirar o curso que quero, enquanto estou desempregada, e como todos sabemos, isto está difícil para todos. Mas não é por isso que deixo de ter motivação todos os dias. Também tenho quem me apoie. Por ter enfrentado o maior medo, que era falar, e tendo passado tanto sofrimento, sinto-me a mulher mais feliz. Sim, porque que já tenho mais de 18 anos. Quis manter o meu anonimato, porque já muitas pessoas sabem do meu caso, não pormenorizadamente, como aqui descrevi. Mas, não quero que me apontem o dedo julgador como fiz comigo mesma. Espero ter ajudado no trabalho da minha amiga.

Antiga aluna de 12º ano

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pesquisar Inquéritos


A Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC) disponibiliza online um recurso -   Monitorização de Inquéritos em Meio Escolar - que dá acesso a trabalhos de investigação - doutoramentos e outros graus académicos. Poderá fazer o registo e aguardar que lhe enviem a respectiva password. Contudo, sem o fazer, pode explorar o estudo que lhe interessa.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

trabalhar na europa

As pessoas ao pretenderem trabalhar no estrangeiro, fazem-no por vezes, através de amigos ou familiares.
Mas, trabalhar num país europeu devidamente aconselhado e beneficiar de protecção e direitos no emprego, pode ser uma boa opção, a considerar. Se for esse o caso, contacte a conselheira da Rede Eures, do Instituto de Emprego da Madeira (aqui).  

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Resiliência

Edward Hopper

Resiliência é a capacidade de responder, de forma saudável e produtiva, a circunstâncias de adversidade ou trauma, sendo essencial para gerir o stress da vida quotidiana.

Definição:
- Alunos resilientes evidenciam capacidades para manter um comportamento equilibrado e ajustado aos contextos, bem como a sua autoconfiança e auto-estima, quando confrontados com a oposição dos outros ou quando as suas expectativas saem goradas.

- Alunos com dificuldades em resiliência evidenciam não saber lidar com pontos de vista ou opiniões divergentes das suas, com a oposição ou a hostilidade dos outros, deixando que isso influencie, afecte e invalide os processos de aprendizagem; Neste grupo, também encontramos alunos que se desorientam com facilidade, que perdem o seu auto- -controlo, frustrando-se quando os seus objectivos não são atingidos.

Acções (pedagógicas) potenciadoras da competência :
- Proporcionar experiências potencialmente geradoras de contrariedades com as quais os alunos devem aprender a lidar de forma positiva;
– Proporcionar espaços para análise dos problemas que vão surgindo durante os processos de aprendizagem, para que os alunos possam desenvolver estratégias de análise adequadas para lidar com situações frustrantes.

Acções (pedagógicas) bloqueadoras da competência
- Não proporcionar espaço de diálogo, discussão de ideias e de actuação onde os alunos se possam confrontar com situações de contrariedade ou de expectativas frustradas;
– Tomar sempre o partido dos alunos, decidindo de acordo com as suas expectativas para evitar reacções negativas, mesmo quando essas decisões não são as mais acertadas.

Extraído de Guião “Promoção do Empreendedorismo na Escola” Direcção – Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, 2007

Para saber mais sobre Resiliência: Separata da Revista DIRIGIR






sábado, 13 de novembro de 2010

Aprender a ler modifica o cérebro, mesmo em adultos


Investigação publicada hoje online na revista Science dá conta que cientistas e voluntários portugueses participaram num estudo internacional inédito sobre os efeitos da leitura no córtex cerebral, comparando analfabetos, leitores e ex-iletrados. Para isso, foi usada a ressonância magnética funcional, um exame de imagiologia que permite medir os níveis de actividade nas diferentes zonas do cérebro num determinado momento.

Uma das conclusões deste estudo de José Morais, professor jubilado de Psicologia da Universidade Livre de Bruxelas, é esta:
Quando se aprende a ler, é como se uma armada vitoriosa chegasse às costas desprevenidas do nosso cérebro. Muda-o para sempre, conquistando territórios que eram utilizados para processar outros estímulos - para reconhecer faces, por exemplo - e estendendo a sua influência a áreas relacionadas, como o córtex auditivo, para criar a sua própria fortaleza: uma nova zona especializada, a Área da Forma Visual das Palavras. Isto acontece sempre, quer se tenha aprendido a ler aos seis anos ou já na idade adulta.

O que se passa é que na falta de ordens evolutivas codificadas no nosso ADN,  o cérebro de cada pessoa que aprende a ler se modifica para acomodar as novas capacidades, porque tem uma grande capacidade plástica.

Elaborado com base no artigo de Clara Barata publicado no Jornal Publico de 13 de Novembro de 2010
Imagem retirada de Vestibular2011

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Game Addiction


Segundo um estudo realizado a pedido da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em 2009, o número de jogadores dependentes está a aumentar em Portugal. Os valores indicam que já há no país cerca de 16 mil pessoas nessa situação. E, são cada vez mais novos.

O termo “Game Addiction” (Dependência a Jogos de Computador), refere-se à possibilidade que os jogos de computador têm, de criar dependência. A dependência limita a vida pessoal, familiar, escolar e social do jovem.
Segundo a literatura científica, quando um jovem se torna dependente dos jogos de computador, é muito possível que já manifestasse há algum tempo, perturbações/ alterações psicológicas mais ou menos graves, ou situações sociais frágeis. A dependência resultaria assim, de um acumular de certas situações.

VANTAGENS dos jogos de computador
As opiniões são contraditórias. Os que são a favor, apontam como factores positivos:

- Os cognitivos (aumento da atenção, da concentração, da capacidade de tomada de decisão, da criatividade, da capacidade de abordagem de uma situação de múltiplos pontos de vista, da possibilidade de colaboração interpessoal em estratégias de grupo, da capacidade de iniciativa e liderança, da percepção de eficácia pessoal),

- Os psico-sociais (redução do stress do dia a dia, proposta de novas formas de convívio social e de desafios pessoais, nomeadamente para pessoas que vivem situações de isolamento pessoal e social na vida real).

DESVANTAGENS dos jogos de computador
- Possam levar a ignorar os problemas do mundo real;

- Desmotivação e anedonia no mundo “real”;

- Isolamento pessoal e social, nomeadamente no que diz respeito à intimidade física;

- Vulnerabilidade a outros riscos (Valadas, 2008).

Frydenberg (2008) sugere que os adolescentes devem ser alertados para o prejuízo em:
- Reduzir a tensão através do consumo de substância e da exposição ao risco;
- Fechar-se e guardar para si as preocupações;
- Tentar ignorar um problema óbvio;
- Culpar-se pelos problemas;
- Resolver não fazer nada - desistir.

Adaptado de “A saúde do adolescente: o que se sabe e quais os novos desafios” Margarida Gaspar de Matos, Análise Psicológica (2008), 2 (XXVI) 251 – 263.

Este sítio foi concebido para que possa reconhecer alguns sinais do problema do jogo e para o ajudar a encontrar resposta para as suas preocupações:

*Imagem retirada de: www.ruadireita.com.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Biblioteca virtual

Vieira da Silva, Biblioteca, 1949

O CRC Virtual é a plataforma destinada à formação, com milhares de referências bibliográficas de monografias, publicações periódicas e centenas de documentos em texto integral, em acesso livre.

Pesquise aqui o  CRV virtual
Pode pesquisar também, os títulos disponíveis no Centro de Recursos em Conhecimento (CRC), Direcção Regional de Qualificação Profissional, em http://opac.iefp.pt/

Em seguida, escolha, à direita, Base FORMEI
e depois, ao alto, o separador FORMEI
Pode efectuar pesquisas por: assuntos, título, autor, etc.

Por exemplo:
Pesquisar em: escolha “Palavra(s) em assuntos
No campo ao lado digite gestão (ou outro tema que lhe interesse) e clique.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Compreender um amigo


A maneira como demonstramos compreender a outra pessoa, aproxima-nos ou afasta-nos dela. Tudo depende do modo como comunicamos, nas suas diversas expressões.
Por vezes, não sabemos provar através da nossa comunicação, como a compreendemos. Também pode acontecer que não o façamos, por medo de uma relação mais íntima, ou porque simplesmente não estamos interessados em prestar algum apoio emocional, por diversas razões, o que pode comprometer a relação.


De acordo com Burleson (1984), a habilidade de comunicação empática (capacidade de se colocar no lugar do outro, e demonstrá-lo), pode ser avaliada em vários graus.

SITUAÇÃO
O que dirias a um amigo para o fazer-se sentir melhor, pelo facto de não ter sido convidado para uma festa de uma colega da escola?

Resposta 1: não dizer absolutamente nada. Nesta resposta (estamos na mesma a comunicar), demonstramos ignorar o que aconteceu ao amigo. É o menor grau de empatia.

Resposta 2 : “Não tens nada que sentir isso, e se sentires isso já não sou teu amigo” ou “Não sei porque te sentes assim, é só uma festa.” Nestas respostas, estamos a negar os sentimentos do amigo, como se ele não tivesse direito aos seus próprios sentimentos.

Resposta 3:Mas vai haver mais festas.” Nesta resposta, ignora-se o sentimento do outro, mas há um reconhecimento implícito que sabemos que o outro gostaria de ter ido à festa.

Resposta 4: “Eu convido-te quando for uma festa minha.” Nesta resposta muda - se de assunto. Focaliza-se o evento em si, e não se demonstra reconhecer os sentimentos do amigo, pelo facto de não ter ido à festa.

Resposta 5: “Fico triste que não tenhas sido convidado”. Nesta resposta, revela-se a capacidade de compreender o outro, mas sem tentar perceber as emoções ou ajudar a resolvê-las.

Resposta 6: “Sei que te sentes mal, não é simpático ficar de lado. Dá para perceber que te sentiste rejeitado.” A este nível, o amigo já reconhece os sentimentos do outro. Demonstra, deste modo, imaginar o que o outro está a sentir. Estabelece-se assim, um laço mais forte e mais rico entre os dois amigos.

Imagem retirada de ciadeginastica.wordpress.com

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Portefolio - EFA

CURSOS EFA - Educação e Formação de Adultos 
O portefolio é uma recolha de documentação completa e rica, cuja forma e conteúdo varia de acordo com o objectivo a que se destina.

Em geral, a construção de um portfólio envolve:

• Descrever experiências pertinentes (de Trabalho e vida);

• Identificar como situações profissionais relacionadas com uma vasta gama de competências requeridas (Competências Gerais, Técnicas ...);

• Fazer prova da experiência citada (Por Exemplo, como cartas de Recomendação POR Parte dos empregadores);

• Inventariar resultados da aprendizagem formal, e não formal, com respeito às exigências em matérias de competências, em conjunto com uma descrição do contexto e fazer - Conteúdo da Experiência Profissional;

- Realizar uma reflexão crítica sobre a aprendizagem adquirida (e sobre o que falta adquirir). Esta reflexão é considerada um bom sinal de desenvolvimento pessoal, que é uma exigência muito importante na elaboração de portefolios.

Para Saber Mais: Revista Noesis.  Destacável nº 74 de Julho de 2008 "Portefólio - Uma Ferramenta de Apoio à Reflexão continuada."

O Texo foi Extraído de: «validação et des Reconnaissance acervo não formels et des informels Enseignants et formateurs de la FEP dans les États membres de l'UE» Centre pour le développement européen de la formation professionnelle -Office des publicações officielles des Communautés Européennes, 2008.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Daniela Silva 10º1

RÓTULOS


    Acredito, aliás tenho a certeza, que todos nós temos o péssimo hábito de olhar para alguém que passa por nós e classificá-lo de algum modo, mesmo que não o manifestemos. Instintivamente inserimos esse determinado alguém numa determinada categoria atendendo a uma determinada ideia pré – concebida que criamos, meramente baseada numa determinada forma de vestir e num determinado comportamento.
    Não é que o façamos de propósito, é natural. Por mais que neguemos, a primeira impressão vale muito, e isto é a prova disto.
    Achamos retardados os que têm raciocínio mais lento que o nosso, inúteis ou deficientes físicos, inconvenientes quem diz as verdades quando não dá jeito. Dividimos assim, a sociedade em que vivemos em grupos: marrões, negros, ciganos, aldrabões, criminosos, bêbados, drogados, inúteis, ricos, pobres, homossexuais, mendigos, supérfluos, entre muitos outros, que seriam impossíveis de enumerar.
    Preconceitos e estereótipos estão associados aos rótulos que atribuímos. Mas, quando o fazemos, esquecemo-nos que o “rotulado” é uma pessoa, tal como nós, com sentimentos e emoções, e que o podemos ferir com este hábito fútil de marcar as pessoas como um mero artigo de supermercado.
    É verdade que o exterior diz muito acerca do que somos, mas há coisas que só podemos ser de verdade com o tempo. As palavras não dizem o que somos.
    Mas serão então os rótulos assim tão maus? Sim, não, talvez. O rótulo, apesar das controvérsias, é uma forma de defesa. Caberá então a cada um de nós pesar ambos os lados e decidir em plena consciência o melhor a fazer.

Daniela Silva
Ano/Turma: 10º 1
Amo Lectivo 2009/10
Disciplina: Português
Professor: Luís Camacho

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Optimismo e Pessimismo

São qualidades da personalidade. O optimismo é considerado uma virtude, com benefícios para a saúde psicológica e física, como provam as várias investigações em populações saudáveis e doentes (cardíacos, HIV, oncológicos….). Estudos indicam que o optimismo cria felicidade.

Uma pessoa pessimista difere de uma pessoa optimista? As pessoas optimistas e as pessoas pessimistas, diferem no modo como lidam com os problemas, desafios e com a adversidade. As principais diferenças são:

Diferem na confiança: O optimismo requer que acreditemos em nós próprios, nas nossas capacidades e que, com a nossa atitude e pensamento positivo, podemos influenciar os acontecimentos da nossa vida. O optimismo é dependente da coragem. Perante um desafio, o optimista é confiante e persistente, enquanto o pessimista, tem expectativas de um futuro que pensa que não irá controlar - cria dúvidas e hesitações, antecipando o fracasso e o sofrimento.

Diferem nas expectativas: Às vezes as pessoas pessimistas, têm expectativas exageradas para si próprios e sobre os outros. Os pessimistas também costumam procurar a perfeição, nem se dando conta disso. O desejável, será criar objectivos realistas e identificar as situações que têm de ser aceites e as que podem ser alteradas. As expectativas sobre o futuro, estão relacionadas também, com o modo como interpretamos as causas dos eventos passados, que são em parte, histórias da nossa criação. O modo como familiares, professores… nos ajudaram a lidar com as situações, também contribui para o nosso pessimismo ou optimismo.

Diferem no estilo explanatório: O estilo explanatório dos optimistas é que os problemas “podem ser resolvidos, não hão-de durar para sempre, não destroem a vida toda, nem todas as suas áreas. Não são culpa pessoal. Com os pessimistas passa-se ao contrário”. Frasquilho citando Seligman.

Diferem também na comunicação (mesmo consigo próprios): Os pessimistas utilizam com frequência, pensamentos negativos, extremos - “nunca faço uma coisa de jeito…”; “nada corre bem para mim…”.

No 1º exemplo, está em evidência, uma generalização abusiva, porque não corresponde à verdade - todos nós fazemos algumas coisas bem. No 2º exemplo está também, de modo abusivo, o estabelecimento de uma regra, a partir de um acontecimento que, apesar de não ter corrido bem, podemos encontrar aspectos menos negativos.

Estas diferenças são importantes no modo como lidamos com o stress.

REALIZE O SEGUINTE EXERCÍCIO:
Pensamentos disfuncionais (à esquerda)/ Pensamentos saudáveis(à direita)

Todos me odeiam.  Alguns não gostam mas outros gostam.

A matéria é tanta que não posso viver a vida.  Posso organizar-me e continuar a ter momentos de diversão.

É uma actividade difícil e eu vou estragar tudo.  Posso fazer um plano de treino para me ajudar.

Se disser não, nunca mais me ligam.  Não posso satisfazer toda a gente

Fiz um erro inaceitável.  Todos eram. Há que aprender a corrigir.

Fiz figura de parvo a falar.Consegui falar, isso é importante

Sou um falhanço, não vou a lado nenhum.  Sou confiável e empenho-me naquilo que faço.

Sempre foi assim, não posso mudar.  É só um mau hábito que posso ultrapassar.

Não consigo relaxar.  Se respirar fundo, relaxo um pouco.

É o pior dia de sempre.  É um dia mau.

Vou rebentar.  Vou mudar.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Níveis de criatividade

Usualmente considera-se que uma pessoa criativa é aquela que tem ideias originais. Mas, embora esta capacidade seja uma parte da inteligência criativa, para Robert Sternberg, psicólogo, formador na Universidade de Yale, ela não constitui, a totalidade das competências que um criativo deverá revelar.

Para este autor, a criatividade, é o resultado de três aspectos da inteligênciao criativo, o analítico e o prático.

Uma pessoa criativa, segundo Sternberg, deverá exibir:
- Inteligência criativa que é a “aptidão para ir mais longe do que é evidente a fim de gerar ideias originais e interessantes”.
- Inteligência analítica que é a “aptidão para analisar e avaliar ideias, para resolver problemas e tomar decisões”, e também avaliar as suas próprias ideias.
- Inteligência prática que é a “ aptidão para converter a teoria em prática e as ideias abstractas em realizações práticas”.

Sternberg apresenta esta tipologia, de níveis de criatividade:
Nível 1 – Em tarefas deste nível, espera-se que sejamos capazes de identificar os detalhes presentes no material, e de compreender os conceitos ou ideias, assim como, ligeiras modificações no seu uso habitual.
Nível 2 – Em tarefas deste nível, espera-se que sejamos capazes de fornecer uma nova variação no conceito, ideia ou uso do material/situação, apresentado.
Nível 3 – Tarefas deste nível, requerem que sejamos capazes de detectar que certos aspectos no material/ situação, se alteraram. Espera-se que construamos uma modificação/variação, significativa, a partir dessas alterações.
Nível 4 – A este nível, as tarefas são apresentadas com um montante significativo de ambiguidade, desafiando-nos a criar, com base em informações e ideias, que não foram facultadas.
Nível 5 – Tarefas a este nível, desafiam-nos a criar situações, originais, para além das estabelecidas.

Competências dos novos profissionais:

Criatividade, saber fazer, domínio da língua, gestão de tempo…..” António Câmara, Professor Catedrático da FCT – UNL e Presidente da YDREAMS,  Revista “Exame”, Março de 2009

Para saber mais, sobre este assunto, o livro:
"Inteligência de Sucesso” Robert Sternberg,Editora: Ésquilo

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Classificação de Profissões - Canadá

Este recurso destina-se a profissionais de áreas do aconselhamento vocacional e dos recursos humanos.

Trata-se de um guia (em francês) de competências essenciais http://www.cic.gc.ca.

Neste mesmo site, poderá ter acesso à CNP (em francês), que é uma classificação de profissões  (aqui) ,assim como o Guide sur les carrières (aqui).

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O cérebro e a inteligência

A inteligência “não depende de um único gene mas da combinação certa de uma rede de milhares de genes, na qual duas centenas parecem ter particular importância.”
Ciência Hoje, 28 de Set/10

Para saber mais, ler (aqui).

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Álcool e o Cérebro

Até que ponto o consumo excessivo de álcool faz mal, a todos e, aos adolescentes, em particular?

Algumas respostas:
- “A extensão das alterações anatómicas que encontramos nos adultos dependentes do álcool, estão relacionadas com a idade em que começaram a beber” Jean – Luc Martiont de uma unidade de neuro-imagem e psiquiatra.
- A consolidação crónica do álcool, provoca uma morte neuronal importante e uma diminuição das capacidades cognitivas.
- Após a abstinência, os cérebros dos pacientes alcoólicos entraram num processo de recuperação parcial, juntamente com a capacidade cognitiva, que melhora.
- A recuperação é sustentada pela formação de novos neurónios e pela reorganização dos circuitos neuronais.

Extraído de “Une repousse de matière grise”, Patrick Philipon, publicado na revista Le Cerveau, nº 40, 2010


Legenda da imagem
À esquerda: O cérebro de um adolescente de 15 anos que não bebe (o cérebro está mais activo).
À direita:  O cérebro de um adolescente de 15 anos que bebe em excesso e de modo regular.

Como está a sua relação com o álcool?
Faça o teste na página do projecto Beba Com Cabeça:

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

João Matias 10º 2

DISCRIMINAÇÃO

    A discriminação é uma forma de intolerância e de parcialidade, pois significa tratar de forma desigual e injusta uma pessoa ou um grupo de pessoas.
    Discriminar é separar, distinguir, mas só é censurável quando essa acção não possui qualquer justificação válida e por todos aceite.
    É sabido que o mundo das pessoas se compõe de inúmeras diferenças. E a sociedade moderna ainda nos mostra diversas formas de discriminação, como sejam o racismo, o machismo e a xenofobia. Nestas situações, discriminam-se as pessoas pelo simples facto de pertencerem a outra raça, a outro género ou sexo, a uma nação estrangeira. Mas existem outros exemplos de discriminação como a social, na qual se excluem as pessoas de outra condição social ou aquelas que são consideradas menos dotadas. Também é muito comum a discriminação em função da religião e das características físicas e individuais.
    Eu acho natural identificar as diferenças existentes entre as pessoas, mas é reprovável a separação, a exclusão e o tratamento desigual que algumas pessoas fazem em função dessas diferenças naturais.
Ser uma pessoa de cor negra, de etnia cigana, mendigo ou homossexual, não significa algo a separar, excluir ou a tratar de modo diferente de todas as outras pessoas que conhecemos.
    Discriminar é, por isso uma atitude fria e censurável, pois julga as pessoas pelo seu aspecto ou por outra característica objectiva e não pelo essencial que é o carácter.
    Acabem, pois, com a discriminação.


JOÃO MATIAS
Ano Lectivo: 2009/10
Ano/Turma: 10º2
Disciplina: Português
Professor: Luis Camacho

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Adaptação ao ensino superior

Contributo para uma boa adaptação
O ingresso no ensino superior é motivo de orgulho, para o aluno, sua família e também para os seus professores.
Sendo reconfortante o sentimento de objectivo alcançado, no entanto, esta transição representa uma alteração nas rotinas diárias, bem como uma adaptação a novos ambientes, em particular para aqueles alunos que ingressam em Universidades do continente.
São escassas as investigações acerca da adaptação universitária dos estudantes portugueses, a nível do bem-estar psicológico, e de outros factores que promovem o sucesso escolar.

Os trabalhos de Saúl Neves de Jesus e Alda C. Martins, sobre o sucesso escolar dos estudantes do ensino superior, revelam que este, está dependente dos seguintes factores:

- Factores individuais (autonomia, auto-confiança, motivação e personalidade);

- Factores académicos (métodos de estudo, conhecimentos prévios, percepção da qualidade do ensino);

- Factores psicossociais (relação com a família, amigos, colegas e integração no grupo de pares).

Relativamente aos aspectos académicos (o método de trabalho que é imposto), mesmo os bons alunos no secundário, poderão ter que reequacionar as suas estruturas habituais de estudo, visto que, a nível do ensino superior, é suposto que os alunos sejam autónomos.

É também desejável que, perante resultados académicos menos positivos, saibam lidar com o insucesso.
Outro aspecto importante que interfere com o sucesso escolar, é também a gestão do tempo que é dispensado entre as actividades escolares e, por exemplo, o divertimento.

M. Fernanda Ferraz e Anabela Sousa Pereira – Universidade de Aveiro, afirmam que, a nível dos aspectos da personalidade, “os estudantes mais extrovertidos facilmente se envolvem nas relações com os outros e investem mais nesse grupo, criando um vasto círculo de relacionamentos e de suporte emocional, que os impedem de sentir saudade de casa.”

RECURSOS para a adaptação
http://www.transitionyear.org/
;http://jedfoundation.org/students/programs/transition-year

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Manual de Exploração Vocacional

Nem sempre é fácil identificarmos, a partir de todas as nossas experiências de vida, na escola e fora da escola, o que realmente nos interessa.
Se este exercício fosse fácil, mais simples seria realizarmos escolhas (escolares, profissionais e não só), acertadas.
Um portefólio é um instrumento que pode dar significado a todas essas experiências. É uma narrativa de vida.
Para ajudar a tomar decisões vocacionais, um modelo portefólio:

Dados de identificação pessoal (certificados, diplomas, actividades ou formação extra-escolar).

Balanço escolar (disciplinas preferidas e disciplinas com melhores resultados e o reverso).

Balanço de experiências (actividades extra-curriculares e de lazer para identificar os pontos fortes e pontos fracos das suas competências).

Identificar áreas de interesses (tempos livres, disciplinas, cursos, profissões).

Traçar objectivos a curto e médio prazo (após o 9º ano, após o 12º ano ou quando atingirem os 30 anos).

Assinalar as áreas de desenvolvimento pessoal que necessitam de mudar ou de melhorar para conseguirem atingir os seus objectivos.

Se a realização ocorrer como actividade lectiva, recomenda-se:
A sua divulgação: Quando finalizado o portefólio, deve ser promovida a sua apresentação oral, perante os colegas, professores ou até mesmo os pais. Isso será sentido pelos jovens como uma valorização dos seus trabalhos.
Esta actividade, foi adaptada do Manual de Exploração Vocacional que pode ser consultado,aqui. 

Este site, contém outros recursos e informações, que podem ser úteis.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Profissão: Desenhador Ilustrador



Nas férias, os passeios pelos campos ou pelas praias, podem ser aproveitados para experimentar desenhar animais e plantas.
Há quem faça disso uma profissão: o Desenhador Ilustrador na área científica.

Desenhador Ilustrador
É o profissional que cria e executa ilustrações e desenhos para jornais, livros, brochuras, folhetos ou outras publicações ou peças publicitárias de acordo com a mensagem a transmitir e o processo de impressão a utilizar.
Fonte: Classificação Nacional das Profissões, Versão de 1994.

Formação
Muitos dos Desenhadores Ilustradores na área científica, são profissionais que têm formação universitária em Design ou em Biologia.
Exemplo de um curso superior com saída profissional na produção do livro, jornais, revista, catálogos, folhetos, ilustração e fotomontagem:
Design de Comunicação da Faculdade de Belas - Artes da Universidade de Lisboa

Três Desenhadores Ilustradores – científicos:

Marco Correia: http://mc-nunes.blogspot.com/

Mafalda Paiva: http://www.mafaldapaiva.com/index.html

Pedro Salgado

Sara Simões

Entrevista de Marco Correia e Sara Simões em:
http://www.youtube.com/watch?v=qQGdcsvTQQw












terça-feira, 27 de julho de 2010

Sara Barros 10º 1

EU E AS TENOLOGIAS DO SECULO XXI

    Quando ouço falarem do mais recente computador ou dos mais modernos telemóveis que acabaram de sair (“seres” mais complexos que os computadores utilizados há cinquenta anos para ir à Lua) fico completamente desorientada. Admito, sou um poço de ignorância no que toca a esta matéria e só com uma corda bem longa e um golpe de sorte é que conseguiram chegar às profundezas da minha inteligência e trazer algum tipo de informação que vos mate a sede, porque, como disse, o meu poço está praticamente seco nesta área.
    Por vezes sinto que vim ao mundo uns séculos atrasada … Se tivesse nascido há uns tempos atrás a Terra seria um lugar bem melhor, pois não seria obrigada a assistir às minhas lutas diárias na tentativa de conviver pacificamente com esses “seres”. Imagino-me em pleno século XVIII a viver tranquilamente. Uma vida perfeita, livre do stress adquirido quando exposta aos “seres informáticos”, uma vida sem telemóveis a implorar-me que os alimente, computadores com constantes promessas de nunca mais virem a trabalhar ou ainda a felicidade de nunca me cruzar com uma daquelas impressoras que, quando contrariadas, demonstram-se como sendo implacáveis adversários na luta de uma folha amachucada. Já para não falar nos benefícios directos aplicados à minha vida social, pois não teria que fingir ser a intelectual tecnológica que não sou, fazendo sinais afirmativos com a cabeça ou laçando um “Hummm” no monólogo daqueles que ousam perguntar-me diariamente sobre questões que se encontram muito além da minha competência informática actual. Mas, visto a NASA andar mais interessada em desenvolver tecnologias centradas em viagens de longas distâncias e não no tempo, o meu desejo de viver no século XVIII morre aqui. Num desejo. Trazendo-me de volta à realidade do século XXI, em que, apesar das minhas óbvias dificuldades de camaradagem com a informática e seus relativos tecnológicos, ainda consigo desfrutar de alguns dos prazeres oferecidos pelos tais…

Sara Barros
Ano lectivo 2009/10
Ano /Turma: 10º 1, Nº 19
Disciplina: Português
Professor: Luís Camacho

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Entrevista a John Nash

"A minha mente tem a história que tem"
Lutou décadas contra a esquizofrenia - e acabou por vencê-la. Chama-se John Nash e é o génio matemático que inspirou o filme Uma Mente Brilhante.
Nash esteve esta semana em Portugal para participar na 24.ª Conferência Europeia de Investigação Operacional, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
A partir de finais dos anos 1980, depois de 30 anos mergulhado nos delírios da esquizofrenia, começou a melhorar e em 1994 recebeu o Prémio Sveriges Riksbank de Ciências Económicas (A Academia não atribui o prémio Nobel da Economia).

História pessoal
Nascido em 1928 nos Estados Unidos, Nash doutorou-se em 1950 pela Universidade de Princeton com uma tese de apenas 27 páginas que viria revolucionar a área matemática da Teoria dos Jogos.
A partir de finais dos anos 50, Nash desenvolveu esquizofrenia paranóide.


Revê-se na personagem interpretada por Russell Crowe no filme Uma Mente Brilhante, de Ron Howard? A história do filme é próxima da verdade ou muito afastada dela?
O filme é uma ficção selectiva, mas não está completamente afastada da realidade. Alicia e eu fomos consultados - isso fazia, aliás, parte do contrato do filme. Portanto, eles tinham licença artística, mas isso não tornou a história completamente fictícia.
Não diria que me revejo nele. O filme não diz absolutamente nada sobre os meus anos de formação, antes da minha chegada à Universidade de Princeton.
O génio científico anda de mãos dadas com uma certa peculiaridade de pensamento?
Esse é um terreno perigoso. Newton, por exemplo, desconfiava muito dos outros e, a dada altura, parecia psicótico em relação a alguns temas. Nunca foi casado, teve uma vida invulgar e fez experiências de alquimia. Também tinha escritos sobre a religião e as ideias religiosas que eram em parte convencionais para a época, mas também bastante impróprias. Mas quem pode dizer exactamente o que são a doença e a saúde mental?
Continua a fazer algum tratamento?
Não. Fui tratado contra a minha vontade quando estive hospitalizado. É difícil saber se há uma recuperação total quando a pessoa está a tomar medicamentos. Pode ser que haja muita gente em recuperação no mundo que toma pequenas quantidades de remédios quando na realidade não precisa de tomar nada. E que funcionaria melhor se não os tomasse. Mas depende do tipo de medicamento.
Sempre recusou as hospitalizações.
Não há hospitais psiquiátricos bons.
Como saiu da doença?
Eu não aceitava a ideia de ser doente mental. Pensava que o meu delírio era em parte verdade. Em termos políticos em particular. Mas, a dada altura, comecei a rejeitar algumas áreas do pensamento político, em particular as ideias políticas relacionadas com a China.
O meu pensamento político em relação à China tinha a ver com a existência de Taiwan, Hong Kong e Macau, que os portugueses conhecem bem [ri-se] - com Taiwan em especial. Aquilo era bom, era mau? Eu elaborava ideias, imaginava coisas, conceitos secretos.
E começou novamente a trabalhar.
Não foi assim tão simples, mas, em 1995, na sequência do Prémio Nobel, deram-me um gabinete e um cargo de senior research mathematician na Universidade de Princeton, que ainda hoje mantenho.
Qual é o objectivo da sua investigação actual?
Estou a trabalhar numa nova abordagem da teoria dos jogos cooperativos, que tem a ver com a ideia de evolução natural, de evolução da cooperação.
Acha-se livre da esquizofrenia?
Estou livre de sintomas diagnosticáveis. A minha mente tem a história que tem, mas não estou louco. Não pertenço a um asilo de lunáticos.

Extracto da entrevista de Ana Gerschenfeld, Jornal Publico, 15 de Julho de 2010



sexta-feira, 9 de julho de 2010

Como elaborar um Curriculum Vitae

CURRICULUM VITAE - C.V.

O que é?
- É um resumo dos seus dados pessoais, da sua formação, experiência profissional e até, de actividades não profissionais.

Para que serve?
- Para levar o empregador a querer conhecê-lo;
- Para obter uma entrevista com o empregador.

Quando e como utilizá – lo?
- Em resposta a um anúncio de emprego, acompanhado de uma carta de apresentação;
- Numa candidatura espontânea a uma empresa.

Elaborado com base no:
Guia Prático “ Como procurar emprego” – Ministério da Segurança Social e do Trabalho.
Este Guia pode ser consultado no Serviço de Psicologia e Orientação da Escola.

Ajuda para elaborar o CV
No seguinte endereço electrónico, poderá criar o seu Curriculum Vitae -CV Europass, e apresentar as suas competências e qualificações de uma maneira clara e correcta. Para tal, clique (aqui).

VÍDEO
Complemente o CV tradicional, com uma apresentação em vídeo. Consulte as dicas e regras para criar um bom Vídeo CV, em:


quinta-feira, 8 de julho de 2010

O cérebro e a escolaridade

“…os indivíduos com baixa escolaridade tendem a usar o cérebro para processar informações de uma forma diferente do que indivíduos com nível educacional elevado ou que tenham o adquirido na época regular. “

 Alexandre Castro- Caldas, The ex-illiterate brain: the critical period, the cognitive reserve and the HAROLD model "

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A forma como se passa o tempo

“Eu comecei a usar computadores quando tinha 25 anos. O período crítico é dos 8 aos 18. E a forma como se passa o tempo nessa idade é, a seguir aos genes, a variável mais importante a determinar o funcionamento do cérebro. Quem passa 24 horas por semana a ser um receptor passivo de televisão tem um determinado tipo de cérebro. Quem passa esse tempo a ser um utilizador activo de informação, tem outro tipo de cérebro, que é um cérebro melhor, mais apropriado ao século XXI.”


Don Tapscott - Investigador, professor universitário, consultor e autor de vários livros. Canadiano nascido em 1947, lançou, em 1997, o livro “Growing Up Digital - The Rise of the Net Generation”.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Jessica Franco 10º 3

EGOÍSTA

   Eu quero mais que nada ser egoísta, e pedir-te para voltares. Eu quero pedir-te que respires, só mais uma vez, para que possas olhar para mim com esses olhos cuja beleza nem a morte consegue levar.
   Eu não acabei a tua parte na minha história. Estavas tão presente nela...Eu ia perder-te e reencontrar-te para o resto da minha vida, e agora? Eu não quero acreditar que agora não te posso reencontrar outra vez. Quero olhar e ver-te controlar o mundo com os teus olhos, quero voltar a sentir os teus lábios na minha face, quero as tuas mãos nas minhas, a tua voz no silêncio, o teu fôlego suspirando no teu perfume, aquele que brincava com o teu. Eu quero ser egoísta. Eu quero que voltes só para te poder dizer tudo de novo. Não quero sofrer sozinha.
   Lembras-te daqueles momentos em que, sem saberes, pegavas no meu coração apertavas com toda a força e depois largavas? Eu lembro-me. Eu lembro-me de ti. Eu lembro-me das roupas, dos cheiros, do cabelo, de como contava os teus dedos, para passar os tempos porque não sabia largar a tua mão, tinha medo. Lembro-me do bater do teu coração. Até no último segundo o vi irromper nas veias do teu pescoço. Aquele coração que era tão forte…Lembro-me de todas as vezes que me salvaste tu nem sabias. Lembro-me de todas as vezes que te pedi ajuda sem saberes. Perdoa-me… Mesmo depois de tudo, antes deste nada que me invade. Pai amo-te. E odeio não o ter conseguido dizer tantas vezes quantas querias.
   Não choro por sentir a tua falta, porque ainda não percebi verdadeiramente que não estás aqui, ainda comigo. Choro pelas falhas que cometi contigo. Não eras perfeito, mas deixas para trás um legado complicado de igualar. Mas agora não sofres mais. Fostes tão calmo, tão sereno…depois de tanta dor, de tanta agonia, não vou nunca esquecer como me deixas-te, olhando-me, uma última vez com esses olhos que guardavam toda a tua força e beleza. Olha para mim, pai. Como sempre o fizeste. Sempre foste aquele que acreditava em mim, talvez por teres sido o único a quem mostrei a minha vontade. Onde estás? Quem me vai secar as minhas lágrimas agora? Quem me vai amar como tu agora? E se puderes, onde quer que estejas, procura-me, porque grande parte de mim ficou contigo. Não acabamos a nossa história, pai. Ainda faltam uns capítulos.
   E recuso-me a escrevê-los sem ti.
   Sinto-me sozinha, sinto a tua falta. Mas sei que estás aí. Se não consigo, em mim.
   Uma vez vi-te e senti-te a chorar. Senti que te tinha perdido outra vez, só não sabia que não seria a última.
   A guerra acabou, e não ganhei uma única batalha. Oh Pai…
   Agora consegues acreditar em mim, quando digo que a vida acabou? Agora consegues ouvir claramente. Pai, enquanto grito a plenos pulmões ”Como queres que continue?” Não te posso deixar para trás.
   E como querias que sofra? Diz-me agora, porque não consigo encontrar o meu sorriso.
   Eu ouço as palavras, mas não sei o significado do que me falas tão suavemente, e é demasiado para mim.
   Nunca te vou esquecer. És o meu orgulho! Foste sempre um amigo muito carinhoso, atencioso, e, acima de tudo, um GRANDE PAI.
   És um exemplo a seguir de FORÇA; AMOR e LUTA…lutaste contra tudo e contra todos.
   Para mim, nunca morrerás, vou amar-te para sempre.
  Até um dia, meu anjo!!


Jessica Carolina Nunes Franco
Ano lectivo 2009/10
Ano / Turma: 10º 3, Nº 11
Disciplina: Português
Professor: Luis Camacho

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Curriculum ProVitae



Numa candidatura a um emprego, o Curriculum Vitae tradicional e o Modelo Europeu de Curriculum Vitae, são dois documentos cujo primeiro objectivo, é chamar a atenção do futuro empregador.
A Revista “Dirigir” do Instituto de Emprego e Formação Profissional, publicou na sua última edição, nº 104 de Out/Nov/Dez de 2008, na Separata intitulada ”O profissional Camaleão”, um artigo de Ana Teresa Pennin que apresenta uma proposta de elaboração de uma outra ferramenta - Curriculum ProVitae - que pela sua natureza, cumpre melhor os objectivos do Curriculum Vitae e do Modelo Europeu.
Ana Teresa Pennin é Administradora Delegada do Instituto de Negociação e Vendas, Coach Executiva, com uma larga experiência em entrevistas de emprego.
O que é o Curriculum ProVitae.
Em comparação com o Curriculum Vitae tradicional, no Curriculum ProVitae, o seu autor tem possibilidades de, entre outras:

- Referir que foi responsável por este ou aquele projecto e/ou por determinadas actividades escolares, profissionais e de tempos livres;
- Evidenciar interesse pela empresa a que se candidata, com comentários, por exemplo: “Tal como me foi possível apreciar através do v/website e de informação recolhida junto de profissionais do sector….”

Sugestões
- Devemos elaborar cada Curriculum ProVitae de acordo com cada empresa, em particular.
- Neste documento, devemos evidenciar com clareza, aquilo que sabemos fazer bem. É importante também demonstrar que estamos actualizados e possuímos informação o mais completa possível sobre as empresas às quais nos candidatamos.
- Mostrarmos que somos rigorosos em tudo o que fazemos, rigorosos a analisar, escrever e a falar e a “adoptar a regra dos 3 E - entusiastas, empenhados e estimulantes” (Ana Teresa Pennin).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Apoio psicológico e psicopedagógico no ENSINO SUPERIOR

Aquando da Integração no ensino superior, Normal E ter necessidade de Ajuda, SEJA a nivel Psicológico SEJA a nivel do Estudo.
Para Prestar ESTA Ajuda EXISTE uma Rede de Serviços da Apoio Psicológico no Ensino Superior (RESAPES - AP).
Como Instituições de ensino superior, Universidades e institutos politécnicos, nenhum Geral, disponibilizam este tipo de Serviços. Se necessitar de Ajuda, contacte a SUA Instituição de ensino superior.

Alguns Endereços de Instituições Que prestam Apoio Psicológico e Psicopedagógico AOS Alunos:

Universidade de Coimbra
http://www.uc.pt/fpce/estudantes/apoio/gae

Universidade do Minho
http://www.sas.uminho.pt/Default.aspx?tabid=8&pageid=57&lang=pt-PT

Instituto Politécnico do Cavado e do Ave
http://www.sas.ipca.pt/index.php?module=pagemaster&PAGE_user_op=view_page&PAGE_id=43&MMN_position=18:18

Universidade do Algarve
http://www.sas.ualg.pt/sasgpap/

Universidade Católica do Porto
http://www.porto.ucp.pt/site/custom/template/ucptplminisite.asp?SSpageID=1392&lang=1

Universidade de Lisboa - Faculdade de Ciências
http://www.fc.ul.pt/geral.aspx?IDItem=223&s1=0&s2=82&s3

Universidade do Porto - Faculdade de Economia
http://www.fep.up.pt/servicos/gaa/siap/

Universidade do Porto - Faculdade de Engenharia
http://sifeup.fe.up.pt/si/unidades_geral.visualizar?p_unidade=33

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tatiana Dias 10º 2

ENCONTRAR A FELICIDADE

   Que tempo é o nosso? Há quem diga que é um tempo em que precisamos de mais felicidade. Nem sempre é fácil encontrá-la, nem sempre é fácil conseguirmos ser felizes. É preciso procurá-la, encontrá-la…Ela não nos bate simplesmente à porta. Para sermos felizes precisamos de amor, de carinho, de sermos aceites e amados. Precisamos de alguém a nosso lado que nos ame, alguém que esteja disposto a fazer tudo por nós, precisamos de um ambiente familiar, precisamos de um bom trabalho ou de fazer aquilo que mais gostamos. Precisamos de bons amigos, coisa que talvez hoje em dia falte muito; um amigo que nos oiça, que mantenha segredos sobre o que lhe contamos, que aconselhe e que esteja lá quando precisarmos. Mesmo com defeitos, a nossa família e os nossos amigos não deixam de ser importantes na nossa vida.
   É preciso ser feliz, contar piadas, rir alto, dizer asneiras, esquecer por uns momentos o que dizem sobre ser adulto, ser maduro, pois todos nós às vezes, precisamos, de ser um pouco crianças e é, por vezes, nesses momentos que conseguimos ter um pouco de felicidade. Ver e sentir as coisas como elas são: passageiras. Reparar nas coisas boas que nos cercam, notar como todos os dias coisas boas acontecem.      
   Devemos valorizar os pequenos gestos de amor, de carinho daqueles que nos rodeiam; valorizar os bens materiais que temos e que nem nos custam muito a obter, em comparação com várias pessoas no mundo que nem sonham vir a ter uma pequena percentagem do que nós temos. A felicidade está um pouco em todas essas situações que nós, seres eternamente insatisfeitos e ingratos, não conseguimos valorizar. Não é necessário procurar muito para sermos felizes, basta olharmos para dentro de nós, para a nossa vidinha quase sem preocupações, feita de pequenos “grandes!” problemas e compará-la com a de diversas pessoas espalhadas pelo mundo que vivem problemas a sério de saúde, de falta de alimentação, de falta de apoio familiar ou outro, de falta de alimentos, de falta de tecto, de falta dos mais elementares artigos de primeira necessidade…
   Uma coisa é certa, todo o ser humano erra e não devemos ter vergonha de errarmos. Crescemos, aprendemos e voltamos a errar. Ninguém é perfeito, mas todos devemos procurar o caminho para a perfeição, e quando admitirmos que somos felizes com o pouco que temos, estaremos mais perto de encontrar a felicidade (a perfeição)

Tatiana Dias
Ano Lectivo 2009/10
Turma: 10º 2, nº 23
Professor: Luís Camacho



terça-feira, 15 de junho de 2010

João Matias 10º2

EDUCAR NÃO É FACILITAR
Educar” é uma palavra que vem do latim e significa “ fazer adquirir conhecimentos; ensinar boas maneiras; ensinar a adoptar um comportamento tido como socialmente correcto…”. Esta tarefa pertence aos pais, em primeiro lugar e também aos professores. Mas é uma tarefa difícil. E isto porque educar não é, nem deixa de ser, facilitar. Educar é conduzir, é orientar os filhos para que depois saibam caminhar sozinhos. Porém, os pais, por serem os melhores amigos e protectores dos filhos, tentam dar-lhes tudo o que estes pedem e facilitar-lhes a vida em todas as situações para que não tenham dificuldades.
O problema é que se esquecem que, ao dar tudo, estão a dificultar a vida dos filhos, que um dia terão de viver sozinhos. Aos pais cabe a importante tarefa de ensinar os filhos a serem independentes, a fazerem as suas experiências, a sentirem o gosto das lágrimas e a decepção das derrotas, mas também o doce sabor das vitórias.
Educar é acompanhar, é também facilitar, com meios não exagerados, ao alcance dos pais, que possam servir para preparar os filhos para o futuro conseguirem ultrapassar os momentos menos felizes.
Saber dizer”não” é, pois, fundamental. Ensinar-lhes que as coisas adquiridas com esforço são sempre mais desejadas e que, mais importante do que cair, é levantar-se, e, recomeçar de novo é, sem dúvida, a melhor forma de educar e, acima de tudo, um acto de AMOR.

João Matias 
Ano Lectivo 2009/2010
Turma 10º2
Disciplina: Português
Professor: Luís Camacho