ou
Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT)
(Disponível em inglês)
A Organização Internacional do
Trabalho (OIT) considera que ter emprego não é garantia de ter condições de
vida dignas, pois em 2018 a maioria dos 3.300 milhões de empregados no mundo
não tinha bem estar material nem segurança económica
Segundo um relatório que a OIT apresenta esta
quarta-feira em Genebra, esta situação decorre do facto de muitos trabalhadores
terem de aceitar postos de trabalho que não correspondem ao padrão de trabalho
digno, muitos deles precários, mal remunerados e sem proteção social ou
direitos laborais.
A OIT refere ainda, como indício de má qualidade de
muitos empregos, que em 2018 cerca de um quarto dos trabalhadores viviam em
situação de pobreza extrema ou moderada.
No relatório, a OIT considera que "o progresso na
redução do desemprego a nível mundial não se refletiu na melhoria da qualidade
do emprego", o que torna irrealista a meta de trabalho digno para todas as
pessoas, enquanto base do desenvolvimento sustentável.
O documento salienta ainda a falta de progresso quanto
às diferenças entre mulheres e homens no acesso ao emprego.
A nível mundial, apenas 48% das mulheres fazem parte
da população ativa em comparação com 75% dos homens.
As mulheres também estão em maioria na situação de
subemprego.
Para a OIT, esta diferença percentual é alarmante e,
por isso, defendeu a necessidade de medidas políticas para a reduzir.
Continua a ser uma preocupação para a OIT que um em
cada cinco jovens com menos de 25 anos não trabalhe, não estude, nem esteja em
formação, comprometendo as suas perspetivas futuras de emprego.
O relatório salienta, no entanto, alguns sinais
positivos no mercado laboral, prevendo que o desemprego continue a diminuir em
muitos países, se se evitar uma desaceleração significativa da economia.
Reconheceu também que se registou uma grande
diminuição da pobreza no trabalho nos últimos 30 anos, especialmente em países
de rendimento médio e um aumento no número de pessoas com formação escolar e/ou
profissional.
Cem anos após a sua fundação, a OIT reafirma neste
relatório, sobre as "Perspetivas Sociais e do Emprego no Mundo", a
sua intenção de ajudar a solucionar os problemas detetados e de promover um
debate fundamentado sobre as recomendações da Comissão Mundial sobre o Futuro
do Trabalho.
Fonte: Agencia Lusa