sábado, 30 de agosto de 2014

Ensino Superior e desemprego: Vale a pena ser licenciado?

Artigo de João Atanásio* que saiu no Publico de 28.8.14 sob o título "Ensino Superior e desemprego: Vale a pena ser licenciado?":

"A formação superior continua a assegurar aos diplomados mais fácil acesso ao mercado de trabalho. Não obstante, importa salientar a evolução negativa que se tem vindo a verificar neste domínio. 
Portugal acordou para o fenómeno do desemprego em meados da primeira década do século XXI, com as taxas a não pararem de crescer desde o início do milénio (de 3,9%, em 2000, para 7,6%, em 2005, 10,8%, em 2010, e 16,3%, em 2013). Passámos, diariamente, a ouvir falar em milhares de desempregados, muitos deles qualificados, e em emigração maciça de mão-de-obra qualificada.
Fica, então, a pergunta: a formação superior facilita a entrada no mercado de trabalho ou a decisão de prolongar os estudos é economicamente irracional? Ao adiarem a sua entrada no mercado de trabalho, os jovens esperam que o tempo e dinheiro que “perderam” a estudar sejam mais do que compensados pelas oportunidades que se lhes venham a apresentar. Será que esta expectativa se confirma? Será que os ativos qualificados constituem um “material mais empregável”?
A resposta é, inequivocamente, positiva. A taxa de desemprego dos ativos qualificados é bastante mais reduzida (12,9%) do que a dos não qualificados (17,1%).
A evolução do desemprego em Portugal permite-nos chegar às seguintes conclusões: o desemprego tem vindo a aumentar em todas as faixas etárias e em todos os níveis de escolaridade; os jovens (15 a 24 anos) são os mais afetados pelo desemprego (37,7%); o aumento do desemprego afetou em especial os que nunca estiveram inseridos no mercado de trabalho e os que possuem qualificação superior têm uma taxa de desemprego inferior à taxa média nacional e ainda mais distante da taxa de desemprego jovem.
A formação superior continua, assim, a assegurar aos diplomados mais fácil acesso ao mercado de trabalho. Não obstante, importa salientar a evolução negativa que se tem vindo a verificar neste domínio (em 2005, a taxa de desemprego qualificado foi 6,7%, em 2010, de 7,7%, e, em 2013, de 12,9%).
Várias razões têm contribuído para este registo. Se algumas das justificações são incontornáveis (o aumento galopante, embora ainda insuficiente, da população ativa qualificada e a redução do emprego público), outras resultam de situações para as quais é imperativo encontrar uma resposta, aplicando ou aprofundando medidas que garantam a inversão da trajetória dos últimos anos. Entre estas, contam-se:
- Melhorar a informação dos candidatos ao ensino superior, assegurando-lhes uma escolha mais racional e um maior potencial de empregabilidade (o portal infocursos representa uma iniciativa de extrema importância neste domínio);
- Aprofundar a ligação entre ensino superior e mercado de trabalho, envolvendo empregadores na definição dos planos de estudos e conteúdos programáticos, criando gabinetes de integração profissional, promovendo estágios, incentivando a mobilidade internacional dos estudantes e estabelecendo parcerias entre instituições de ensino superior e empresas;
- Definir criteriosamente a oferta formativa do ensino superior público, o qual, por ser financiado pelos contribuintes, deve obedecer a princípios de racionalidade, de razoabilidade, de não duplicação, de especialização e de interesse estratégico;
- Desenhar um catálogo de formação que resolva, ou pelo menos atenue, os gravíssimos inconvenientes da promiscuidade existente ao nível da oferta formativa entre ensino universitário e politécnico, impedindo a contínua academização dos politécnicos e profissionalização das universidades.
Em suma, é essencial adotar medidas que contrariem o aumento do desemprego qualificado. No entanto, ao contrário do que tantas vezes se apregoa, o investimento em formação de nível superior continua a apresentar um forte retorno. É, assim, imperativo que se difunda este dado objetivo, lançando uma campanha de mobilização dos jovens portugueses para a importância que a formação superior tem para o seu futuro e para o futuro do país."
*Docente da Universidade Europeia e Investigador do Centro de Investigação de Direito Europeu, Económico, Financeiro e Fiscal


Movimento pela reutilização dos livros escolares



O “Movimento pela reutilização dos livros escolares” é um movimento de cidadãos que promove a criação e divulgação de bancos de recolha e partilha gratuita de livros escolares em todo o País.
O objectivo único deste movimento é tornar a reutilização de livros escolares uma prática Universal em Portugal.


Reutilizar é ainda melhor que Reciclar!




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Espaço dos professores na UE



O Espaço dos professores contém todos os tipos de materiais para diferentes grupos etários. 
Se quiser ensinar os seus alunos sobre o que faz a UE, como começou e como funciona ou debater as políticas da UE em maior detalhe, encontrará aqui bastante inspiração.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Guia de trabalho - Planos Parentais



GUIA de TRABALHO – Aspetos críticos a considerar no desenvolvimento de planos parentais

AUTORES
Terry Pezzot-Pearce (Psicólogo e autor principal); Roxanne Carlson (Psicóloga); Blain Cellars (Conselheiro Familiar), Debra Eresman (Mediadora), Jane Hoffman (Advogada), Patricia Petrie (Psicóloga); Tina Sinclair (Psicóloga); Kate Wood (Advogada)

COORDENAÇÃO
Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direito dos Filhos

TRADUZIDO DO ORIGINAL
Critical Issues for Consideration when Developing Practical Parenting Plans For Families in Conflict:
A Working Guide, 2007

A separação e o divórcio parental são acontecimentos de vida com grande impacto para todos os membros do sistema familiar e, de uma forma muito particular, para as crianças e adolescentes. 
Este guia pretende sistematizar os principais aspectos a considerar no desenvolvimento de planos parentais que incidem nos diversos contextos de vida da criança, incluindo o contexto educativo.

domingo, 24 de agosto de 2014

Pensamento 57: O MELHOR SENTIMENTO do MUNDO


“The best feeling in the world, is to know that your parents are smiling because of you.”

O melhor sentimento do mundo é a sensação de confirmação que os pais reconhecem orgulhosamente a graça e o valor do filho. Muito se escreve sobre a importância deste vínculo da criança com os seus pais (o Attachment), para o seu desenvolvimento integral, mas primeiro que tudo, está o interesse ou melhor, o encantamento dos adultos por ela (o Bonding). É fonte de toda a auto-estima e da capacidade em se tornar numa pessoa sensível às outras, e fonte de todo o sofrimento quando não ocorre.

Jeremy Holmes, psicoterapeuta, afirma o mesmo*:
 “O exemplo mais evidente de narcisismo necessário é o que podemos encontrar no fascínio e orgulho normais que os pais sentem pelos filhos, e que são, como veremos, uma pré-condição de desenvolvimento por parte das crianças de uma auto-estima adequada. (…) Quando essa criança vai para o jardim-escola um ou dois anos mais tarde, os seus pais irão buscá-la à porta da escola com um “brilho” nos olhos – ao verem que o seu filho se destaca entre a massa das outras crianças banhado por uma luz especial. Quando os pais não são capazes de amar os seus filhos deste modo, serão então as sementes da vergonha e da auto-aversão a germinar.”

* in Narcisismo

BOA SEMANA

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Programa e Metas Curriculares do Ensino Secundário

Encontra-se disponível no Portal da DGE, documentação relativa à Formação de Professores no âmbito do Programa e Metas Curriculares de Português do Ensino Secundário e do Ensino Básico.



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Decreto Legislativo Regional n.º 9/2014/M (RAM)

Decreto Legislativo Regional n.º 9/2014/M - Região Autónoma da Madeira

Adapta à Região o Decreto-Lei n.º 176/2012, de 2 de agosto que regula o regime de matrícula e de frequência no âmbito da escolaridade obrigatória das crianças e dos jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos e estabelece medidas que devem ser adotadas no âmbito dos percursos escolares dos alunos para prevenir o  insucesso e o abandono escolares.
ACEDER AQUI

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Jeffrey Karpicke


Jeffrey Karpicke sobre o papel da avaliação na aprendizagem, na conferência "Avaliação de Alunos" - ciclo de Questões Chave da Educação '12

Um Vídeo da Fundação Francisco Manuel dos Santos

segunda-feira, 11 de agosto de 2014



Manejo comportamental de crianças com Transtornos do Espectro do Autismo em condição de inclusão escolar 
Guia de orientação a professores  

Esta obra traz orientações para professores sobre o manejo comportamental de crianças com Transtornos do Espectro do Autismo em condição de inclusão escolar.
SUMÁRIO
Transtornos do Espectro do autismo
- Definição
- Problemas de comunicação, de interação social e de comportamento
- Dificuldades em habilidades cognitivas
- Dificuldades em habilidades de teoria da mente
- Orientações a professores sobre a inclusão escolar e os Transtornos do Espectro do Autismo
- Como a Análise Aplicada do Comportamento pode ajudar o professor na avaliação e no manejo de problemas de comportamento nos TEA
- Tipos de comportamentos inadequados de maior prevalência em crianças e adolescentes com TEA
- Orientações a professores para manejo comportamental em sala de aula baseadas na Análise do Comportamento



Revista «Interacções»

A revista «Interacções» ( http://revistas.rcaap.pt/interaccoes/index ) publica artigos inéditos sobre cultura e ciência perspectivadas na sua relação com a educação. Pretende constituir um espaço privilegiado de interacção entre diferentes áreas de conhecimento e diferentes correntes de opinião.
Trata-se de uma revista em formato electrónico de acesso livre, organizada sequencialmente por Número e que é publicada três vezes por ano. Cada número, coordenado por Editores convidados pela Direcção da revista, centra-se num tema distinto e pode incluir:
  1. trabalhos de investigação; 
  2. reflexões críticas sobre políticas culturais, científicas e/ou educativas; 
  3. revisões críticas de literatura; 
  4. reflexões críticas sobre inovações educativas e experiências pedagógicas;
  5. comentários críticos sobre artigos publicados na própria revista. 
Os textos podem ser apresentados em português (de Portugal ou do Brasil), espanhol, inglês ou francês.


sábado, 9 de agosto de 2014

Pensamento 56: O CIÚME


“O ciúme. Que irritante. Ele é uma expressão da avidez da propriedade. Ou da petulância do domínio. “ Vergílio Ferreira (escritor)

Verdade. Mas o ciúme surge pelo medo da perda do amado ou da ameaça dessa perda. Que o amado ame ou passe a ser amado por uma outra pessoa. 
Em qualquer caso, o amor-próprio é sempre atingido, o que leva o ciumento a oscilar entre a raiva e a depressão. O comportamento agressivo terá por função afastar a tristeza – quanto mais agressivo menos deprimido.
O ciúme não é medida para o amor. 

Otto Fenichel (psicanalista) afirma o mesmo: “É de se notar que a intensidade do ciúme não corresponde em absoluto à intensidade do amor. Aqueles que são mais ciumentos não conseguem amar, mas precisam do sentimento de que são amados.” Teoria psicanalítica das neuroses 

BOM DOMINGO!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

GUIA: O teu primeiro emprego EURES



O TEU PRIMEIRO EMPREGO EURES: GUIA PARA CANDIDATOS A EMPREGO E EMPREGADORES 2014-2015


“O teu primeiro emprego EURES”, uma iniciativa financiada pela União Europeia, cujo objetivo é facilitar a mobilidade profissional e o recrutamento de jovens na Europa.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Rede c@ps



O Projeto de Apoio a Rede de Atenção Integral e Assistência a Saúde Mental - Rede c@ps - é uma ferramenta de divulgação de informação sobre saúde mental integral.
No site tem acesso para download gratuito, os seguintes livros (como exemplo):
  • Agressividade em crianças;
  • Ansiedade em crianças;
  • depressão em crianças
  • Droga;
  • Autismo;
  • ...

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Lei n.º 35/2014

Os funcionários públicos vão contar com novas regras a partir desta sexta-feira, devido à entrada em vigor da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (AQUI), que aproxima os regimes do setor público e privado.
A nova legislação sistematiza as normas de cerca de uma dezena de leis e decretos-lei aplicados à função pública (que são revogados) e procura aproximar as regras entre os setores público e privado, introduzindo, por exemplo, um período mínimo de férias de 22 dias úteis, em vez de 25.

A partir de hoje, deixa de ser possível o despedimento individual ou coletivo quando o funcionário não completou 12 meses de requalificação (exceto despedimento por motivos disciplinares), e a compensação por rescisão amigável com o Estado passa a variar de acordo com a idade e anos de serviço.

A Lei foi aprovada em finais de abril deste ano, após protestos da oposição que viu chumbados pela maioria PSD/CDS-PP requerimentos de avocação para discussão em plenário de alguns dos artigos.
Apesar da contestação dos trabalhadores e dos partidos da oposição, o Governo avançou com o sistema de requalificação de funcionários públicos, que substituiu a mobilidade especial (instrumento que permite enviar os trabalhadores excedentes para casa a receber parte do salário), um dos pontos mais polémicos da discussão e agora inserido na nova lei.
Também as rescisões por mútuo acordo e o aumento do horário semanal das 35 para as 40 horas, alargando o período normal de trabalho diário de sete para oito horas, diplomas que estão já em vigor, são agora incluídos na Lei Geral.

Os descontos para a ADSE que eram de 2,25% desde agosto de 2013, e que aumentaram para 2,5% a 01 de janeiro deste ano, passaram em maio para os 3,5%.
O debate parlamentar sobre a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas ficou marcado por insultos ao então secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, numa das suas últimas intervenções enquanto governante e que considerou a proposta legislativa essencial para adequar o Estado à capacidade financeira do país.
Com a entrada em vigor da Lei Geral muda o conceito de emprego público, alterando substancialmente o enquadramento laboral do Estado.
Fonte TVI24

Cartão Europeu de Seguro de Doença



O Cartão Europeu de Seguro de Doença é um cartão gratuito que lhe garante o acesso aos cuidados de saúde de que possa necessitar durante uma estadia temporária em qualquer um dos 28 países da UE, bem como na Islândia, no Listenstaine, na Noruega e na Suíça, nas mesmas condições e ao mesmo custo (em alguns países, gratuitamente) que as pessoas cobertas pelo sistema de saúde público do país onde se encontra. Já tem o seu?

Saiba mais sobre o Cartão Europeu de Seguro de Doença em:
http://ec.europa.eu/social

Como posso obter o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD)?Através da Segurança Social ou do seu subsistema de saúde. Nas lojas do cidadão ou nos subsistemas de saúde (ADSE, SSMJ, etc). E ainda na Internet (os beneficiários da Segurança Social, com número de identificação da segurança social, podem pedir o CESD na página da Internet em http://www.seg-social.pt/, através da Segurança Social Directa, com palavra-chave ou Cartão de Cidadão para acesso ao serviço (é necessário registo prévio).
Em que circunstâncias posso utilizar o cartão?
Quando se deslocar temporariamente nos Estados da União Europeia, Espaço Económico Europeu e Suíça. Por exemplo, quando vai de férias, viagem de negócios ou estudar no estrangeiro. O cartão não abrange as situações em que a pessoa vai ao estrangeiro com o objectivo de receber tratamento médico por comprovada impossibilidade de tratamento em Portugal (falta de meios técnicos). O cartão não abrange prestadores de cuidados de saúde do sector privado.
Quais são as prestações a que tenho direito?
O cartão garante o mesmo acesso aos cuidados de saúde do sector público (ou seja, um médico, uma farmácia, um hospital ou um centro de saúde) que os cidadãos do país que está a visitar. Se for necessário receber tratamento médico num país em que os cuidados de saúde não sejam gratuitos, o portador do cartão será reembolsado imediatamente ou mais tarde, quando regressar ao seu país
Tenho uma doença crónica que me obriga a consultar um médico muito regularmente. Pretendo ir a outro Estado-membro, para uma estada temporária. O CESD cobre a minha assistência médica nesse país? 
Sim. Se a sua doença exigir tratamento em unidades médicas especializadas, unidades dotadas de equipamento especial e/ou pessoal especializado, bem como se a sua situação clínica exigir vigilância médica especial e, em particular, o recurso a técnicas ou equipamentos especiais (por exemplo, tratamentos de diálise renal ou oxigenoterapia).
Quais são as vantagens do CESD?
Simplificação administrativa de identificação do titular e da instituição financeiramente responsável pelos custos dos cuidados de saúde de que este possa vir a necessitar. Evita ainda que o segurado seja obrigado a regressar prematuramente ao Estado competente para receber os cuidados requeridos pelo seu estado de saúde.
Que documentação é necessária para obter o CESD?
Consoante a situação, o cartão de beneficiário da segurança social, de utente do Serviço Nacional de Saúde ou do subsistema que assegura a sua protecção na doença e o bilhete de identidade/cartão do cidadão.
Fonte: Jornal Publico 10-8-15
        

Pensamento 55: CRESCER



"Antes eu caminhava entre eles e me perguntava se TODOS gostavam de mim. Hoje eu olho em volta e me pergunto se eu gosto deles".

Verdade!
O termo correto deste processo, utilizado pela psicologia e ciências sociais, é diferenciação identitária, que parte da noção de que, ao criarmos consciência que somos semelhantes ao  outro, percebemos que somos também diferentes dele. Ao sermos capazes de identificarmos essas diferenças, somos atraídos para essa pessoa ou ao contrário, rejeitamo-la. 
Conjuntamente, através das experiências de vida, das nossos pequenas e grandes conquistas, reivindicamos para nós mesmos, a nossa própria identidade - não sou mais aquilo que me disseram que eu era mas o que sou e quero ser.
Assim, a evolução desejada para cada um de nós será, de um estado de dependência da apreciação do outro, para o estado de confiança no seu próprio valor (o narcisismo é auto-governado).

António Coimbra de Matos, psicanalista, afirma o mesmo, referindo-se ao contexto da psicoterapia:
“ (…) o locus de regulação da auto-estima não depende agora do olhar do outro, mas da auto-reflexão, o narcisismo é auto-governado.. (…) não sou mais aquilo que me disseram que eu era mas o que sou e quero ser.” Vária Climepsi

BOM FIM de SEMANA