domingo, 31 de março de 2013

A escola integra ou exclui?


O artigo de Daniel Rijo, psicólogo, Professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, editado no Publico de 13.3.13, com o título A escola integra ou exclui? :
"Ter sucesso na escola é fundamental num país que, apesar da melhoria dos últimos anos, continua a ter taxas de insucesso e de abandono escolar entre as mais altas dos países da UE. A escolaridade cumpre uma função fundamental na proteção dos cidadãos, na garantia de que lhes são oferecidas oportunidades de igualdade e que o seu potencial enquanto pessoas será promovido. A Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei 46/86) apela ao pleno desenvolvimento da personalidade do educando, da formação do carácter e da cidadania, permitindo assim que a educação nos traga a aptidão para refletirmos sobre valores espirituais, estéticos, morais e cívicos, ao mesmo tempo que fisicamente nos desenvolvemos de modo equilibrado. Mas o esforço pela universalidade do ensino não pode significar que damos a todos por igual, pela simples razão de que muitos nasceram diferentes e maior ainda é o número daqueles que não tiveram as mesmas oportunidades de desenvolvimento antes de ingressarem na escola.
Quando uma criança ingressa no sistema de ensino, traz já uma herança que a diferencia das outras. Dificuldades nos primeiros anos do ensino básico deveriam ser imediatamente sinalizadas e intervencionadas. Mas se a saúde e a proteção de menores não derem uma resposta atempada, adequada no foco e na intensidade, os problemas persistirão. A experiência do terreno mostra que o acesso a tratamentos de saúde mental escasseia no país e as medidas de proteção dos menores pecam muitas vezes por serem demasiado brandas ou chegarem tarde (quando chegam!). Quantos profissionais ou equipas existem capazes de intervir sobre famílias no desenvolvimento de competências de parentalidade? E quantos técnicos devidamente qualificados estão disponíveis para intervir com os alunos, procurando atenuar as diferenças e ultrapassar as dificuldades?
A generalidade das estratégias adotadas para reduzir o insucesso passa por maior tempo de aulas ou estudo acompanhado, por intervenções a posteriori e pelo encaminhamento para currículos alternativos. São encaminhados para currículos profissionalizantes alunos que não revelam dificuldades cognitivas mas que levarão consigo os mesmos problemas de regulação emocional e comportamental que manifestavam anteriormente. Este amadorismo reinante e a ausência de técnicos qualificados que auxiliem a escola na intervenção com alunos "difíceis" têm levado ao recurso a uma série de estratégias que, em vez de promoverem a adesão do aluno à escola, mais parecem contribuir para acentuar a diferença, a alienação da escola e, a longo prazo, a exclusão.
Muitos alunos não completarão com sucesso razoável o ensino regular porque, de certo modo, o mesmo está formatado para que o não consigam. Não seremos capazes de promover uma melhoria acentuada nas taxas de sucesso enquanto circunscrevermos oscurricula a uma hegemonia de disciplinas de base científica e tecnológica. A diversidade das matérias e disciplinas lecionadas deve ser maior, deve atrair à escola outros saberes, outras formas de abordar os problemas da vida e da sociedade. O teatro, a dança, as artes devem entrar nos muros da escola pela porta grande. Têm o mesmo mérito e importância que a física, a matemática, a química, as línguas, a geografia ou a biologia. Informam do mundo e da vida. Onde está escrito ou demonstrado que é o conhecimento de natureza científica e tecnológica que mais realiza o homem? Que estudos fundamentam ou sustentam tal premissa?
O ensino básico não pode continuar a ser visto como uma pré-fase do ensino superior. Mas será pior a emenda do que o soneto se for visto exclusivamente como um currículo preparatório do ingresso no mercado de trabalho. Oferecer uma via de ensino profissional parece necessário e útil. Mas pode ser perigoso se a opção tiver de ser feita muito cedo. Quando somos novos, as escolhas vocacionais são sempre instrumentais e podem estar ao serviço do medo, da procura da facilidade ou mesmo de crenças acerca da nossa incapacidade. O ensino profissionalizante não deve repetir o que acontece atualmente com muitos alunos de cursos CEF, que só foram encaminhados para esta modalidade devido a problemas comportamentais ou motivacionais. A escola deveria saber lidar com alunos problemáticos e malcomportados. Não pode continuar a resolver as dificuldades encaminhando-os para modalidades de ensino percecionadas como mais fáceis. Menos ainda legitimar tomadas de decisão apressadas com base na crença de que estamos a preparar bem estes jovens para a vida. Qual vida?"

quinta-feira, 28 de março de 2013

site Emprego Pelo Mundo



Um jovem português que está a fazer um curso superior na República Checa quer ajudar a combater o desemprego em Portugal. Para isso criou, em Fevereiro, o site Emprego Pelo Mundo http://www.empregopelomundo.com/ )onde publica, todas as semanas, mais de 30 ofertas internacionais de trabalho.
Diogo Ribeiro, de 24 anos, está a tirar Química, Engenharia e Tecnologia no famoso Instituto de Química de Praga, onde o Nobel da química Vlado Prelog estudou.
Embora ainda seja bastante novo, Diogo explicou ao Boas Notícias que já tem na bagagem muitas "experiências vividas em vários países do mundo": estudou 12 anos em Macau, fez um curso de Verão na Dinamarca e trabalhou em Pequim, além de ter visitado dezenas de países em viagens turísticas.

Com base na sua experiência internacional, o jovem quis “ajudar a combater a elevada percentagem de desemprego em Portugal” e decidiu “criar um site com ofertas de emprego” sobretudo com vagas em empresas internacionais, destinado “a todos os portugueses que procurem emprego no estrangeiro”.

Todas as semanas, Diogo pesquisa ofertas de trabalho existentes um pouco por todo o mundo, dando especial destaque àquelas que pedem candidatos de língua portuguesa. Semanalmente, o Emprego Pelo Mundo divulga mais de 30 ofertas de trabalho.
fonte: Boas notícias

quarta-feira, 27 de março de 2013

MANUAIS - Educação para o Desenvolvimento



(Pensar o Mundo  - 1º Ciclo -(AQUI) ou  AQUI )


(Pensar o Mundo -  2º Ciclo(AQUI)

No âmbito do projeto “ Hoje as crianças, amanhã o mundo" a AIDGLOBAL dispõe de materiais pedagógicos de Educação para o Desenvolvimento para crianças dos 5 aos 12 anos.
Todos estes materiais oferecem pontos de partida para integrar a Educação para o Desenvolvimento no Ensino Formal.
Site da AIDGLOBAL:

terça-feira, 26 de março de 2013

Jogo digital – Vive na Boa



Numa iniciativa da HUMANUS - Associação Humanidades , acaba de ser lançado um jogo digital – Vive na Boa,- testado e adaptado em contexto escolar, sobre igualdade de género, sexualidade responsável, prevenção do consumo de drogas, alimentação saudável e atividade física/desporto.

O jogo «Vive na boa!», disponível em linha para utilização pelas escolas, é um jogo do tipo «role-play» em que, ao longo do seu desenvolvimento, cada personagem é chamada a dar opinião sobre temas diversos e a ter diferentes atitudes.

O jogo permite o acesso a uma biblioteca sobre temas como a roda dos alimentos, receitas saudáveis, excesso de peso e obesidade, mitos sobre as drogas, evolução da história das ideias sobre feminino e masculino, direitos sexuais e reprodutivos, planeamento familiar, interrupção voluntária da gravidez, entre vários outros.
ACEDER aqui  ou aqui

segunda-feira, 25 de março de 2013

MANUAL - Mente Sã em Corpo São


O Manual reúne a experiência adquirida durante o Projeto Mente Sã em Corpo São (2008/20011), o qual visou a prevenção junto de jovens que praticam desporto.
O Manual contém uma series de dinâmicas de grupo para o treino de competências sociais e emocionais, em VIH/SIDA.
ACEDER ao Manual, (AQUI) ou AQUI 
É um produto de Médicos do Mundo. Foi retirado de:

domingo, 24 de março de 2013

Para os intimidados e belos




Shane Koyczan: "Até Hoje" ... para os intimidados e belos.
O poeta Shane Koyczan coloca o dedo na ferida do que é ser jovem e… diferente. "Até Hoje," sua poesia recitada sobre 'bullying', cativou milhões com um vídeo viral (criado, estilo 'crowd-source', por 80 animadores). Aqui, ele faz uma linda interpretação ao vivo, com uma história de fundo e acompanhamento de violino tocado por Hannah Epperson.

retirado de ted.com (conferência traduzida em 9 línguas)

SER VIOLENTO É SER FRACO - porque as pessoas serenas conseguem ser superiores aos instintos agressivos que todos nós temos.
TENHA UMA ÓTIMA SEMANA!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Diferenças entre uma vida feliz e uma vida com sentido

Artigo de HELENA MARUJO Felicidade Pública (3): A eterna novidade do mundo que saiu no Publico de 18.2.2013:
“Do fotógrafo russo Roman Vishmiac diz-se que aprendeu a conter a respiração durante dois minutos para fotografar os insetos e animais que observava e captava, negando-se a fotografar animais mortos. Esperava pela beleza, primeiro sem se mover, alimentando o seu carácter vitalista, para depois finalmente atuar, disparando a  aquina e imortalizando o momento, que passava a ser um momento de criação.
Vivemos o que muitos definem como tempos duros, melancólicos, ambíguos, descritos como emocional, espiritual e moralmente estéreis.
Alguns de nós sentem que deixaram simplesmente de respirar e, em asfixia, não têm esperança de retomar o fôlego. Nesse estado escravizado experimentamo-nos incapazes de ver vida, e não conseguimos suspender a mecânica das nossas atividades domésticas e domesticadoras para sentirmos o palpitar, o vislumbre de alternativas, o mais além que o hoje encerra.
Outros, ao invés, têm o atrevimento de, como Vishmiac, ao suspender a respiração, contemplar este clima denso e de penumbras à procura de sinais reveladores de confiança no futuro e, numa determinação consequente, verem e criarem eles mesmos a beleza. Vão para além da miopia típica de discursos cínicos, superficiais, repetitivos, puramente comentadores e nunca agentes, e moldam novas gramáticas existenciais que, numa nitidez milagrosa, mostram que, afinal, estamos a avançar como humanidade. Somos parte, portanto, de um momento da história que é tão apocalítico quanto festivo.
Fui testemunha recente, uma vez mais, da alquimia pública que tantos destes “iluminadores de possibilidades” estão a protagonizar na sociedade portuguesa.
Convocada para um encontro informal num belíssimo espaço público de Lisboa, cruzei-me fascinada com um grupo de duas dezenas de pessoas, até aí quase todas desconhecidas, convidadas e escolhidas para conversar por serem, de alguma maneira, Facilitadores de Transformação.
Cada um, na sua forma distinta, há anos que questiona o que é a civilização, abrindo-se a um campo de possibilidades experimentais que torne a sua vida e a de todos um espaço potenciador de plenitude, fazendo da sua existência uma prática relevante, que o faça ser mais do que mero personagem casual da vida. Um e outro perguntam-se, como preconizava Peter Drucker, não o que podem atingir individualmente, mas como podem contribuir para o todo, de que forma tecer um novo poder social que se suporte e se espelhe no poder de agir em autenticidade à mudança, mesmo que isso implique a incerteza do ato criador.
Nessa conversa matricial, antes de mais apresentaram-se como mães e pais, em seguida como pessoas inquietas e ativistas, e depois ainda enquanto agricultores, construtores de casas, engenheiros, informáticos, arquitetos, psicólogos, designers, coaches, professores, dançarinos, músicos, desportistas... que passaram por todo o tipo de experiências e de trabalhos, de dores e de buscas, mais desafiadoras ou mais banais, mas todas exigentes – da bancarrota à vida empreendedora –  vivendo hoje uma simplicidade de vida estrondosa, suportada em cinco ideias-base. São elas: que estamos em transição cheios de força transformadora; que esta se faz com base em redes de aprendizagem e conhecimento, que se devem por sua vez suportar na dimensão colaborativa; que o convocar público de convergências e a dimensão eclética permitirá construir melhores pessoas e melhores culturas; que precisamos de trazer simplicidade para as coisas complexas, contrariando o que fixemos antes, já que complicámos o simples; que temos que voltar a ser apologistas da experiência e que o poder mais importante da contemporaneidade é o poder de atuar; e que as nossas vidas deverão ser de serviço, sendo que uma das formas de o conseguir é por as ideias ao serviço do coração. Cada um, nas suas vidas, e através da forma inovadora que escolheu para ter uma participação pública, cria diariamente outra forma de ser gente e mundo, dentro de uma ética do gratuito, da sustentabilidade, da compaixão, da diferenciação, do dar espaço para o futuro que parece querer emergir.
Neste criar que é ligar, neste facilitar que é credibilizar, vi sinais puros de oxigenação, numa respiração ritmada, em co-inspiração, atenta à matéria de que são feitas as nossas próprias vidas. E segundo os estudos recentes da felicidade, parece que é cada vez mais isso que conta.
De facto, na mesma altura cruzei-me com um artigo científico que será publicado em breve no Journal of Positive Psychology, onde o investigador Roy F. Baumeister e colegas aprofundam as diferenças entre uma vida feliz e uma vida com sentido. A dicotomia que separa o lado hedónico da existência (prazer, emoções positivas, sentir bem) e o lado eudaimónico (desenvolvimento pessoal, propósito) já remonta a Aristóteles, mas sabendo como as duas formas de experiência de vida se interligam, tem ganho lugar nos estudos recentes da ciência da felicidade perceber o que as diferencia, e que impacto social e pessoal têm uma e outra.
A  felicidade hedónica sem a experiência de sentido coletivo é orientada para o presente, mas a consciência de uma vida com propósito implica integrar o passado, o presente e o futuro. Os que estão felizes parecem ser os que esperam muito da vida e dela tiram tudo o que podem; os que têm um propósito para a sua existência são, ao que o estudo indica, aqueles que dão.
Perguntemo-nos por isso: poderemos ser realmente felizes hoje sem uma visão integradora da nossa existência, sem uma reflexão sobre para e porque queremos viver, sem mudanças e evoluções pessoais, claramente decididas e determinadas sobre os seres humanos que queremos ser, levando para a vida de todos os dias aquilo que nos faz sentido e dá propósito?
A resposta é: podemos. Podemos ser felizes e ter vidas sem sentido, mas parece que ter existências em que, depois das necessidades básicas resolvidas (base primeira e vital para se ser feliz), o foco seja apenas que as nossas necessidades e desejos associados ao prazer sejam satisfeitos, está relacionado com uma vida auto-absorta, relativamente vazia e até potencialmente egoísta. A vida feliz que não é acompanhada de uma vida com sentido é tendencialmente irrelevante para a sociedade.
Por seu lado,  podemos ter um sentido na vida e viver infelizes. Neste caso, a centração do bem-estar não é já é no próprio, e ter uma vida altamente significante mas infeliz permite ainda assim que a pessoa contribua para o bem comum. Um envolvimento sério com coisas para além de nós mesmos e dos nossos prazeres pode ser tão profundo que possa ir em detrimento da própria felicidade individual.
Por isso, perseguir a felicidade não pode ser a única meta das nossas vidas, a não ser que essa felicidade seja pública, coletiva, comprometida com os outros, criando a sua presença social.
Se, como conclui Baumeister e colaboradores no seu estudo, a felicidade é natural, mas o sentido é uma construção cultural, estamos então num momento histórico em que é a busca do propósito que nos move, e que nos tornará cada dia sabiamente mais humanos.
Estes Facilitadores de Transformação que conheci, parando a respiração por momentos para apreciar o belo da existência, entre as raízes do que já foi e a ilusão do que pode ser, mostram que não é uma felicidade pessoal que procuram e que mais os move, ainda que ela possa vir por acréscimo e seja bem-vinda; mas que quando retomam a respiração a fazem com consciência, indo bem fundo, num movimento toráxico sempre com a inclusão do Outro, para melhor saber soprar as velas do futuro que velejam.
O titulo com que se auto-designaram, se bem que ainda em processo, já expressa o compromisso ético com uma utopia dialogante, dialética e com sentido crítico, ao serviço da emancipação humana e de um novo ritmo coletivo, que capte e alimente o verdadeiro propósito e vitalidade do todo. Adaptando Kierkegaard, diria que lutam pela pureza de coração de deixar, nem que seja, uma só coisa,  assim renovando a eterna novidade do mundo.”
Helena Marujo é professora universitária no ISCSP/UTL.A
(o sublinhado é meu)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Exercício sobre "Pensamentos"

Stevemccurry Just Write

Tema – Pensamentos - O que nos vai na cabeça!
Objectivos: Conhecer como funciona o pensamento: pensamentos que ajudam e pensamentos que deitam abaixo (agridem ou bloqueiam). Regulação dos pensamentos que nos ajudam e dos que nos deitam abaixo: porque agridem ou bloqueiam: chaps e cheps.
Actividades
1) Pensamentos que ajudam: Vou tentar, vou procurar ajuda, vou fazer aos poucos, vou tentar de novo, vou fazer de outra maneira, vou ver onde me enganei, vamos fazer todos juntos
2) Pensamentos que deitam abaixo: Nunca serei capaz, quando me meto nas coisas nunca consigo, não vale a pena tentar, sou mesmo um zero, detesto-me por isso, tenho que ser o maior…
Leva uma sova que nunca mais diz o mesmo; meto-lhe medo e ele desiste, meto uma intriga e dou cabo dele.
Falar com os alunos sobre estes 3 tipos de pensamentos.
• Em cartões, escrever situações: casa, familiares, irmãos, professores, colegas, amigos, desconhecidos, escola, rua.
• Cada aluno levanta-se e tira uma situação e representa um dos 3 tipos de pensamento.
Os outros adivinham, o facilitador comenta e anima.
3) Grupos de 4- 10 minutos prepara/ dramatiza, sketches de 3 minutos
1- Pensamento que ajuda (1 minuto);
2- Pensamento que agride (1 minuto);
3- Pensamento que bloqueia (1 minuto)
CHAPS e CHEPS do pensamento e do sonho; Ser empreendedor e tomar iniciativas; deixar-se “derrotar” e desistir, ficar à espera que as coisas “aconteçam” ou da sorte
4) HAKA! Coro ou movimento ou grito da turma
5) TPC – Pequeno texto para dramatização (a dar ao professor no dia seguinte)
- CHAPS e CHEPS do pensamento: notas da escola, desporto, amigos, amores, família, professores, educadores, vizinhos, desconhecidos
Extraído de: Programa de promoção de competências pessoais e sociais, auto-regulação e capital social com adolescentes, Matos, M.; Gaspar, T.; Ferreira, M.; Tomé, G.; Camacho, I.; Reis, M.; Melo, P.; Simões; C.; Machado, R. & Ramiro, L. (2011). Programa de Promoção de Competências Pessoais e Sociais, Auto-regulação e Capital social com Adolescentes [Program of social and personal skills promotion, self-regulation, and social capital with adolescents]. Revista de Psicologia da criança e do adolescente/Journal of Child and Adolescent Psychology, 3, 165-168.

quarta-feira, 20 de março de 2013

REDEinclusão


REDEinclusão é um Projecto que faz parte integrante da Associação Cidadãos do Mundo e que visa o desenvolvimento da inclusão educativa e social das crianças e jovens em situação de vulnerabilidade ou marginalização, nomeadamente, os que vivem em condições de privação ou abandono, os que são portadores de deficiência ou doenças graves e prolongadas, os refugiados, os que constituem minorias culturais e linguísticas, os que trabalham, os que estão por qualquer razão excluídos de uma educação formal.
Na sua página poderá aceder a Recursos sobre as temáticas referidas, redeinclusao.web.ua.pt

quarta-feira, 13 de março de 2013

A eficácia das técnicas de estudo




Cada um de nós tem o seu próprio estilo de aprendizagem. Uma determinada maneira de estudar pode ser útil para uma pessoa , mas menos eficaz para outra.
O artigo publicado na  Psicologia Psychological Science in the Public Interest,  com base de no Trabalho de Dunlosky, J., Rawson, K., Marsh, E., Nathan, M ., & amp; Willingham, aborda este assunto.
- ACEDER em   plataforma  Bigthink.  ou:
http://bigthink.com/neurobonkers/assessing-the-evidence-for-the-one-thing-you-never-get-taught-in-school-how-to-learn (Tem acesso ao artigo na íntegra)

- ACEDER a outros artigos, sob o mesmo tema, em:
http://www.vox.com/2014/6/24/5824192/study-smarter-learn-better-8-tips-from-memory-researchers

https://ww2.kqed.org/mindshift/


TÉCNICAS de ESTUDO(Breve Síntese):

Interrogatório de Elaboração (Moderada eficácia)
Significa colocar a si próprio questões sobre a matéria e dar como respostas. É uma técnica eficaz para os casos em que já se possui um certo conhecimento sobre os assuntos..
Trata-se de, depois de ler alguns parágrafos do texto, criar uma pergunta : "Por Que x = y".

Auto-explicação (Moderada eficacia)
É uma técnica útil para a a aprendizagem de assuntos abstratos. Explica~se como se resolvem pos problemas e dá-se razões para as escolhas feitas.

Fazer sumários (baixa eficácia)
Trata-se de tentar de sintetizar em pequenos textos.

Destacar e sublinhar (baixa eficácia)
Destacar uma ideia ou conceito. É muito popular. aconselha-se que seja utilizada com outras técnicas.

A palavra-chave mnemónica (eficácia baixa)
Trata-se de memorizar Informação com recurso a palavras com um significado semelhante

CRIAR Imagens (eficácia baixa)
Trata-se de criar imagens visuais  enquanto se lê os textos, Parece que tem pouca eficácia, quanto mais bocados de texto estão envolvidos..

Reler (baixa eficácia)
A releitura é menos eficaz que as outras técnicas 
A releitura concentrada - Volta a ler, com com atenção, após uma primeira leitura foi considerada mais éficaz.

Praticar exercícios (Alta eficácia)

Prática DISTRIBUIDA (eficácia alta)
Alguma vez se questionou se séria melhor estudar a matéria em grande quantidade, ou dividi-la distribuindo-a em pedaços nenhum andamento? 

Prática intercalada (eficácia moderada)
Alguma vez se perguntou se voçê é melhor a estudar em blocos e intervalar com outra matéria diferente, por exemplo, problemas? 









terça-feira, 12 de março de 2013

Cadernos de Apoio - Metas Curriculares


Encontram-se publicadas no Portal da DGE, os Cadernos de Apoio à implementação das Metas Curriculares de Português e de Matemática do Ensino Básico; TIC; Educação Visual e Educação Tecnológica.
ACEDER AQUI

sábado, 9 de março de 2013

Vítima de bullying

Jennifer Lawrence é uma das atrizes em grande ascensão em Hollywood e o seu nível de notoriedade aumentou depois de há poucos dias ter ganho o Óscar para a Melhor Atriz pelo seu desempenho em Guia para Um Final Feliz. É também muito jovem, 22 anos, e portadora de uma beleza cativante. Talvez
tenha sido por isso que, imagine-se, foi vítima de bullying, praticado por raparigas. “Mudei várias vezes de escola no liceu porque algumas das raparigas eram más”, admitiu ao Sun.
Fonte: Jornal Publico de ontem

A inveja! Se desejar, visite o meu outro blogue onde faço algumas incursões pelo tema da inveja destrutiva:

sexta-feira, 8 de março de 2013

Bom fim de semana!




 Cena do Filme Formiga Z/ANTZ
Como nos identificamos com a Formiguinha!
As nossas narrativas disfuncionais:"...eu sinto-me fisicamente um inadequado....Eu nunca foi capaz de levantar mais do que 10 vezes o meu próprio peso...", diz a Formiga Z
O comentário (desajustado) do psicoterapeuta "Excelente! Conseguiu expressar suas emoções", ajuda a criar um momento de humor.

De novo a indisciplina


O artigo do psiquiatra Daniel Sampaio, com o título “De novo a indisciplina”, publicado na Revista 2 do Jornal Publico de 3.3.13.

“Na crónica da semana passada reflecti sobre a indisciplina no espaço escolar e propus algumas medidas que a escola poderá pôr em prática para minorar este problema.
Hoje começo por afirmar que muitas aulas seguem metodologias de há 50 anos: longas exposições dos professores, sem direito a perguntas por parte dos alunos; utilização do quadro como único material de suporte, mesmo que agora já não seja o “quadro preto” do meu tempo; pouco trabalho de grupo e de pesquisa; métodos tradicionais de controlo disciplinar, como admoestar, gritar ou “pôr na rua”, como faziam, na minha adolescência, os maus professores do Pedro Nunes.
Estes métodos conduzem depressa à indisciplina: educados em famílias onde todos podem participar ou, em muitos casos, em famílias desestruturadas sem quaisquer regras, os alunos de hoje reagem a esta organização “vertical” da sala de aula, onde só fala um e 30 têm de estar longos minutos em silêncio. A sua experiência quotidiana é diferente: na família, predomina a organização “horizontal”, onde a sua palavra é estimulada ou, na pior das hipóteses, provêm de agregados familiares em que o caos é a regra. Olham para o Facebook e observam uma participação intensa, sem limites, onde não raro está presente a grosseria e a falta de respeito. Por essas razões, mesmo com contextos familiares muito diversificados, a indisciplina é, infelizmente, uma característica geracional.

Um professor só pode ser respeitado se, de facto, respeitar os seus alunos. Esta exigência implica uma complexa arte de saber ouvir e, ao mesmo tempo, conseguir obter o silêncio; ser firme sem autoritarismo; nunca cultivar o “deixar andar” face a um comportamento desrespeitoso dos jovens.
Todos os alunos merecem um estatuto e uma dignidade, tal como os professores, o que só se consegue com empatia mútua. O respeito e a ordem na sala de aula não se obtêm com medidas punitivas primárias, nem com a permissividade do “fazer de conta”. É crucial encontrar um equilíbrio entre a definição do “estar na aula” por parte do professor e esse “estar” por parte do aluno, o que só se consegue através de uma relação pedagógica estruturada, organizada a partir do trabalho conjunto e de um adequado relacionamento interpessoal.

Ora o que acontece, em muitas aulas, é o contrário: impedido, pela organização “vertical”, de poder ter voz activa na sala, o aluno de hoje depressa recorre à acção indisciplinada e clandestina para obter o seu “controlo” da aula.
O professor não funciona se não tiver um espaço estruturado para ensinar. Para isso, necessita responsabilizar toda a turma e não a dividir em “bons” e “maus” alunos. Só consegue êxito se organizar os alunos num espaço de cooperação, onde a procura da entreajuda e solidariedade entre os mais novos deve ser sempre estimulada. Também é necessário que o professor demonstre uma compreensão e conhecimento efectivos da realidade actual dos alunos, respeitando a sua privacidade mas estando disponível para a escuta e aconselhamento.
Verifico pouca reflexão sobre estes temas nos meus diálogos com professores e alunos. Predominam a crítica do outro, o desânimo e a eterna espera de que o ministério melhore, onde deveria existir a construção recíproca do saber estar hoje numa sala de aula.”

quarta-feira, 6 de março de 2013

Como gerir e reduzir o stress


Como gerir e reduzir o stress - Guia gratuito já disponível online.
Este novo livro informativo da Mental Health Foundation sobre o Stress foi publicado em Janeiro deste ano 2013. Trata-se de um guia sobre o impacto que o stress pode ter na vida de uma pessoa, indicando formas de melhor lidar com o mesmo, listando101 estratégias práticas para ajudar a reduzir o stress.
ACEDER AQUI ou (AQUI)
Ou