terça-feira, 27 de julho de 2010

Sara Barros 10º 1

EU E AS TENOLOGIAS DO SECULO XXI

    Quando ouço falarem do mais recente computador ou dos mais modernos telemóveis que acabaram de sair (“seres” mais complexos que os computadores utilizados há cinquenta anos para ir à Lua) fico completamente desorientada. Admito, sou um poço de ignorância no que toca a esta matéria e só com uma corda bem longa e um golpe de sorte é que conseguiram chegar às profundezas da minha inteligência e trazer algum tipo de informação que vos mate a sede, porque, como disse, o meu poço está praticamente seco nesta área.
    Por vezes sinto que vim ao mundo uns séculos atrasada … Se tivesse nascido há uns tempos atrás a Terra seria um lugar bem melhor, pois não seria obrigada a assistir às minhas lutas diárias na tentativa de conviver pacificamente com esses “seres”. Imagino-me em pleno século XVIII a viver tranquilamente. Uma vida perfeita, livre do stress adquirido quando exposta aos “seres informáticos”, uma vida sem telemóveis a implorar-me que os alimente, computadores com constantes promessas de nunca mais virem a trabalhar ou ainda a felicidade de nunca me cruzar com uma daquelas impressoras que, quando contrariadas, demonstram-se como sendo implacáveis adversários na luta de uma folha amachucada. Já para não falar nos benefícios directos aplicados à minha vida social, pois não teria que fingir ser a intelectual tecnológica que não sou, fazendo sinais afirmativos com a cabeça ou laçando um “Hummm” no monólogo daqueles que ousam perguntar-me diariamente sobre questões que se encontram muito além da minha competência informática actual. Mas, visto a NASA andar mais interessada em desenvolver tecnologias centradas em viagens de longas distâncias e não no tempo, o meu desejo de viver no século XVIII morre aqui. Num desejo. Trazendo-me de volta à realidade do século XXI, em que, apesar das minhas óbvias dificuldades de camaradagem com a informática e seus relativos tecnológicos, ainda consigo desfrutar de alguns dos prazeres oferecidos pelos tais…

Sara Barros
Ano lectivo 2009/10
Ano /Turma: 10º 1, Nº 19
Disciplina: Português
Professor: Luís Camacho

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Entrevista a John Nash

"A minha mente tem a história que tem"
Lutou décadas contra a esquizofrenia - e acabou por vencê-la. Chama-se John Nash e é o génio matemático que inspirou o filme Uma Mente Brilhante.
Nash esteve esta semana em Portugal para participar na 24.ª Conferência Europeia de Investigação Operacional, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
A partir de finais dos anos 1980, depois de 30 anos mergulhado nos delírios da esquizofrenia, começou a melhorar e em 1994 recebeu o Prémio Sveriges Riksbank de Ciências Económicas (A Academia não atribui o prémio Nobel da Economia).

História pessoal
Nascido em 1928 nos Estados Unidos, Nash doutorou-se em 1950 pela Universidade de Princeton com uma tese de apenas 27 páginas que viria revolucionar a área matemática da Teoria dos Jogos.
A partir de finais dos anos 50, Nash desenvolveu esquizofrenia paranóide.


Revê-se na personagem interpretada por Russell Crowe no filme Uma Mente Brilhante, de Ron Howard? A história do filme é próxima da verdade ou muito afastada dela?
O filme é uma ficção selectiva, mas não está completamente afastada da realidade. Alicia e eu fomos consultados - isso fazia, aliás, parte do contrato do filme. Portanto, eles tinham licença artística, mas isso não tornou a história completamente fictícia.
Não diria que me revejo nele. O filme não diz absolutamente nada sobre os meus anos de formação, antes da minha chegada à Universidade de Princeton.
O génio científico anda de mãos dadas com uma certa peculiaridade de pensamento?
Esse é um terreno perigoso. Newton, por exemplo, desconfiava muito dos outros e, a dada altura, parecia psicótico em relação a alguns temas. Nunca foi casado, teve uma vida invulgar e fez experiências de alquimia. Também tinha escritos sobre a religião e as ideias religiosas que eram em parte convencionais para a época, mas também bastante impróprias. Mas quem pode dizer exactamente o que são a doença e a saúde mental?
Continua a fazer algum tratamento?
Não. Fui tratado contra a minha vontade quando estive hospitalizado. É difícil saber se há uma recuperação total quando a pessoa está a tomar medicamentos. Pode ser que haja muita gente em recuperação no mundo que toma pequenas quantidades de remédios quando na realidade não precisa de tomar nada. E que funcionaria melhor se não os tomasse. Mas depende do tipo de medicamento.
Sempre recusou as hospitalizações.
Não há hospitais psiquiátricos bons.
Como saiu da doença?
Eu não aceitava a ideia de ser doente mental. Pensava que o meu delírio era em parte verdade. Em termos políticos em particular. Mas, a dada altura, comecei a rejeitar algumas áreas do pensamento político, em particular as ideias políticas relacionadas com a China.
O meu pensamento político em relação à China tinha a ver com a existência de Taiwan, Hong Kong e Macau, que os portugueses conhecem bem [ri-se] - com Taiwan em especial. Aquilo era bom, era mau? Eu elaborava ideias, imaginava coisas, conceitos secretos.
E começou novamente a trabalhar.
Não foi assim tão simples, mas, em 1995, na sequência do Prémio Nobel, deram-me um gabinete e um cargo de senior research mathematician na Universidade de Princeton, que ainda hoje mantenho.
Qual é o objectivo da sua investigação actual?
Estou a trabalhar numa nova abordagem da teoria dos jogos cooperativos, que tem a ver com a ideia de evolução natural, de evolução da cooperação.
Acha-se livre da esquizofrenia?
Estou livre de sintomas diagnosticáveis. A minha mente tem a história que tem, mas não estou louco. Não pertenço a um asilo de lunáticos.

Extracto da entrevista de Ana Gerschenfeld, Jornal Publico, 15 de Julho de 2010



sexta-feira, 9 de julho de 2010

Como elaborar um Curriculum Vitae

CURRICULUM VITAE - C.V.

O que é?
- É um resumo dos seus dados pessoais, da sua formação, experiência profissional e até, de actividades não profissionais.

Para que serve?
- Para levar o empregador a querer conhecê-lo;
- Para obter uma entrevista com o empregador.

Quando e como utilizá – lo?
- Em resposta a um anúncio de emprego, acompanhado de uma carta de apresentação;
- Numa candidatura espontânea a uma empresa.

Elaborado com base no:
Guia Prático “ Como procurar emprego” – Ministério da Segurança Social e do Trabalho.
Este Guia pode ser consultado no Serviço de Psicologia e Orientação da Escola.

Ajuda para elaborar o CV
No seguinte endereço electrónico, poderá criar o seu Curriculum Vitae -CV Europass, e apresentar as suas competências e qualificações de uma maneira clara e correcta. Para tal, clique (aqui).

VÍDEO
Complemente o CV tradicional, com uma apresentação em vídeo. Consulte as dicas e regras para criar um bom Vídeo CV, em:


quinta-feira, 8 de julho de 2010

O cérebro e a escolaridade

“…os indivíduos com baixa escolaridade tendem a usar o cérebro para processar informações de uma forma diferente do que indivíduos com nível educacional elevado ou que tenham o adquirido na época regular. “

 Alexandre Castro- Caldas, The ex-illiterate brain: the critical period, the cognitive reserve and the HAROLD model "

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A forma como se passa o tempo

“Eu comecei a usar computadores quando tinha 25 anos. O período crítico é dos 8 aos 18. E a forma como se passa o tempo nessa idade é, a seguir aos genes, a variável mais importante a determinar o funcionamento do cérebro. Quem passa 24 horas por semana a ser um receptor passivo de televisão tem um determinado tipo de cérebro. Quem passa esse tempo a ser um utilizador activo de informação, tem outro tipo de cérebro, que é um cérebro melhor, mais apropriado ao século XXI.”


Don Tapscott - Investigador, professor universitário, consultor e autor de vários livros. Canadiano nascido em 1947, lançou, em 1997, o livro “Growing Up Digital - The Rise of the Net Generation”.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Jessica Franco 10º 3

EGOÍSTA

   Eu quero mais que nada ser egoísta, e pedir-te para voltares. Eu quero pedir-te que respires, só mais uma vez, para que possas olhar para mim com esses olhos cuja beleza nem a morte consegue levar.
   Eu não acabei a tua parte na minha história. Estavas tão presente nela...Eu ia perder-te e reencontrar-te para o resto da minha vida, e agora? Eu não quero acreditar que agora não te posso reencontrar outra vez. Quero olhar e ver-te controlar o mundo com os teus olhos, quero voltar a sentir os teus lábios na minha face, quero as tuas mãos nas minhas, a tua voz no silêncio, o teu fôlego suspirando no teu perfume, aquele que brincava com o teu. Eu quero ser egoísta. Eu quero que voltes só para te poder dizer tudo de novo. Não quero sofrer sozinha.
   Lembras-te daqueles momentos em que, sem saberes, pegavas no meu coração apertavas com toda a força e depois largavas? Eu lembro-me. Eu lembro-me de ti. Eu lembro-me das roupas, dos cheiros, do cabelo, de como contava os teus dedos, para passar os tempos porque não sabia largar a tua mão, tinha medo. Lembro-me do bater do teu coração. Até no último segundo o vi irromper nas veias do teu pescoço. Aquele coração que era tão forte…Lembro-me de todas as vezes que me salvaste tu nem sabias. Lembro-me de todas as vezes que te pedi ajuda sem saberes. Perdoa-me… Mesmo depois de tudo, antes deste nada que me invade. Pai amo-te. E odeio não o ter conseguido dizer tantas vezes quantas querias.
   Não choro por sentir a tua falta, porque ainda não percebi verdadeiramente que não estás aqui, ainda comigo. Choro pelas falhas que cometi contigo. Não eras perfeito, mas deixas para trás um legado complicado de igualar. Mas agora não sofres mais. Fostes tão calmo, tão sereno…depois de tanta dor, de tanta agonia, não vou nunca esquecer como me deixas-te, olhando-me, uma última vez com esses olhos que guardavam toda a tua força e beleza. Olha para mim, pai. Como sempre o fizeste. Sempre foste aquele que acreditava em mim, talvez por teres sido o único a quem mostrei a minha vontade. Onde estás? Quem me vai secar as minhas lágrimas agora? Quem me vai amar como tu agora? E se puderes, onde quer que estejas, procura-me, porque grande parte de mim ficou contigo. Não acabamos a nossa história, pai. Ainda faltam uns capítulos.
   E recuso-me a escrevê-los sem ti.
   Sinto-me sozinha, sinto a tua falta. Mas sei que estás aí. Se não consigo, em mim.
   Uma vez vi-te e senti-te a chorar. Senti que te tinha perdido outra vez, só não sabia que não seria a última.
   A guerra acabou, e não ganhei uma única batalha. Oh Pai…
   Agora consegues acreditar em mim, quando digo que a vida acabou? Agora consegues ouvir claramente. Pai, enquanto grito a plenos pulmões ”Como queres que continue?” Não te posso deixar para trás.
   E como querias que sofra? Diz-me agora, porque não consigo encontrar o meu sorriso.
   Eu ouço as palavras, mas não sei o significado do que me falas tão suavemente, e é demasiado para mim.
   Nunca te vou esquecer. És o meu orgulho! Foste sempre um amigo muito carinhoso, atencioso, e, acima de tudo, um GRANDE PAI.
   És um exemplo a seguir de FORÇA; AMOR e LUTA…lutaste contra tudo e contra todos.
   Para mim, nunca morrerás, vou amar-te para sempre.
  Até um dia, meu anjo!!


Jessica Carolina Nunes Franco
Ano lectivo 2009/10
Ano / Turma: 10º 3, Nº 11
Disciplina: Português
Professor: Luis Camacho